terça-feira, 17 de março de 2020

FALOU E DISSE


Escreveu o Pedro Gama - 

SAÚDE EM ITAJUBÁ: VAMOS AOS FATOS

1) O orçamento previsto para a saúde em Itajubá DIMINUIU em números proporcionais nos 4 últimos anos. Saímos de 37% das despesas totais em 2017 para 29% em 2020.

2) A Santa Casa de Misericórdia FECHOU o PRONTO-SOCORRO no começo de 2018, após a Prefeitura anunciar o CORTE do repasse mensal de R$160.000,00 que fazia para a instituição. Além disso, a atual gestão PAROU DE REPASSAR as verbas que sobravam do orçamento destinado à Câmara de Vereadores. Também realizou duros ataques à imagem da instituição. Um vereador da base chegou a ACUSAR gravemente a Santa Casa afirmando que “estão rasgando dinheiro”, bem como “pegando dinheiro e colocando no bolso”.

3) Enquanto isso, tornou-se recorrente a reclamação da população de FALTA de REMÉDIOS nos postos de saúde, sem a perspectiva de data para disponibilização.

4) Itajubá apresenta logo no começo deste ano o SEGUNDO MAIOR ÍNDICE de casos prováveis de DENGUE no Sul de Minas, segundo boletim informativo da Secretaria Estadual de Saúde. A Prefeitura e a maioria dos vereadores, contudo, ainda NÃO SE MANIFESTARAM sobre o tema.

5) Agora, o CORONAVÍRUS coloca a cidade em alerta por conta de seu alto nível de contágio, o que aponta o risco de que os hospitais não consigam absorver toda a demanda que a doença tem o potencial de gerar.

Conclusões?

(i) defender o SUS é a principal luta a ser abraçada por uma saúde pública de qualidade.

(ii) AOS VEREADORES: é dever fiscalizar insistentemente as despesas do orçamento, além de lutar pelo direcionamento de verbas aos interesses prioritários da população.

(iii) Ao PREFEITO: é imprescindível repensar as prioridades políticas de sua gestão.

(iv) À POPULAÇÃO: é urgente cobrar de seus representantes maior transparência com os gastos públicos.


Blog: Grato Pedro Gama por levar a questão e propor ações. Esperamos que as autoridades discutam os dados apresentados e não, como de costume, discutam você.

Viver é Perigoso

9 comentários:

Anônimo disse...

Caros,

Não podemos esquecer a birrinha do prefeito com a Mahle, o que causou um bom estrago nas finanças da Santa Casa.

Luciano

Marco Antonio Gonçalves disse...

Zelador,

é importante lembrar que a atual Administração foi a responsável pelo fim da parceria da Mahle com a Santa Casa em 2013. A empresa investia R$10 milhões na Santa Casa. Entre os motivos apresentados pela Mahle para o rompimento da parceria estavam a falta de resposta da Prefeitura Municipal de Itajubá aos questionamentos apresentados pela empresa, bem como declarações do prefeito Rodrigo Riera de que não seriam necessárias duas maternidades e dois prontos socorros em Itajubá.
Outro ponto é que Itajubá é sim a cidade que mais tem casos de dengue no Sul de Minas. Campo Belo, que tem mais casos que Itajubá, não fica geograficamente no Sul de Minas e não é considerada pelo Governo do Estado como uma cidade da macrorregião do Sul de Minas. Por fazer parte da área de cobertura da EPTV, a emissora de televisão contabiliza a cidade como sendo da região.

Edson Riera disse...

Luciano e Marco Antonio.

O tratamento dado pelo Sr. Prefeito à Santa Casa é um dos maiores absurdos que presenciei na minha vida. É inacreditável.

Constará do CV do Prefeito, que deve continuar na vida política, esse descalabro.

Abraços

Zelador

Anônimo disse...

RR trucou.
Tirou a Santa Casa do mapa da saúde.
Nada aconteceu.
Hospital deu conta.
Ponto para RR que percebeu o óbvio: a Santa Casa é pessimamente administrada.
Agora vem uma epidemia.
Pode ser que a Santa Casa faça falta.
Se fizer, vai pro CV dele mesmo.
Só o tempo vai dizer.
Pessoalmente penso que RR já carimbou seu nome na galeria dos melhores prefeitos da historia da cidade. Contudo, a historia pode sempre ser revista.

Edson Riera disse...

Revista -

Todos aqui tem o direito de opinar sobre o tema. Concordo inteiramente com o uso da expressão:
"RR trucou". Pelas notícias e pelo percebido ele tem feito isso desde do primeiro dia do primeiro mandato. Ele não pode numa democracia plena "trucar". Não faz o menos sentido. É ditatorial ao extremo.

Mas, pelo comentário, imagino que o Hospital é bem administrado. Deixou de ser Escola e venderam a Faculdade para uma empresa financeira. Ainda irei entender, mesmo com minhas limitações.

Zelador

Anônimo disse...

A frieza do papel nao transmite, mas minhas palavras sao doces.
Argumentos incisivos, mas a entonacao é doce.
Dito isso, vamos para o debate.

Não sei se o Hospital é realmente bem administrado, pois tudo na vida é referência.
Comparado a Santa Casa, o Hospital é muito bem administrado.
Praticamente uma equipe do MIT.

Usei "trucou" no sentido de "desafiou", "chamou a responsabilidade para si".
Como administrador eleito, o prefeito pode e deve escolher onde vai aplicar os recursos publicos.
Nao vejo nenhum ato ditadorial.

Sobre a venda da faculdade e hospital (que nao tem relação direta com a epidemia), ainda temos uma incognita.
Nao dá pra saber se foi um bom ou mal negocio para a cidade.
Embora tenha reflexos publicos, é uma decisao privada de dois grupos privados

Anônimo disse...

Sugestão ao Pedro. Se o $$$ diminuiu para a saúde? Pra onde foi? Um gráfico dos recursos da secretaria de obras seria bastante ilustrativo. Outra coisa. Quais foram as secretarias que fizeram algum investimento além do custeio? Grato. Pedro Paulo

Edson Riera disse...

Grupos Privados -

Grato pela sua participação. Tomo a liberdade de questionar a citação "dois grupos privados". Um deles (o comprador é privadíssimo, sem dúvida). O grupo vendedor, no papel é privado, mas constituído com a participação decisiva de heroicos e determinados cidadãos do povo, como doação para a cidade e região.
Mas é a vida e deve ter chegado a um ponto, que outra alternativa não sobrava.

A determinação de prioridades deve ser feita com a participação do povo através de seus representantes. Mas isso é utopia. Aliás, estou relendo hoje o Thomas Morus (Utopia).

Abraço

Zelador

Anônimo disse...

Quem estruturou o Hospital com milhões e milhões de reais foi o ProHosp, programa instituído no (bom) Governo do finado Aécio que direcionou recursos a hospitais regionais em MG, deixando outros de cidades menores e mesmo a Santa Casa à míngua.

Mesmo assim, acharam por bem vender o maior ativo da AISI, reformar Estatuto, vitaminar salários de cargos diretivos e perpetuar-se no Poder. Aliás, com um hospital só na cidade o Poder seria maior. "Vamos destrui-lo!" Adversários, não há. Há inimigos: "Vamos liquidá-los".

Tudo que é sólido desmancha no ar.

Julinho de Adelaide.