quinta-feira, 19 de março de 2020

EM DEFESA DA HONRA


Quando menino na Boa Vista, é claro, vez por outra acontecia um desentendimento entre dois moleques valentes. Ou ocorria no antigo campinho de futebol do Vasco, ou na prainha do Sr. Felipe ou mesmo, um acerto de contas na saída da aula do Grupo Escolar Rafael Magalhães.

Coisas de pouca monta. Um teria piscado para a irmã do outro e esse teria chamado a vó do galanteador de bicicleta sem rodas.

Acontecia sempre de ter um "grandão" para incentivar a contenda.

Com os dois adversários frente a frente e com os braços em posição de combate, o "grandão" esticava o braço com a mão espalmada na altura dos rostos dos briguentos e dizia: Aquele que for mais homem cospe na minha mão. Lógico, que o mais ofendido cuspia (interessante o cospe mudando para cuspia). O "grandão baixava a mão e o cuspe atingia um ou os dois brigões.

O pau comia feio e era o responsável por ligeiros hematomas e arranhões. A inimizade durava por um bom tempo. 

Quando o piso era terra, o grandão riscava uma linha no chão e dizia: o que for mais homem pisa no território do outro. E lá vinham cacetadas.

Hoje mudou pouca coisa. A internet substituiu o grandão e diga-se, com vantagem, publicando: Quem irá bater mais panelas ? Quem conseguirá fazer mais ruídos ?

Beira o ridículo.

Viver é Perigoso

2 comentários:

Anônimo disse...

Pode ser ridículo mas há alguns meses atrás quem diria que haveria um panelaço contra Bolsonaro? Infelizmente está cavando aos poucos seu fim melancólico e o pior é que ele não enxerga.

Anônimo disse...

Hipocritas! Se fosse viver do exemplo de presidente seriamos cachaceiro, ladrao, corrupto, ignorante, e tantos mais, fala sério!