segunda-feira, 9 de março de 2020

E NÓS NESSA ?


Nas próximas semanas o parlamento mineiro irá iniciar a elaboração de um plano regional para a ciência. Embora Minas detenha o maior parque científico do país, a área está paralisada no estado.

Fórum Técnico Minas Gerais pela Ciência é o nome da série de reuniões promovidas pelo Legislativo estadual em prol da construção de um novo planejamento da ciência no estado. A ideia da proposta é construir o documento seguindo a metodologia do orçamento participativo, ou seja, serão os cidadãos os autores da matéria, que terá caráter de lei.

Entre os dias 9/3 até 27/4, haverá encontros regionais em Juiz de Fora, Varginha, Montes Claros, Araçuaí, Ipatinga, Uberlândia, Belo Horizonte, Divinópolis e Ouro Preto. Para finalizar o projeto, de 27 a 29/5 haverá reuniões na Assembleia, em Belo Horizonte.

Minas hoje não possui um planejamento à ciência, embora o estado abrigue o maior polo de pesquisa do país. Cerca de 90% do conhecimento científico nacional é originário de universidades e centros públicos de ensino. Os mineiros possuem o maior número de estabelecimentos. São 19 universidades e centros técnicos. A maioria federais. Em tese, os mineiros deveriam protagonizar uma vanguarda científica.

Falta de coordenação e de recursos são hoje um dos principais entraves para o desenvolvimento do setor. Poucas leis, por exemplo, regem a atividade científica em Minas ou buscam fomentá-la.

A despesa com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas (Fapemig) ano passado foi de aproximadamente R$ 72,2 milhões. O valor efetivamente pago para os auxílios à promoção da pesquisa não ultrapassou R$ 5 milhões. O último relatório da instituição, de 2018, mostra que estavam em execução 3.843 projetos de pesquisa. Dividindo o valor de 2019 pela quantidade de pesquisa em andamento em 2018 são R$ 1,3 mil para cada projeto. Dependendo da complexidade da pesquisa, ela pode ter um custo de R$ 50 mil. É o caso de um projeto para produzir etanol a partir das batatas. Essa drástica situação é amenizada porque os grandes centros de investigação científica mineiros são federais.

Número de 2017 mostram que o país empregava cerca de 41 mil cientistas. Minas, sendo a terceira maior economia do país, não possuía nem 7% desse contingente. Os dados são do Data.info, plataforma com dados públicos.

(Novos Inconfidentes)

Viver é Perigoso

Um comentário:

Anônimo disse...

Cade a cidade tecnologica? O sistema de c&t e inovação, a SMICT ?, o Parqtec? Ah, Bixacot, ja era, somos nada!