terça-feira, 31 de março de 2020

NOSTRADAMUS



Viver é Perigoso

AFINANDO


Melhor assim. Uma bela afinada. Com tons de verde oliva. O ruim é que amanhã, na certa, já estará desafinado novamente.

É a vida...

Viver é Perigoso

GENTE NOSSA


Nascido em Pouso Alegre, formado pelo Inatel, em Santa Rita do Sapucaí e internado há 13 dias em Madrid, onde mora e trabalha, com sintomas da Covid-19.

Segundo a família dele no Brasil, Humberto de Figueiredo Rezende,  ficou cerca de quatro dias com sintomas de gripe e depois foi levado para o hospital de Madrid com quadro de insuficiência respiratória, onde testou positivo para a Covid-19.

Recado gravado do Humberto:

" Eu queria dizer para todo mundo se cuidar muito e ficar em casa, a gente tem que ajudar o sistema de saúde a aguentar a pressão deste momento. Então tem que ficar em casa, proteger as pessoas e o sistema de saúde, fiquem bem, um abraço a todos"

G1

Viver é Perigoso

OLHO NO LANCE !


O mercado financeiro já tem um termômetro para isso. Trata-se do VIX, índice de volatilidade calculado pela bolsa de Chicago. o VIX está em 60%, muito acima da média de 19% dos últimos trinta anos, e um pouco abaixo do máximo de 82,7% atingido no dia 16 de março. 

No Brasil, o IVol-br (o equivalente ao VIX para o Brasil)) está em 69,1%, acima da média de 23,5% dos últimos anos, e abaixo do máximo de 113,5% atingido no dia 18 de março.

Volatilidade, na área financeira, é uma medida de dispersão dos retornos de um título ou índice de mercado. Quanto mais o preço de uma ação varia num período curto de tempo, maior o risco de se ganhar ou perder dinheiro negociando esta ação, e, por isso, a volatilidade é uma medida de risco. 

Viver é Perigoso

A REVOLUÇÃO


Publicado no "Viver é Perigoso" no dia 1º de abril de 2012

Tinha eu 16 anos mas lembro muito bem. Tirando o pessoal que cercava o Jango, todo o país ansiava pelo golpe militar. Não tinha outro modo de colocar a casa em ordem. O problema foi que depois do Marechal Castelo Branco, os militares pegaram gosto pelo poder. O regime durou muito mais do que o necessário.

A história conta: 

Na madrugada do dia 31 de março (1964), as forças do general Mourão Filho deixaram Juiz de Fora, sede da IV Região Militar, indo em direção ao Rio de Janeiro sem encontrar resistência.

A IV Divisão de Infantaria, reforçada por dois outros regimentos vindos de Belo Horizonte e São João del-Rei, terminaram por se confraternizar no meio do caminho com as guarnições do I Exército que haviam partido da ex-capital federal com a missão de confrontá-la.

Revolução, até então, sem tiros, feridos ou mortos.

O General Olympio Mourão Filho declarou certa vez: "Em matéria de política sou uma vaca fardada".

Ele escreveu no final dos anos 60 ou início dos anos 70, sem conhecer quase ninguém dos atuais homens públicos (exceto o eterno Sarney):

"Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso".


Olympio Mourão Filho - Livro " Memórias: a verdade de um revolucionário"

Viver é Perigoso

VENTOS DE GUERRA


O Ministério da Saúde anunciou hoje que subiu para 201 o número de mortes em decorrência do novo coronavírus no Brasil — aumento de 42 mortos em 24h, maior número registrado no Brasil no período No total, são 5.717 casos oficiais confirmados no país — 1.138 diagnósticos confirmados em um dia — e 3,5% de letalidade.

Blog: Conforme alertado pelas autoridades competentes

Viver é Perigoso

BEAU GESTE


A Nossa Santa Casa agradece a generosidade da Empresa Helibras pela doação de Máscara N95. Neste momento de crise em que a demanda e o custo deste EPI (Equipamento de Proteção Individual) aumentaram consideravelmente, esta doação nos auxiliará muito.

Nosso muito obrigada em nome de todos os colaboradores e clientes.

Santa Casa de Misericórdia de Itajubá

Viver é Perigoso

MUITA CALMA NESSA HORA


"Ninguém se esqueça que eu sou o presidente. Eu sou o presidente".

Bolsonaro

Blog: Se precisou afirmar isso hoje para fãs e repórteres...dúvidas começam a surgir. Triste. Pode ter o cargo, mas já não é o senhor das decisões em todo o território nacional.

Viver é Perigoso

NÃO ME DEIXEM SÓ !

Viver é Perigoso

segunda-feira, 30 de março de 2020

BRASIL - QUARENTENA BABEL

Viver é Perigoso

OPERAÇÃO DE GUERRA


Navio Hospital com mil leitos chega a Nova York. A embarcação militar USNS Comfort, a sexta maior do mundo, servirá para aliviar o iminente colapso provocado pelo coronavírus na cidade norte-americana.

Viver é Perigoso

IGNORAR, MITIGAR OU SUPRIMIR


Sinceramente ? não recomendaria a leitura do artigo publicado ontem no jornal "O Estado de São Paulo pelo biólogo Fernando Reinach. Li ontem, me tirou o sono e, criando coragem, li de novo. Foi baseado no já famoso estudo feito pelo Imperial College - Londres, sobre o Covid-19. Foi publicado recentemente (16/3) e feito para nortear as medidas de contenção do novo coronavírus. Agora, esse mesmo grupo refez o estudo para 202 países, sendo que o Brasil é um deles. Todos os aspectos e peculiares do País foram consideradas.

Segundo os autores existem três estratégias possíveis diante do novo vírus:

1 - Ignorar a existência do vírus - No primeiro ano, 7 bilhões dos 7,7 bilhões de pessoas do planeta seriam infectadas. Ocorreriam 40,6 milhões de mortes e o colapso total dos sistemas de saúde. O lado positivo, é que depois a população estaria imune e o problema desaparecia. Essa atitude não foi adotada por nenhum país.

2 -  Mitigação (diminuir, aliviar) - O objetivo é espalhar o número de casos ao longo do tempo de modo não sobrecarregar muito o sistema de saúde (o tal achatamento da curva) - Dois aspectos considerados: isolar somente os mais idosos ou isolar toda a população. O número de mortes no primeiro caso seria de 20 milhões de pessoas. O número projetado para o segundo caso é semelhante.

3 - Supressão - Ela pressupõe uma diminuição de 75% dos contatos interpessoais de toda a população. Foi a estratégia usada pela China. Quanto mais cedo ela é adotada é melhor. Nesse cenário nos primeiros 250 dias de pandemia, seriam infectadas 470 milhões de pessoas e teríamos 1,9 milhão de mortes. Se adotada mais tarde, essa estratégia levaria a 2,4 bilhões de pessoas afetadas e 10,5 milhões de mortes (foi o erro da Itália).  

Atentem para quadro abaixo e vejam os números para o Brasil. Hoje, muitos Estados estão tentando adotar a estratégia de Supressão, enquanto o governo federal propõe a mitigação, com isolamento dos idosos.

Perca o sono junto comigo.

Viver é Perigoso 

JUÍZO PESSOAL


O caso é sério. Vamos aguardar até o próximo domingo e um novo balanço da situação. Negócios, mesmo com todas as dificuldades do mundo, se resolvem. Vidas ? Definitivo. 

Coronavírus: Por recomendação do Ministério Público, comércio deve permanecer fechado em Itajubá

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais emitiu nesta segunda-feira, 30 de março, uma Recomendação Ministerial, assinada pelo Promotor de Justiça, Leonardo de Faria Gignon, suspendendo o funcionamento do comércio em Itajubá. A decisão foi acatada pelo município e com isso, a partir desta terça-feira, 31 de março, só poderão funcionar na cidade os estabelecimentos comerciais essenciais à sobrevivência, saúde e segurança da população, conforme Art. 8º do decreto municipal nº 7881/2020.

Viver é Perigoso

MOÇO BONITO



Eric Clapton, completa hoje 75 anos de vida. O número 1, há séculos, da minha parada de sucessos. Já o curti, usando um termo atual, ao vivo e em cores. Maravilha inesquecível. 

Clapton, o Senhor Blues, viveu a loucura das drogas e foi dado muitas vezes como caso perdido.

Sofreu enormes pancadas na vida, mas em um determinado dia, praticamente no fundo do poço aconteceu, conforme suas próprias palavras o milagre:

"...fiquei absolutamente aterrorizado, em completo desespero. Naquele momento, quase que por si mesmas, minhas pernas cederam, e cai de joelhos. Na privacidade de meu quarto, implorei por socorro. Eu não atinava com quem estava falando, sabia apenas que havia chegado ao meu limite, não me restava mais nada para lutar. Então lembrei do tinha ouvido falar sobre rendição, algo que jamais pensei que conseguiria fazer, que meu orgulho simplesmente não permitiria, mas entendi que sozinho eu não teria sucesso, e por isso pedi socorro e, caindo de joelhos me rendi. De algum jeito, de alguma forma, meu DEUS sempre esteve ali, mas agora eu havia aprendido a falar com ele."

Eric está curado das drogas e do alcoolismo. Ele conviveu e tocou com Buddy Guy, Stevie Ray Vaugham, B.B King, Muddy Waters, Beatles, Roling Stones, Dilan e lamenta jamais ter tocado com Ray Charles.

Dentre suas musicas de sucesso, encontra-se "Tears in Heaven", dedicada ao seu filhinho Conor, que morreu com cinco anos ao cair da janela do apartamento da mãe em Nova York.

Viver é Perigoso

MUITA CALMA NESSA HORA


O Conselho de Ministros da Espanha debaterá amanhã, terça-feira, o que fazer com os aluguéis diante da crise criada por Covid-19.

Uma questão urgente que deverá ser abordada no nosso País. Muitos vivem de aluguéis e muitos terão dificuldade para cumprir contratos.

O bom senso indica que todos os lacadores e locatários pensem e tomem a iniciativa de renegociar, valores, obrigações e duração.

A preocupação abrange imóveis comerciais e residenciais.

Imagina-se que a crise e seus reflexos se estenderão, no mínimo, até o final deste ano.

Existe uma tendência natural de cuidados para com os locatários.

Logicamente, a prefeitura municipal deverá olhar com cuidado a cobrança do IPTU.

Um bom entendimento.

Viver é Perigoso    

FALOU E DISSE



“O senhor tem todo o direito do mundo às suas próprias opiniões, mas não aos seus próprios fatos”.

Senador Americano Patrick Moynihan

Viver é Perigoso

AINDA NÃO CHEGAMOS NESSE ESTÁGIO


Pela primeira vez desde que temos memória, as vozes que prevalecem na vida pública espanhola são as de pessoas que sabem.

Pela primeira vez assistimos à aberta celebração do conhecimento e da experiência, e ao protagonismo merecido e até então inédito de profissionais de diversas áreas cuja mistura de máxima qualificação e coragem civil sustenta sempre o mecanismo complicado de toda a vida social. 

Nos programas de televisão em que, até recentemente, reinavam exclusivamente dissertadores especializados em opinar sobre qualquer coisa a qualquer momento, agora aparecem médicos de família, epidemiologistas, funcionários públicos que enfrentam diariamente uma doença que perturbou tudo e que a qualquer momento pode atacá-los.

Todas as noites, às oito, nas ruas vazias, eclodem aplausos como uma tempestade repentina, dirigidos não a demagogos embusteiros, mas a trabalhadores da saúde, que até ontem cumpriam sua tarefa acossados por cortes contínuos, pela falta de meios, pelo desdém às vezes agressivo de usuários caprichosos ou resmungões. 

Agora, exceto nos redutos habituais, não ouvimos slogans, nem lemas de campanha criados por publicitários, nem banalidades cunhadas por essa espécie de gurus ou de aprendizes de feiticeiro que inventam estratégias de “comunicação” e que aqui também, que remédio, já são chamados de spin doctors: charlatães, trapaceiros, vendedores de fumaça.

A realidade nos obrigou a nos colocarmos no terreno até agora muito negligenciados dos fatos: os fatos que podem e devem ser verificados e confirmados, para não serem confundidos com delírios ou mentiras; os fenômenos que podem ser medidos quantitativamente, com o mais alto grau de precisão possível. 

Tínhamos nos acostumado a viver na névoa da opinião, da diatribe sobre as palavras, do descrédito do concreto e do comprovável, inclusive do aberto desdém pelo conhecimento. 

Foi necessária uma calamidade como a que estamos sofrendo agora para que descobríssemos bruscamente o valor, a urgência, a importância suprema do conhecimento sólido e preciso, para nos esforçarmos em separar os fatos dos boatos e da fantasmagoria e distinguir com nitidez imediata as vozes das pessoas que sabem de verdade, aquelas que merecem nossa admiração e nossa gratidão por seu heroísmo de servidores públicos.

Agora ficamos com um pouco de vergonha de termos nos acostumado ou resignado durante tanto tempo ao descrédito do saber, à celebração da impostura e da ignorância.

Antonio Muñoz Molina é escritor.

Viver é Perigoso

TRISTE

Viver é Perigoso

A CALMA DEFINITIVA


Vendo todos desesperados, o líder acalmou o povo: 

"Todos iremos morrer um dia".

Ao perceber a beleza e objetividade das palavras, as pessoas aceitaram seu destino.

www.aleivosiascomlimao.blogspot.com

Viver é Perigoso

DISTÂNCIA PRESERVADA


Viver é Perigoso

NO VALE DA ELETRÔNICA


O Hospital Maria Thereza Rennó, em Santa Rita do Sapucaí, levou 14 anos pra ser construído. Foi inaugurado em 2013 e ficou apenas 8 meses em funcionamento. Acaba de completar 6 anos de portas fechadas. Trata-se de um empreendimento particular.

O hospital foi um projeto idealizado pelo fazendeiro Wagner Rennó. Ele decidiu construir o empreendimento depois que a mãe morreu em casa, sem conseguir atendimento médico. Tem capacidade para 125 leitos. O prédio, que tem quase oito mil m² de área construída e conta com 125 leitos, entre UTI, urgência, emergência e observação.

Era feito o atendimento através de planos de saúde particulares e do Ipsemg, plano médico dos servidores do estado. A unidade também estava em processo de credenciamento para atender pacientes pelo SUS. No entanto, com as dívidas, funcionários e médicos foram dispensados.

Desde então, os representantes buscam financiadores ou parceiros para que o hospital volte a funcionar. O Hospital pode ser alternativa para atendimentos da covid-19 no Sul de Minas. O governo federal foi procurado, mas não teria demonstrado interesse na reabertura. Prefeitos buscam outras alternativas para reabrir as instalações. 

Na última última terça-feira (24), foi realizada uma reunião por videoconferência para discutir o assunto com um membro da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde. Além do prefeito Wander Chaves, participaram da reunião o prefeito de Pouso Alegre, Rafael Simões, e o deputado federal, Bilac Pinto.

Enquanto o Maria Thereza Rennó continua fechado, o prefeito Wander Chaves busca equipar o hospital Antônio Moreira da Costa com uma nova ala para atender as possíveis vítimas do novo coronavírus na cidade.

Dados: Terra do Mandu

Viver é Perigoso

NA EXPECTATIVA


Didier Raoult é o diretor do Instituto Hospitalar Universitário (IHU) de Marselha e chefe da equipe que divulgou dados de uma pesquisa com 42 pacientes de covid-19 em que 75% deles, após seis dias de tratamento com a substância associada ao antibiótico azitromicina, livraram-se do vírus.

Com um passado de polêmicas, Raoult está no olho do furacão. Seu trabalho levou os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro a apostarem suas fichas de que a apostarem suas fichas de que a hidroxicloroquina pode ser a saída rápida e barata para combater a doença e acabar com a quarentena que paralisa a economia de seus países. Em 15 ou 20 dias o estudo de Raoul deve levá-lo ao prêmio Nobel ou ao ostracismo reservado aos que dão falsas esperanças às aflições humanas.

Estudo teve poucos pacientes.

O que detonou a polêmica na academia foi Raoult ter decidido publicar um estudo que, em condições normais, não seria aceito por nenhuma revista científica. Primeiro, pelo baixo número de pacientes envolvidos. Ele tinha 26 que receberam a hidroxicloroquina em Marselha e 16 no grupo de controle em duas outras cidades francesas – Nice e Avinhão.

Dos 26 pacientes que receberam a medicação, seis abandonaram a pesquisa. Um porque morreu; três porque foram entubados, outro por deixar o hospital e um por ter náuseas. Nenhum deles foi incluído no resultado final, pois a pesquisa pressupunha testar todos os dias os pacientes para medir a carga viral. 

Era 25 de fevereiro quando Raoult entrou em campo na luta contra a covid-19. 

Defendeu que a solução para a doença seria mais barata do que se imagina, com base no uso da hidroxicloroquina, uma molécula antiga usada contra a malária e o lúpus. Menos de um mês depois, seu trabalho estava publicado. Segundo o jornal Le Monde, no mesmo dia da publicação do artigo – 20 de março – Phillipe Ravaud, diretor do Centro de Pesquisas Epidemiológicas e Estatística Sorbonne Paris Cité, pediu ao colega os dados brutos da pesquisa, mas não os recebeu.

Dia 23, foi a vez da professora e infectologista Karine Lacombe, do departamento de doenças tropicais infecciosa do Hospital Saint-Antoine, em Paris, dizer que estava “enojada” com o que estava acontecendo. “Com base em um estudo absolutamente questionável do ponto de vista científico, expõem-se pessoas à falsa esperança de cura de uma doença que se sabe que, em 80% dos casos, ao cabo de alguns dias, não haverá mais vírus. O que está acontecendo em Marselha é absolutamente escandaloso”, afirmou à TV France 2.
Raoult deixa claro as inconsistências em seu trabalho. 

"Do ponto de vista ético, seria, portanto, justificável publicá-lo em razão da situação mundial.  “por razões éticas em razão de resultado tão significativo e evidentes” é que ele e seus pares decidiram publicá-lo para que fosse avaliado pelo comunidade médica, dado a urgente necessidade de achar uma droga efetiva contra o Sars-Cov-2. - Nosso estudo tem limitações.

Questionado sobre as reações dos colegas, Raoult foi seco. “Eu faço ciência, não política.” O pesquisador é próximo de políticos de direita e de extrema-direita.

Raoult possui trabalhos importantes publicados. Mas, em 2006, ele e sua equipe foram suspensos por um ano pela American Society for Microbiology, nas revistas editadas pela sociedade, por suspeita de fraude. O caso foi revelado pela revista Science, em 2012.

Um ano depois, Raoult resolveu se envolver em uma encrenca científica ao expor seu ceticismo sobre as mudanças climáticas. Disse então que as previsões sobre o aquecimento global eram absurdas. Também afirmou que o buraco na camada de ozônio estaria resfriando o globo.

Em 2018, publicou o livro La Vérité sur les vaccins (A Verdade Sobre as Vacinas) e voltou a causar polêmica. Na obra, ele critica a política de vacinação obrigatória da França. Diz ter pouca valia vacinar contra sarampo e poliomielite, pois a primeira é uma doença rara no país e outra, erradicada. Advoga, em vez disso, que o governo desenvolva vacinas para a gripe, a catapora e o rotavírus.

Na semana passada conseguiu que o ministro da Saúde, Olivier Véran, permitisse que a hidroxicloroquina fosse dada a pacientes de hospitais. E para conduzir os trabalhos científicos sobre a doença, nomeou uma comissão liderada por Françoise Barré-Sinoussi, Nobel de Medicina em 2008. Ao assumir, ela pediu “prudência” com a hidroxicloroquina.

Raoult, que era da comissão, afastou-se. Em artigo no Le Monde, denunciou conflitos de interesses entre cientistas e a indústria farmacêutica e criticou quem viu inconsistências em seu estudo: “Ninguém testa paraquedas dando a um grupo de controle sacos vazios para pular. Não se dá placebo a pacientes de uma doença que mata 30%.” 

Extraído do O Estado de São Paulo

Blog: Torcemos para que o Dr. Raoult ganhe o Prêmio Nobel.

Viver é Perigoso

domingo, 29 de março de 2020

MUDAR É O NOSSO NEGÓCIO


Situação agrava-se . Em questão de dias ou horas, a fala presidencial por estas bandas vai mudar. Trump está mudando.

Clarin da Boa Vista

Viver é Perigoso  

SITUAÇÃO


Viver é Perigoso

ANEXO DE CARTA QUE RECEBI



São Paulo, 29 de março de 2020

Camarada,

Nem tudo está perdido. Prá levantar o astral, "nunca aos domingos.

W, Etrusco

Viver é Perigoso

BEAU GESTE


A Gerdau, a Ambev e o hospital Albert Einstein deram uma lição ao grande empresariado nacional. Anunciaram a doação de um centro de tratamento de Covid-19 com cem leitos à prefeitura de São Paulo. Em duas semanas entregarão 40 leitos e, até o fim de abril, estarão prontos os outros 60. A unidade atenderá pacientes do SUS.

O pavilhão ficará anexo ao hospital M’Boi Mirim, na periferia da cidade. A Gerdau doará a estrutura do prédio, a Ambev bancará o custo, e o Einstein cuidará dos pacientes. Nenhum grande acionista da Gerdau ou da Ambev ficará mais pobre com a doação..Sem espetáculo, fizeram o que acharam que deviam.

O colégio Miguel de Cervantes, situado nas proximidades do Einstein, abriu 300 vagas para filhos de enfermeiros, técnicos e médicos do hospital. A escola ocupa uma área de 60 mil metros quadrados e as crianças ficarão lá durante os turnos dos pais, assistidos por voluntários, sem contato físico. O hospital fornecerá a alimentação da garotada. Outro colégio da cidade, o Porto Seguro, aderiu à iniciativa.

Em Manaus, uma rede de lojas Bemol doou ao governo do estado seu estoque de mil colchões e máscaras. (Repetindo, doou o estoque.) No Rio de Janeiro, pizzarias continuam mandando refeições aos profissionais de saúde da cidade. Alguns deles trabalham em turnos de 24 horas.

Coisas assim parecem gotas d’água, mas como dizia Madre Teresa de Calcutá :

“toda vez que eu ponho minha gota no oceano, ele fica maior”.

Quando ninguém sabe o que fazer, ou quando as rotinas não apontam uma saída, surgem loucos que se revelam gênios.

Em 1906, a cidade de San Francisco foi destroçada por um terremoto, seguido de incêndios. Amadeo Giannini tinha um pequeno banco e sua clientela eram os pobres. Ele alugou um caminhão de lixo e tirou todo o dinheiro de seu cofre. A grande ideia de Giannini foi botar uma mesa na rua. Ele passou a emprestar dinheiro a quem estivesse precisando, confiando nos fios dos bigodes. Ele contava que recebeu de volta tudo o que emprestou e que, no primeiro dia dessa operação maluca, recebeu depósitos equivalentes a 1,5 milhão de dólares em dinheiro de hoje.
Mesmo que tenha exagerado, seu tamborete virou o Bank of America, um dos maiores dos Estados Unidos e ele entrou para a história da banca.

Durante a crise financeira de 2008 o professor Ben Bernanke (Stanford) estava à frente do Federal Reserve Bank americano. Ele era um verdadeiro economista liberal e fizera carreira estudando a Depressão dos anos 1930.
A situação estava tão braba que o secretário do Tesouro, Henry Paulson, em jejum, trancou-se no banheiro para vomitar.
Ambos decidiram despejar dinheiro no mercado, resgatando empresas que corriam o risco de quebrar, espalhando o pânico. Era o contrário do que havia aprendido, ensinado e praticado. Diante do que parecia uma contradição, ele ensinou ao mundo e a seus pares:

“Não há ateu em trincheira, nem ideólogo em crise financeira”.

Extraído de escrito do Élio Gaspari 

Viver é Perigoso

É PRECISO REPENSAR TUDO


A crise é totalitária - afeta tudo - terá efeitos prolongados e, portanto, nos obriga a repensar tudo, em todas as esferas.

Na pessoal, claro: papéis familiares que devem ser redefinidos e reacomodados à velocidade da luz, compactados em uma nova dimensão. 

No profissional, evidentemente: um imenso esforço em digitalização e eficiência remotas; a engenhosidade de cada um para redirecionar, revitalizar atividades paralisadas ou corroídas pela crise do vírus.

E, como não, na vida pública, o papel dos Governos e do mercado.

O mundo entrou em coma e a respiração assistida —de doentes humanos, de empresas em crise, de milhões de pessoas em dificuldades financeiras— só pode ser propiciada pelo conglomerado de instituições públicas. 

As administrações públicas são o pilar da salvação nas duas frentes: a econômica e a da saúde. Nos dois casos, a ação de agora determinará nosso futuro em múltiplos aspectos.

Na frente da saúde, o objetivo é proteger a vida dos cidadãos e o reforço das estruturas hospitalares.

Na frente econômica, o objetivo é evitar uma depressão brutal. Para isso, é necessário injetar dinheiro na economia para, antes de tudo,  preservar empregos e a capacidade produtiva e, quando isso não for possível, apoiar os desamparados. Isso exigirá uma brutal acumulação de dívida pública para compensar o colapso do faturamento privado. 

Encontrar o equilíbrio ideal nesse cenário é  um dos maiores desafios que a humanidade enfrentou até hoje.

“o preço da hesitação pode ser irreversível”. 

Andrea Rizzi - El País

Viver é Perigoso

HOJE NÃO É DIA DE ROCK


Tomou o barco em Nova York, por complicações decorrentes do novo coronavírus, o músico norte-americano Alan Merrill, autor da composição "I Love Rock 'n Roll". Ele tinha 69 anos e estava internado no hospital Mount Sinai. 

Sua filha Laura, Laura, descreveu os últimos momentos com seu pai. De emocionar.

"O coronavírus levou o meu pai esta manhã. Deram-me dois minutos para me despedir antes de me apressarem. Ele parecia tranquilo e, quando eu saí, ainda havia um vislumbre de esperança de que ele não fosse um ticker do lado direito da tela de notícias da CNN/Fox. Andei 50 quarteirões para casa ainda com esperança no meu coração. A cidade que eu conhecia estava vazia. Senti que era a única pessoa aqui - e talvez, de uma certa forma, eu era. Quando entrei no meu apartamento, recebi a notícia de que ele tinha morrido. Como é que isso pode acontecer? Estive no show dele há algumas semanas. Tinha acabado de fazer a foto dele para o novo álbum. Enviei mensagens mais cedo. Fiz um milhão de piadas sobre a "rona " e como vai "ficar"... cara, me sinto estúpida. (...) Se há alguma coisa que posso fazer é implorar para que levem isso a sério. Dinheiro não importa. Pessoas estão morrendo. (...) Fique em casa, se não for por você... para os outros. Essa coisa é real. Provavelmente, não vamos poder chorar como em um funeral tradicional. Acabei de perder o maior amor da minha vida e não vou poder abraçar ninguém porque fui exposta e preciso ficar em quarentena por duas semanas.... sozinha. Não sei como processar isto. Por favor, mantenha-se seguro. Ninguém é imune a isso".

Viver é Perigoso

DIÁLOGO POSSÍVEL


- E aí Ministro, o Senhor, especialista no assunto, faz um pronunciamento nacional, todo mundo entende e respeita, aí vem o Chefe, no dia seguinte, e em atos e palavras desdiz  tudo. Como é que fica ?

- Liga não. Ele é assim mesmo. Dá um trabalhão para a gente, mas a vida segue.

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DOMINGÃO

Viver é Perigoso

GRIPE ESPANHOLA - 1918


Viver é Perigoso

sábado, 28 de março de 2020

CHEGANDO PRÓXIMO


Pouso Alegre tem primeiro caso confirmado de covid-19. A informação foi dada em live feita pelo prefeito Rafael Simões direto do Hospital das Clínicas Samuel Libânio. 

“Lamentavelmente, eu tenho uma má notícia para o povo de Pouso Alegre. Nós temos confirmado o primeiro caso de covid-19. Nós também temos dois casos de pessoas internadas que têm quadro sugestivo de covid-19. Não é motivo de alarde. Mas é importante que a gente leve a verdade à população”.

Na sexta-feira (27) a Prefeitura de Extrema confirmou o caso de um homem de 56 anos infectado em São Paulo. Juntando com outros três casos confirmados no Sul de Minas. O de uma mulher de 34 anos em Poços de Caldas, outra de 60 anos, de Boa Esperança e outra de 48 anos, de Campo Belo.

Foi testado positivo para o corona, o morador do Rio de Janeiro que estava em isolamento domiciliar em São Lourenço. Como teve atendimento no Rio de Janeiro, o caso será computado naquele Estado.

Passos manteve 155 casos suspeitos e continua liderando a lista na região. São Sebastião do Paraíso investiga outros 96. Alfenas tem 73 suspeitas, Poços de Caldas 66 e Três Pontas aparece também com 66 suspeitas.

Em Itajubá não tem nenhum caso confirmado. 31 casos aguardam resultado de exames.

Viver é Perigoso

UM CARA BATUTA

Viver é Perigoso

PREMEDITANDO O BREQUE


Parece inevitável o adiamento das eleições, com a consequente prorrogação dos mandatos, unificando todos os pleitos para 2022.  É vida...

Notícia muito boa para aqueles que estão "colocados", tanto os eleitos como suas assessorias. Afinal, deve vir por aí um período de "vacas magras" e põe magras nisso.

Pois bem, premeditando o breque: O prefeito renuncia em janeiro, ou no final deste ano, vai cuidar dos seus negócios, que também na certa, exigirão a sua presença. Também deve estar cansado de oito anos no cargo.

Passa oficialmente a prefeitura para o seu Vice, mas não, logicamente, o poder. Continuará dominando e mantendo toda a sua equipe nos cargos que ocupam.

O novo prefeito, no caso o seu atual Vice, pegará um "abacaxi" sem tamanho, com queda de arrecadação, compromissos estourando, sem recursos e clima para festas, sem possibilidade nenhuma de retomada da obras paralisadas por falta de grana, estadual e federal e chegando a zero as chances de atrair novas empresas .

2021, se tudo correr bem e a pandemia baixar o facho, será um ano de lamber feridas e início de reconstrução.

Lógico que o efeito comparação irá acontecer. Em 2022, se a PEC do adiamento das eleições facilitar, existirá grande possibilidade do atual prefeito voltar. Se não, teria condições de lançar para Deputado Estadual, com grandes chances de ser eleito.

Esta postagem não será lida com bons olhos pelo pessoal que já está calçando o tênis apropriado para competição. Mas é a vida.

E podem acreditar: acontecendo o citado apocalipse para alguns e paraíso para outros, imediatamente o novo prefeito perderá, como ele próprio disse no triste episódio radiofônico "Cleber David " a "nossa base". Não terá forças suficiente para manter o pessoal dependente.

Logicamente que acontecerá a famosa mudança de cadeiras, com vereadores sendo chamados para assumir secretarias e a ida para a Câmara de suplentes leais e brigões.

Comentar o acontecido é tedioso. Interessante é imaginar o que virá depois da curva.

Viver é Perigoso    

ARRIBA ESPANHA !



Viver é Perigoso

CAMINHA PARA ISSO


O desgaste político do Aécio Neves, creio que todos concordam, foi definitivo. Sinceramente, o deputado federal carioca/mineiro, não teria mais nada para fazer.

Mas contrariando meio-mundo, Aécio tem recolhido assinaturas dos colegas de Parlamento para protocolar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Ele precisa conseguir o apoio de pelo menos um terço do total de deputados – 171 dos 513 parlamentares.

Faz todo o sentido a sua proposta.

Adiamento e unificação das eleições.

A matéria prevê que os mandatos atuais de prefeitos e vereadores sejam prorrogados até 2022, ano em que ano ocorreria as eleições gerais – unificação dos pleitos municipais, estaduais e nacionais.

A proposta prevê que a eleição para o Senado, em 2022, vai passar a prever um mandato de 4 anos. Atualmente, é de oito anos.

A partir das eleições gerais de 2026, os mandatos passarão a ser de 5 anos, sendo vedada a reeleição para os cargos Executivos – presidente, governadores e prefeitos.

A hora é de sacrifício. Vamos nos sacrificar e aguentar, com raras exceções, esse pessoal mais dois anos.

Viver é Perigoso

Ô MUNDO !

Viver é Perigoso

sexta-feira, 27 de março de 2020

MOÇA BONITA

Julie Christie

Viver é Perigoso

GOD SAVE AMÉRICA


Americanos sempre na dianteira do planeta.

O Estados Unidos é o primeiro país no mundo a superar 100.000 casos de coronavírus. Só nas últimas 24 horas, foi somado um recorde de 18.000 novos casos, segundo dados da Universidade John Hopkins.

O total registrado é de 100.717 casos.

Oremos

Viver é Perigoso

SÓ BLUES



Viver é Perigoso

É A VIDA


"...Quando vêm a linha dos 40 para os 50, se calam. A fase em que a vida para de dar e começa a tirar é lembrada em silêncio. 

A mãe se foi, alguns amigos partiram, os filhos se distanciaram e os chefes os trocaram por mão de obra jovem e barata.

Mas os 60 chegam redentores e a vida parece renascer nos netos. 

Eles trazem a alegria de uma segunda paternidade desprovida de preocupações e inundam as casas de um amor novo e vibrante. 

Os netos, esses mesmos que devem seguir suas vidas normais nas escolas sem mais poder passar perto do quarto dos fundos para não contaminarem ele, o velho. 

Há um momento da vida em que morrer por um vírus não é o problema. O que dói é ser assassinado antes de tudo acabar."

Júlio Maria

Viver é Perigoso