sábado, 29 de fevereiro de 2020

COMPONENTES ELETRÔNICOS E O CORONAVÍRUS


Sondagem da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) verificou que 57% do setor eletroeletrônico já lida com a falta de peças importadas da China. Segundo a entidade, os fabricantes de celulares, computadores e demais produtos de tecnologia da informação são os que mais têm tido dificuldades para encontrar materiais, insumos e componentes.

O presidente Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto, disse que a situação é bem preocupante e que março será decisivo quanto à continuidade da produção ou ao início de um colapso de grandes consequências no polo localizado em Santa Rita do Sapucaí, no Sul do Estado.

“Empresas do mundo inteiro estão com problemas de abastecimento de componentes eletrônicos. No nosso caso, março será o mês de referência, pois as matérias primas em estoque estão chegando ao fim. Depois disso, se não tivermos uma normalização no abastecimento, vai ser um caos”, argumentou.

Isso porque, conforme o dirigente, as empresas vão ter que suspender as linhas de produção, conceder novas férias coletivas e até mesmo reivindicar subsídios do governo com relação ao pagamento de impostos, para amenizar as perdas diante da falta de produção. Uma vez acontecendo, segundo Souza Pinto, as consequências poderão ser ainda mais graves, já que outros setores possivelmente também serão afetados por não receberem seus insumos eletrônicos e igualmente precisarão suspender a produção.

“Vai ser um efeito em cascata. Vai parar tudo. Há componentes eletrônicos na mecânica, na indústria, na prestação de serviços. E as pessoas também poderão ficar sem dinheiro, pois não vão ter emprego e não vão receber. Poderemos ter um colapso na economia geral”, completou.

(Diário do Comércio)

Viver é Perigoso

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