quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

BELEZA IMENSA



Outros tempos, final dos 50 e início dos anos 60. Romantismo no ar com serenatas e desafinos. Obrigatório na época saber pelo menos duas posições no violão. Primeira, segunda e terceira do Dó Maior e Lá Menor.

Já dava para enganar e atentar nas noites frias "assassinar" as composições do Luiz Vieira. A preferida e com letra conhecida por todos os apaixonados (e quem não era ?) era a maravilhosa "Paz do Meu Amor", também conhecida com "Beleza Imensa".

Acidentes aconteciam. Certa noite, um jovem estudante de engenharia, acompanhado de um colega violonista de duas posições, apaixonado por uma colegial do Morro Chic, e claro, depois de umas pingas para dar coragem, abriu o gogó em baixo da janela da amada. Errou o endereço e cantou ao lado do alpendre de uma "república" de marmanjos.

Teve que aguentar brincadeiras até a sua formatura.

Hoje, tomou o barco o pernambucano Luiz Vieira, aos 91 anos, no Rio de Janeiro.

Em tempo, o nosso herói terminou por casar com a colegial do Morro Chic. E ainda vivem, aparentemente, felizes.

Viver é Perigoso 

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