domingo, 22 de dezembro de 2019

PRÁ NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES


Penso que o balanço deve ser feito toda a noite antes de dormir. Como o presidente decidiu e a justiça questionou, não é necessário a sua publicação na imprensa. Balanços pessoais feitos no final do ano são afetados pelo clima, pelos sons, pelos sorrisos e infelizmente, até pelas mesas postas.

Mas vamos lá, questionado que fui por uma pessoa querida.

A melhor coisa que a Administração de Itajubá fez nesses 7/8 anos, foi o Restaurante Popular. Embora creia que possa ser ainda mais popular, disponibilizando o acesso, quase gratuito, a uma sopa com pão. Não deve ser fácil dormir num chão duro, sem cobertas e com o estômago vazio.

A reforma do Calçadão ficou muito boa, exceto pela feiura do palco caixote e pelas contas de empreiteiras não explicadas.

O Teatro foi extraordinário. O sistema de parceria entre os compradores do prédio industrial da Cabelte e Prefeitura deu certo. Conheci-o na semana passada (piso superior) numa rápida passada para assistir exclusivamente a apresentação da Sofia, artista da família.

O Parque Municipal ficou bonito. Causa apreensão a proximidade do público com o privado.  

Presumo que as contas da Prefeitura andam em dia. Salários e 13º, bem como fornecedores. Hoje no Brasil é muito difícil. Sinal que o encarregado do cofre e responsável pelos compromissos é compromissado.

A Administração falhou feio no desenvolvimento e criação de empregos na cidade. A ideia de uma empresa expandir ou investir na cidade é um tipo de venda. Criatividade e principalmente credibilidade, com perspectivas de continuidade é fundamental. A fuga da PKC (mão de obra intensiva) foi uma bobeira sem precedentes.  

O fechamento do Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia foi de uma burrice política sem precedentes na história da cidade. Terá que ser revista.

O não atendimento de pedidos de informações (ou demora em conceder) vindas de vereadores independentes da Câmara, provocando pedidos de ajuda junto ao Ministério Público tem sido um erro. O agrupamento de maioria de vereadores tornando-os cativos de ideias é anti-democrático.

A paralisação das obras do Laboratório de Extra-Alta Tensão do Senai poderia ser contornado, ou mesmo evitado, se as autoridades locais não jogassem todas as suas fichas no desgastado grupo cni/fiemg. Falta de aviso é que não foi.

Faltou jogo de cintura e ajuda à Helibrás para a continuidade da construção do aeroporto, que precisa ser considerado fundamental para pista de testes. Lembrando da construção e inauguração do Catarina Aerporto Executivo, em São Roque, às margens da Castelo Branco, que possibilitará o fechamento do Campo de Marte, onde a Helibras tem uma unidade.

Sem comentários a insistência no aterro da Várzea do Ribeirão Piranguçu. Sem falar na intervenção ambiental, torna-se indefensável o direcionamento empresarial. Será impossível conquistar novos investimentos, principalmente de Mahle.

O gasto com distração em valores elevadíssimos, poderia ser melhor empregado, por exemplo, com investimentos na infra-estrutura do Parque Tecnológico em área cedida pela Unifei.

Pelo que se comenta, a chapa para concorrer em 2020, formada pelo Christian Gonçalves e Prof. Nilo Baracho, terá dificuldades na eleição. São pessoas educadas, bem formadas e leais. A lealdade ao prefeito que os indicará, não permitirá que, no programa de governo a ser apresentado, mudarão o "estado das coisas". Quem está satisfeito e feliz com o "status quo" seguirá junto. Quem não, buscará alternativa. É a vida.

Como se vê, tudo possível de ser discutido, tratado e alcançado a necessária harmonia.

Pessoalmente, com raríssimas exceções, continua prevalecendo o respeito e a aceitação que pensamentos diferentes levam ao crescimento.

É muito difícil mudar os passos quando se ouve a mesma música entoada pelo círculo próximo, normalmente formado por músicos que têm algum interesse.

Viver é Perigoso 

CONCORRÊNCIA

Viver é Perigoso

PORQUE HOJE É DOMINGO



Viver é Perigoso

CANTINHO DA SALA

Xeo Chu 
Xeo Chu - Menino vietnamita com 12 anos. Exposição em NY e obra vendida por US 150 mil.

"Pode-se dizer que qualquer criança poderia fazer um desenho como Twombly apenas no sentido de que qualquer tolo com um martelo poderia fragmentar esculturas como Rodin , ou qualquer pintor de casa poderia respingar tinta, assim como Pollock . Em nenhum desses casos seria verdade. Em cada caso, a arte não reside tanto na delicadeza da marca individual, mas na orquestração de um conjunto de "regras" pessoais anteriormente não codificadas sobre onde agir e onde não, quão longe ir e quando parar, em tais circunstâncias. de uma maneira como o namoro cumulativo do caos aparente define um tipo de ordem híbrido original, que por sua vez ilumina um sentido complexo da experiência humana que não é expressa ou deixada marginal na arte anterior."

Blog: Raramente o "Cantinho da Sala", no Viver é Perigoso, posta uma obra sem ser enquadrada no surrealismo ou no cubismo.
Sempre presentes Miró, Kandinsky, Malevich, Mondrian, Willian de Kooning, Volpi, Antonio Bandeira, Pollock, Twombly, Gris, Oiticica, Dali, Magrite, Frida Kahlo, Picasso, Basquiat, entre outros admirados.

A vida me deu oportunidade de conhecer muitos museus na Europa e Estados Unidos. Lembro-me sempre onde estão expostas as obras que gostaria de ver pessoalmente.

Confesso que lágrimas me vieram aos olhos, quando de frente para o quadro "A persistência da Memória" - Salvador Dali, no Metropolitan, em Nova Yorque. A segunda vez, quando de frente para o Guernica - Picasso, no Reina Sofia em Madri. E em outra oportunidade,  no mesmo Reina Sofia, admirando o "Mulher na Janela" do Salvador Dali (1925).

A emoção aflorou em 2006, na Pinacoteca de São Paulo, ao ficar um tempão admirando um móbile do seu criador Alexander Calder.

Viver é Perigoso