segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

CANTINHO DA SALA


Antonio Bandeira - Pioneiro no abstracionismo no País. Nascido em Fortaleza em 1922, tendo tomado o barco em Paris em 1967.

É um dos mais valorizados pintores brasileiros e tem obras nas maiores coleções particulares em museus do Brasil e do mundo.

Em 1945 mudou-se para o Rio de Janeiro. Em 1946 realizou a sua primeira exposição individual.

Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permanece em Paris de 1946 a 1950. De volta ao Brasil, em 1951 e apresenta-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Retorna a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo. Permanece na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica. 
Ao retornar ao Brasil tem uma atividade artística intensa, participa de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Em 1961, edita um álbum de poemas e litogravuras de sua autoria. Volta a Paris em 1965, onde permanece até sua morte.

Exposição com 60 obras do artista será aberta amanhã e irá até o dia 1/3/2020, no MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, portões 1 e 3. De terça a domingo, das 10:00 às 17:30 horas (R$ 10,00). Sábado grátis.

Nos encontraremos lá.

Viver é Perigoso

FALOU E DISSE !


O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Victor Luiz dos Santos Laus, disse ao Estadão :

Nunca um advogado disse ‘meu cliente é inocente, meu cliente não tem nada a ver com isso, não há uma prova nesse processo". 

O que eu fiquei ouvindo, durante cinco anos, foi: 

"Há uma nulidade, porque aquele documento é preto, e devia ser verde; aquele portão não abriu mas devia ter aberto; ah porque o juiz espirrou em vez de tossir; ah, porque o promotor falou muito alto, e o meu cliente ficou com medo. 

Nunca ouvi uma defesa de conteúdo material – e nós, como juízes, não podemos idealizar a forma e sacrificar o conteúdo. A verdade é essa”.

Santos Laus, é desembargador do TRF-4 desde o penúltimo dia 30 de dezembro de 2002, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso o escolheu, de uma lista tríplice.

Viver é Perigoso

MEDALHAS ?????

Viver é Perigoso

PAPO FURADO


Marcelo Odebrecht aceitou dar a primeira entrevista(para o Grupo Folha) desde que foi preso, no dia 19 de junho de 2015.

Mostrou na entrevista estar super treinado para encarar a imprensa. Sai de fininho e na certa escolheu até as perguntas que lhe seriam dirigidas.

Quase um santo. A sua empresa só colaborou com o País. O BNDES de uma correção só.

Sobre o Porto de Mariel em Cuba: 

Lula pediu para que a Odebrecht fizesse um projeto em Cuba. O ex-presidente pensou no começo em uma estrada, mas a nossa empresa constatou que seria melhor investir num porto.

Isso começou porque Lula estava visitando Cuba, passou por uma estrada deteriorada e disse que tinha condições de ajudar. 

O governo cubano desprezou a estrada, queria casas. Mas a gente avaliou as oportunidades e identificou que o melhor para o Brasil, economicamente e do ponto de vista de exportação de bens e serviços, era fazer um porto em Cuba. 

A obra de um porto tem muito mais conteúdo que demanda exportação a partir do Brasil. No caso de um porto, tem estrutura metálica, maquinário, produtos com conteúdo nacional para exportar do Brasil. O porto também seria um gerador de divisas internacionais, o que ajudaria a pagar o financiamento. Vimos o porto como um local que ajudaria a economia de Cuba. 

O único país que a gente percebeu que houve uma boa vontade maior, uma atuação, um esforço maior do governo para ajudar a aprovar o crédito [do BNDES] foi na questão de Cuba.

E vai por aí afora.

Viver é Perigoso

CÃO FILA KM 26


No fim dos anos 60 e inicio dos anos 70 era uma enigmática e onipresente a frase “Cão Fila K26” escrita em muros, placas e barrancos de todo país. O autor da pichação se chamava Antenor de Lara Campos Filho, popularmente conhecido como “Tozinho”.

Filho de um grande exportador de café, Tozinho viveu confortavelmente no fim dos anos 60 em uma ilha que herdou de sua mãe, na represa Billings, na grande São Paulo e lá criou cães da raça Fila Brasileiro.

Para promover seu negócio, saia em uma caminhonete carregada de tintas, chegou a ir até Manaus, deixando sua marca por onde passou. A sigla “K26” se referia ao KM 26 da estrada Alvarenga, onde residia.

Durante a ditadura militar, chegaram achar que “Cão Fila K26” era uma frase politica, mas Tozinho foi convidado a dar uma entrevista em uma rádio, onde negou e se declarou a favor do regime militar. Nunca foi preso e ganhou um prêmio internacional de propaganda por ter inventado uma nova mídia de divulgação.

Ecologista nato montou a Associação de Criadores de Cão Fila Brasileiro, ele brincava que iria transformar a raça de cães mais popular que a banana.

Além de ser precursor na pichação brasileira, também foi campeão de halterofilismo, motonáutica e esqui aquático, além de ser baterista e pistonista.

Tozinho usava dois palavrões a cada três palavras dita, às vezes era rude, mas sempre foi leal aos amigos. Chegou a criar mais de 200 cães da raça Fila de uma vez.

O pichador morreu aos 87 anos de idade em 29 de abril de 2012, por falência múltipla dos órgãos, não chegou a ter filhos e nem se casar, apesar de ter sido mulherengo.

Mauricio Morgado

Viver é Perigoso