domingo, 17 de novembro de 2019

PANORAMA VISTO DA PONTE


Como recomendou um comentarista do "viver é perigoso" o melhor a fazer é esquecer esse projeto maluco do Prefeito e seu Vice de aprovar, dentro do Plano Diretor, o aterro da Várzea do Ribeirão Piranguçu. 

O Executivo tem sob controle a maioria absoluta da Câmara Municipal, a contar do seu presidente, mesa diretora e comissões em geral.

Não podemos chegar ao exagero de pensar que não existem gotas de democracia vindas da Administração Municipal. Por exemplo, os vereadores tem tido a liberdade de discutir a alimentação dos pombos de rua. Fundamental.

Sorte dos três vereadores evangélicos que se o Executivo exigir a suas conversões imediata, com todo o respeito as crenças e religiões, ao islamismo e outras. Acatariam na hora.

Vai prevalecer a esfarrapada desculpa da necessidade de área para implantação de novas empresas. Áreas estão sobrando. 

Partindo do princípio que a prioridade reafirmada nas manchetes do jornal e rádios, a prioridade seria a atração de empresas de base tecnológica, no início de 2018, a Unifei cedeu uma área de 458.000 m2 para a Inovai, entidade, com a participação (?) da prefeitura para implantação e gestão do Parque Tecnológico.

E....?

Pobre terrinha. Até as crianças do Grupo Escolar Rafael Magalhães, na Boa Vista, é claro, sabem dos interesses comerciais envolvendo a área da Várzea do Piranguçu. Conhecem o passado, a determinação no presente para o aterro e só não sabem sobre o futuro.

Sobre o futuro da área é melhor desenhar.

Os proprietários da área, como já fizeram com uma área já liberada anteriormente para o aterro, irão desbastar um morro (possivelmente também de sua propriedade), promovendo mais um loteamento, descarregando a terra na várzea.

Empresas que não se aproximaram do município nos últimos 8 anos, entusiasmadas com a nova área, virão correndo. A cessão de área é de responsabilidade do município e lembrem-se a área a ser aterrada continua particular. A prefeitura terá que pagar indenização para a desapropriação do terreno e doação para as futuras empresas que se interessarem em vir para a cidade. Como recursos públicos continuarão escassos, funcionará a tradicional e velha permuta. Ou seja: área aterrada por área nobre.

E...?

Ainda, a prioridade para instalação de empresas tecnológicas é para tempos de bonança. A Brilux, empresa nordestina que teria comprado o prédio da antiga Hora Minas é uma bem sucedida fabricante de detergentes, amaciantes de roupas e produtos de limpeza em geral, recomendados (nas próprias embalagens) para serem armazenados longe do alcance de crianças, foge um pouco do viés tecnológico tradicional. Instalada na cabeceira do Rio Sapucaí, na certa exigirá cuidadosos e elevados custos no controle de resíduos. Mas, empregos é a prioridade, até então, relegada em segundo plano.

Vamos lá...

Viver é Perigoso