sábado, 22 de junho de 2019

MERCADO MUNICIPAL

Secretário e vereadores do governo, em outros tempos, visitando a obra de reforma no mercado
Manchete que li hoje no jornal Itajubá Notícias

Exclusivo : Obras do Mercado Municipal estão paralisadas; secretário afirma que prefeitura está fazendo a sua parte. (Secretário  Jacarini - responsável pelas obras).

Na página 3 da edição do jornal o Secretário afirma : " o que cabia a prefeitura pagar, que seriam as contrapartidas, a prefeitura já pagou e a administração municipal já teria notificado a empresa (Minas Construções e Reparações) para voltar ao trabalho (em 48 horas?).

Pensando alto: A prefeitura é responsável pela obra do princípio ao fim. Não existe fez a sua parte e pronto.

A prefeitura pode até ter pago a contrapartida de sua responsabilidade na reforma, no total de R$ 212.012,00. Mas, segundo as confusas informações nos sites do Ministério de Integração Nacional/ Ministério do Desenvolvimento Regional, da emenda do Deputado Dimas Fabiano, que resultou no convênio 825710/2015 (isso mesmo: 2015), que previa a liberação de R$ 1.000.000,00 para a reforma, apenas R$ 100.000,00 foram liberados em 25.10.2017.

Os permissionário do Mercado Municipal, numa espécie de PPP, concordaram em entrar com cerca de R$ 800 mil para completar os serviços de reforma. Sempre ficou a dúvida: pagarão diretamente a empreiteira (legalmente tudo indica que sim) ou seria via prefeitura (?).

As obras foram paralisadas por falta de pagamento. Tudo indica que por ausência dos recursos federais. O contrato para a reforma foi assinado entre a empresa e a prefeitura, que é a responsável, inclusive para ir buscar o dinheiro em Brasília.

No caso dos recursos federais deve ser pressionado o autor da emenda, Deputado Dimas Fabiano, que deve ter meios de exigir o pagamento. Agora, se são os concessionários  que estão em falta, a situação ficaria complicada.

Em tempo, a vigência do convênio governo federal/ prefeitura, vai até o dia 08/7/2019. Pode-se pleitear prorrogação (mais uma).

Coisas simples que naturalmente e por questão de estilo se complicam.

Viver é Perigoso       

MENINOS, EU VI !


Oficialmente, 183.340 pagantes. Mais eu: 183.341.

Recorde de público em estádios do planeta. Nunca mais acontecerá, pois os estádios diminuíram de tamanho. Quer dizer, de capacidade.

Aconteceu no dia 31 de agosto de 1969. Eliminatórias da Copa do Mundo e o Brasil ganhou do Paraguai por 1x0. Gol do Pelé.

Fomos para o Rio de Janeiro no sábado de manhã na Kombi cedida pelo meu pai. O jogo seria no domingo. Sem lugar para dormir e quase sem grana para beber e comer. Rachamos as despesas com gasolina e viajamos (eu no volante) e mais onze colegas da Escola de Engenharia.

Exceto para o motorista: um garrafão de pinga especial e pães recheados com linguiça feitos pela, querida por todos, Dona Liquita Arruda. Os pães acabaram na entrada da Rodovia Presidente Dutra. A cachaça terminou à noite na Praia de Copacaba, onde nos hospedamos revezando na Kombi e na areia.

Adquirimos os ingressos (arquibancada), diretamente nas bilheterias do Maracanã, no início da tarde do sábado. Investi todo o meu capital comprando 5 unidades. As 4 que sobraram foram vendidas (a la cambista) no domingo, com quase 1.000% de lucro.

Entramos no estádio ao meio-dia para assistir uma partida marcada para às 17 horas, sem permissão para ir até o bar e muito menos ao banheiro, sob sério risco de perder o lugar.

Inesquecível. 

Marcante: No domingo pela manhã, ainda em Copacabana, consegui comprar em uma banca o exemplar do procuradíssimo "O Pasquim", semanário lançado em 29/6/1969 e que dificilmente conseguia chegar em Itajubá. Adquiri, por NCr% 0,50 (cruzeiro novo) o nº 10, com uma deliciosa entrevista com a atriz Norma Benguell.

Na capa do jornal um lema que nos acompanhou por um bom tempo: "Somos contra tudo o que a gente pode ser contra"

Viver é Perigoso         

OBRA - PRIMA

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