quinta-feira, 6 de junho de 2019

AO MENOS POR ENQUANTO

Viver é Perigoso

THE END


Foram programadas pelas autoridades detentoras do poder na comunidade, quatro reuniões, tratadas como Audiências Públicas, para "democraticamente" discutir o Plano Diretor do município e ditatorialmente decidir a sua aprovação. Tudo será decidido pelos doze sagrados votos que o Prefeito tem entre os dezessete vereadores da Câmara Municipal. 

Sinceramente ? assunto que já está enchendo. Imagino que os cinco atuantes vereadores independentes e as entidades responsáveis da cidade sabem que se trata de "crônica de uma morte anunciada". Tudo será aprovado ou melhor, já está aprovado.

Exagerando, o grupo dos doze vereadores que vota com o prefeito é de uma lealdade tal, que votaria de olhos fechados pela proibição, se assim fossem orientado, de distribuição de vacina, eventualmente descoberta, para a cura de alguma gravíssima doença. 

Ninguém em sã consciência tem esperança de que o "aterro da várzea do Ribeirão Piranguçu", astro principal - protagonista e vilão do filme "Plano Diretor" seja afastado.  

Resta aos cidadãos deixarem registrado o protesto e tombarem atirando. É a vida...

A possibilidade de deslocamento de linhas de produção, transferências com a consequente diminuição dos quadros de funcionários da empresa Mahle (que seria ainda mais prejudicada com o aterro - tecnicamente comprovado), tem ficado claríssima nas declarações do representante da empresa. É um risco que o Prefeito, sua equipe de secretários e seus vereadores correrão.

Não é de hoje que o Prefeito se posicionou em rota de colisão com a Mahle. Praticamente forçou a saída da Fundação Mahle da parceria com a Santa Casa. É do conhecimento geral. 
Aprovou a tristemente famosa Alínea L, que autorizou o aterramento parcial da Várzea do Ribeirão Piranguçu, atropelando os estudos apresentados pela empresa. 
E agora, o Executivo Municipal se prepara para colocar a cereja no bolo. Aterro quase geral.

Sei não, mas os "incentivos" proporcionados pelo Prefeito à empresa são superiores aos incentivos reais oferecidos pelo Estado de São Paulo, à industria automobilística e de auto-peças (redução de até 25% no ICMS) através do Programa IncentivoAuto. 
Mas...somando-se os dois, vislumbra-se uma desgraça para a terrinha.

Já pensando (ou sonhando) com o amanhã:

Não fosse o passado não nebuloso (esclarecido na reunião de ontem da Câmara) da aquisição da área da várzea, revenda para o próprio Estado para construção do aeroporto, a questão, com esforço, poderia ser vista com outros olhos.

Explico: quem sabe se os empresários donos da área em questão, certamente orientados por alguém, não estejam pensando no conceito de Aeroporto Industrial, que vem a ser quando uma área é reservada ao seu lado, na qual empresas são instaladas em uma zona de neutralidade fiscal em que importam matéria-prima e exportam produto acabado com isenção de impostos ou com redução de tarifas. O ganho logístico desta implementação é grande, uma vez que economia de tempo no desembaraço da carga e no transporte.

No Brasil o modelo de aeroporto industrial é regulamentado pela Instrução Normativa nº
241 de Novembro de 2002. Tal instrução dispõe sobre o regime especial de entreposto aduaneiro. 

Regiões com forte investimento em P&D - Pesquisa e Desenvolvimento e com centros de tecnologia, são grandes catalisadoras do surgimento de aeroportos industriais.

Quem sabe ???

Viver é Perigoso