sábado, 26 de janeiro de 2019

AJUDA HUMANITÁRIA ?


Ninguém desconhece a situação difícil do povo venezuelano. Inflação acima de um milhão por cento, falta alimentação, remédios e trabalho. A opção de fuga para o Brasil dá uma ideia da situação.

Nesse momento complicado com dois presidentes (Maduro e Guaidó), o governo russo, solidário como sempre, confirmou que irá manter os programas de ajuda à Venezuela. Claro, toda a ajuda mantida sob contratos que giram em torno de US$ 10 bilhões. Pagos em dia com o fornecimento de petróleo.

Dentro do programa de ajuda já foram fornecidos para o presidente Maduro (mais antigo no poder), 24 caças avançados Su-30, helicópteros de ataque e sistemas eletrônicos de comando. A lista foi acrescida com a entrega de novas baterias de sofisticados mísseis S-300, de defesa anti-aérea, 100 tanques pesados T-72B1V, pouco mais de uma centena de blindados sobre rodas BTR-80/90 e ao menos mil mísseis Igla-S, de porte pessoal.

No pacote foi incluída a retomada as obras da fábrica de onde saíra a versão local do fuzil Kalashnikov AK-47. Como as obras atrasaram, a matriz AKConcern está adiantando a primeira encomenda de 100.000 unidades.

Ah! discute-se também a instalação de uma base militar da Rússia no litoral caribenho da Venezuela, provavelmente em Puerto Cabello, para dar apoio técnico a navios e aviões de combate em missões de longa distância.

Esperam com isso minorar o sofrimento dos hermanos venezuelanos.

É a vida...

Viver é Perigoso

IRRESPONSÁVEIS


A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado alertou, há um mês, em extenso relatório, que das 24 mil barragens cadastradas por 31 órgãos fiscalizadores, 723 apresentam alto risco de acidente e apenas 3% foram vistoriadas. 

O documento cita dados da Agência Nacional de Águas (ANA) que mostram que em Minas Gerais, onde rompeu ontem a barragem em Brumadinho, outras cinco apresentam “nível de preocupação”. 

À época, o relator do texto, senador Elmano Férrer (Pode-PI) citou a tragédia de Mariana: “Depois de 3 anos, ninguém foi preso, nenhuma indenização foi paga, nenhuma casa construída. Quantas Marianas serão necessárias para que o estado brasileiro cumpra o seu papel?” 

Entre as recomendações, a comissão pediu que a Agência Nacional de Águas (ANA) e outros órgãos fiscalizadores intensifiquem o cronograma de inspeções. 

A CDR exigiu ainda que o cadastramento de barragens seja acelerado: “Isso porque, segundo cálculos revelados pelo relatório, existem mais de 70 mil barragens no País e não apenas as 24 mil cadastradas”. 

Leandro Mazzini - Hoje em Dia

BOCA NO TROMBONE



Escreveu o Ruy Castro:

Ouço com frequência no rádio e na TV que as pessoas estão botando a boca no trombone. As mulheres vítimas de assédio ou estupro estão botando a boca no trombone. Os praticantes das delações premiadas estão botando a boca no trombone. A imprensa está botando a boca no trombone. O povo está botando a boca no trombone.

Não concordo com a imagem do trombone. Dá a entender que ele é um instrumento de alerta, feito para tocar alto e despertar os distraídos. Mas, embora seja um componente importante de desfiles militares, bailes de Carnaval e charangas de torcidas, o trombone não nasceu para fazer barulho. 

Aprendi isto escutando o trombonista americano Tommy Dorsey. Seu megassucesso dos anos 30 e 40, o fox “I’m Getting Sentimental Over You”, de George Bassman e Ned Washington, tinha um longo solo de trombone. 

Dorsey o tocava com tanta suavidade que era como se não precisasse respirar. Aliás, era o que pensava o crooner de sua orquestra, o jovem Frank Sinatra. 

Esperando sua vez de cantar, Sinatra ficava sentado bem atrás de Dorsey enquanto este tocava de pé, na frente do palco. - “Eu observava o paletó de Tommy, esperando que inflasse e desinflasse. Mas ele nem se mexia!”, disse Frank.

Viver é Perigoso

CANTINHO DA SALA

Rosário Freire
Viver é Perigoso

MUSICA NO PARAÍSO


Contam os mais antigos que no Céu, isso mesmo no Paraíso, existe um local maravilhoso, e mesmo não poderia deixar de ser, onde costumam se reunir todas as sextas-feiras, músicos itajubenses que já tomaram o barco.

Histórias são lembradas e músicas são ouvidas.

O organizador dos saraus seria o Senhor Licurgo Mineiro de Souza Nogueira, na verdade, nascido em Cristina e fundador da mais antiga Filarmônica que se tem notícia em Itajubá. Lá pelos idos de mil oitocentos e poucos. Senhor Licurgo é conhecido, por entre as nuvens, por sempre estar assobiando o dobrado de sua autoria, com o nome de Boa Vista, é claro.

Ontem, apareceu por lá, excepcionalmente, o Dr. Theodomiro Santiago, ligado ao pessoal, por ter ter introduzido em 1906, as aulas de música no Colégio de Itajubá, que ficaram sob responsabilidade do maestro Francisco Nisticó, que chegou acompanhando o futuro fundador da Unifei.

Numa rápida vistas de olhos, notava-se a presença do Maestro Luiz Melgaço, virtuose da clarineta, que ficou conhecido, entre outros méritos, por ter composto o "Hino de Brasília". Sempre simpático o Maestro Antonio Venturelli Ferrer, tratado pelos amigos de Juju Venturelli, criador da Banda de Música da Fábrica de Armas (Imbel), em 1934.

No grupo mais alegre, conversavam os fundadores da Lira São José (da Boa Vista, é claro), que lembravam o primeiro de maio de 1957, quando liderados pelo Padre Adão (ainda não tinha chegado), Luís Riera, Juca Rocha, Zé de Almeida, Carlos Galvão e Henrique Barbosa, oficializaram a criação da Lira.

Algumas senhoras presentes eram tratadas com carinho especial. A pianista Emília Sanches Coelho, Dona Salô Vianna e Dona Jandira Coelho, conhecida empresária que proveu muitos concertos na cidade.

A alegria corria solta no grupo, onde se via, Quim Miranda, Menino Miranda, Joubert Guimarães, Prótogenes Pinto de Almeida, Romeu Venturelli, Benedito Nascimento, Naildo Rezende, Pedro Feichas, José de Olivas, todos centralizando as atenções para as falas dos maestros Fructuoso Vianna e Luiz Ramos de Lima.

A conversa girava sobre as festividades do aniversário de 200 anos de  Itajubá. Todos buscavam informações sobre os artistas escolhidos pela prefeitura para abrilhantar tão importante ocasião. Quem seria esse músico chamado de Michel Teló ? e o outro Daniel ? e as Senhoras Maiara e Maraisa.

Alguma voz soprou lá do fundo: Parece que esse Daniel era companheiro musical daquele rapaz triste que passa sempre cantarolando pela praça, um tal de João Paulo. Moço triste, mas simpático. Quanto aos outros, ouvi falar que o Senhor Teló compôs uma peça de sucesso chamada "ai se eu te pego".

Viver é Perigoso

TOMOU O BARCO



Tomou o barco o maestro e compositor Michel Jean Legrand, que nasceu nos arredores de Paris em 1932.

Durante sua carreira, também trabalhou com Dizzy Gillespie, Miles Davis, Orson Welles, Jean Cocteau, Frank Sinatra, Edith Piaf, Ray Charles, Diana Ross e outros.

Em toda carreira, foi responsável pela composição de mais de 200 trilhas de filmes e de obras para televisão. Também gravou mais de 100 álbuns de gêneros como jazz e música clássica.

Ele ganhou três prêmios no Oscar e cinco no Grammy.  Lembrando, ganhou o Oscar pela musica do maravilhoso filme "Summer of 42", "O Verão de 42".

SUMMER OF´42

"Houve Uma Vez Um Verão"

Como se dizia antigamente: Filmaço !

Um drama extraordinário de 1971, sob a direção de Robert Mulligan e tendo como protagonistas, Jennifer O´Neill (Dorothy) e Gary Grimes (Hermie).

A música, lindíssima, inclusive ganhadora do Oscar, é de Michel Legrand. O bilhete deixado por Dorothy para o garoto Hermie, indo embora para sempre, é mágico:

"Não tentarei explicar o que aconteceu ontem à noite, pois sei que, com o tempo, encontrará a melhor forma para se recordar daquele momento. Eu me lembrarei de você e rezarei para que seja poupado de tragédias.
Desejo-lhe apenas coisas boas".
Para sempre Dorothy.

Viver é Perigoso 21/12/2009

VALE NADA

Viver é Perigoso