domingo, 1 de dezembro de 2019

PATRULHA DA ESQUERDA


Entre 29 de julho e 2 de agosto do próximo ano será realizada a 18ª Feira Literária de Parati. Os patrulheiros de esquerda enrustidos nas redações de jornais e revistas e alguns até participantes de partidos políticos, estão em pânico. Não se conformam.

Afinal, para eles, o desastre se chama Elizabeth Bishop. A autora escolhida para ser homenageada (a primeira estrangeira) no evento.

Como sabem, Elizabeth Bishop, nascida em Worcester em 1911, foi uma autora americana considerada uma das mais importantes poetisas do século XX. Registrando que ela tomou o barco em 1979.

Vindo passear no Brasil em 1951, ficou por estas bandas até o início dos anos 70, quando retornou aos EUA.  No período teve uma longa relação amorosa com Lota de Macedo Soares, vivendo no Rio de Janeiro, Petrópolis e em Ouro Preto. 

Lembrando, Maria Carlota Costallat de Macedo Soares, simplesmente Lota Soares, foi uma arquiteta-paisagista e urbanista brasileira, uma das responsáveis pelo projeto do Parque do Flamengo, o maior aterro do mundo, localizado no Rio de Janeiro. Lota nasceu em Paris em 1910 e tomou o barco, por iniciativa própria em 1967.

Elizabeth chegou no País no último governo Vargas, documentou o suicídio do presidente, viu a ascensão de JK e a queda de Jango Goulart Endossava as opiniões udenistas da sua amiga Lota, paisagista e amiga de Carlos Lacerda. 

No pior dos pecados cometidos pela Elizabeth Bishop foi manifestar apoio a deposição do presidente João Goulart em 1964, chegando ao comentário, "revolução rápida e bonita".

Escreveu muito para a revista The New Yorker. Fazia muitas conferências, e durante uns poucos anos ensinou na Universidade de Washington, antes de se mudar para Harvard por sete anos. Ensinou ainda na New York University, antes de terminar seus dias de ensino no Massachusetts Institute of Technology.

Enquanto vivia no Brasil, em 1956, recebeu o Prêmio Pulitzer de Poesia. Receberia mais tarde o National Book Award e o prêmio National Book Critics Circle Award. Em 1976, foi a primeira mulher a receber o Prêmio Literário Internacional Neustadt.

A esquerda festiva é contra a indicação do nome da Elizabeth Bishop para ser homenageada.

É a vida...

Viver é Perigoso

2 comentários:

Anônimo disse...

Como sempre,caro Zé, tudo polarizado. Numa situação normal, num governo normal, uma indicação como passaria despercebida. Agora não. Chegou ao cúmulo de no início a indicação preocupar pelas reações dos governantes, não da esquerda, dadas as preferências sexuais da indicada e o seu gosto pelas bebidas. Ninguém, ou quase, se preocupa com as contribuições dela, sua poesia. Onde vamos parar? Estamos definitivamente lascados. observador da cena

Edson Riera disse...

Observador de Cena

Deveras preocupantes os momentos atuais.

Abraço