terça-feira, 8 de outubro de 2019

NOBEL DA PAZ

Ser indicado é uma coisa e ganhar é outra muito diferente. Qualquer um pode indicar quem quiser. O comitê e os assessores recebem para análise, apenas uma lista resumida.

Por 50 anos a lista dos candidatos é mantida em sigilo. Nada impede que quem lançou a candidatura divulgue o nome do seu candidato.

Tradicionalmente, o anúncio do Prêmio Nobel da Paz é feito em Oslo, na Noruega no dia 11 de outubro.

Não se assustem com a menção de algum brasileiro. 

Para se ter uma ideia, em 1939 o Erik Brandt sugeriu ao Comitê Nobel que concedesse o prêmio a Hitler, alegando seu "ardente amor pela paz" (foi por ironia).

Em 1935, Benito Mussolini foi proposto - então, sem ironias - por acadêmicos alemães e franceses meses antes de a Itália invadir a Etiópia.

Josef Stalin, um dos vencedores da 2.ª Guerra, também foi proposto em duas ocasiões, em 1945 e 1948.

Sabe-se que Michael Jackson entrou na corrida pelo Nobel da Paz em 1998.

Algumas candidaturas causaram espanto, como a do sérvio Slobodan Milosevic, mais tarde julgado por genocídio.

A Fifa - Federação Internacional de Associações de Futebol foi proposta em 2001, com o argumento que a bola de futebol "permitiu estabelecer boas relações entre os povos". Não foi surpresa, já que o francês Jules Rimet, considerado o "pai" da Copa do Mundo de Futebol, também tinha sido proposto em 1956.

Entre as indicações conhecidas este ano para o Nobel, que será anunciado no dia 11 de outubro, estão duas figuras públicas de pensamento antagônico: o presidente americano, Donald Trump, e a jovem sueca Greta Thumberg, representante da luta mundial contra as mudanças climáticas.

Aguardem

Viver é Perigoso

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