quinta-feira, 26 de setembro de 2019

VENTOS DE GUERRA


Sobre a situação do Laboratório de Extra-Alta tensão do Senai, em construção em Itajubá, cujas obras encontram-se paralisadas por falta de recursos (números do Diário do Comércio):

Ou mudam toda a configuração de responsabilidades ou projeto ficará para as calendas gregas. O que, face aos investimentos já realizados, seria ruim.

Visão própria do "Viver é Perigoso": O interessante projeto foi capitaneado, desde o seu início, pelos Srs. Robson Andrade e Olavo Machado, dirigentes de importante empresa industrial do setor elétrico de média e alta tensão, localizada em Itajubá. Por longo tempo os empresários estiveram à frente da Federação das Industrias de Minas Gerais e Confederação Nacional das Indústrias. A Prefeitura Municipal cedeu a área para o Senai construir o Laboratório e a Unifei teria acordado o fornecimento de suporte técnico ao projeto.

Dada a largada para construção, com investimentos em projetos e obras de infraestrutura, aconteceu (como previsto) mudança na direção da Fiemg, nos governos federais e estadual. Foi deixado claro, por todos, a dificuldade de obtenção dos recursos necessários.

Para complicar a guerra, os idealizadores iniciais tiveram dificuldades com Operação da Polícia Federal, gerando problemas e desgastes num momento crítico.

O Senai (sob nova direção da Fiemg) desistiu do projeto e repassou para a CNI, que estaria tentando devolvê-lo para o Senai.

Segundo consta, o projeto foi orçado em R$ 438 milhões, aparentemente sem considerar a área doada pelo povo itajubense. Sendo:

Fiemg/Senai - R$ 16 milhões

De uma forma ou de outra saindo dos cofres do governo de Minas Gerais :
Codemge - R$ 32 milhões
Fapemig  - R 40 milhões
Total MG - R$ 72 milhões

Aneel (imaginavelmente através da Cemig) - R$ 152 milhões

BNDES - (empréstimo bancário) - R$ 198 milhões

No atual cenário econômico torna-se quase impossível uma participação do governo mineiro. A Cemig está em pauta para ser privatizada e provoca dúvidas. A Fiemg/Senai, com as reformas na economia do País e a filosofia dos seus novos administradores, dificilmente voltará, exceto para tentar recuperar o investimento já feito. O BNDES é um banco (sério novamente) e emprestaria os recursos desde que com garantias de recebimento.

Cenário complicado enfrentado por um projeto interessante e no papel, face aos enormes investimentos, de sustentação e retorno distante. 

O Senhor Reitor da Unifei, segundo o Jornal do Comércio defende a ideia de buscar um novo modelo de governança para o projeto do laboratório. Ou seja: a participação de sócios privados. Não é fácil.

Não conheço o projeto, mas com certeza precisaria ser considerada algumas extraordinárias mudanças que vêm ocorrendo e que ocorreram no País. A alteração na matriz energética, com fortíssimas participações da energia eólica e solar, sem contar com o boom esperado no fornecimento do gás natural.

Muito importante a participação, tanto da Unifei como da PMI, como vem acontecendo, na busca de alternativas, com a prestação de esclarecimentos, disposição para futura retaguarda e parceria técnica e eventualmente o compromisso da construção de acessos, etc.  Caso existiu, o nosso erro foi assistir os acontecimentos (apesar dos alertas) de cima da ponte e não preditar o breque, como se acostumou por essas bandas. 

Em tempo e por curiosidade: Comenta-se que já foram gastos R$ 41 milhões. Quais dos participantes mencionados acima que colocaram o recurso ?  

Luta árdua.

Viver é Perigoso  


   





2 comentários:

Anônimo disse...

Inanição administrativa e de pensamento no futuro. Uma marca da terrinha nos últimos 7 anos.

Anônimo disse...

É só chamar o Gesualdinho! O eterno, ou sera q ? Eu heim!