quinta-feira, 12 de setembro de 2019

QUASE ENTREGANDO A RAPADURA


"Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade almejada"

Carlos Bolsonaro

Até que um dos Bolsonaro´s diga algo polêmico o pronunciamento acima continuará nas manchetes. 

Pega bem e soa politicamente correto, almejar mudanças pelas vias democráticas. Mesmo aqueles que não viveram e têm conhecimento seletivo sobre as razões que provocaram o governo militar de 1964 e os acontecimentos do período, se indignam com qualquer possibilidade de um movimento semelhante.

Verdade verdadeira. Quase todos brasileiros almejam por mudanças.

Quem não gostaria de viver num país de completa felicidade e harmonia entre os indivíduos, fundamentado em leis justas e em instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da coletividade. A esse país chamam de Utopia.

Toda a mudança democrática, como defendem, só acontecerá através da manifestação popular. Pelas vozes roucas das ruas e conscientização do voto.

A conscientização do voto vem da educação e, considerando o estágio em que estamos, de forma otimista não acontecerá nesta e nem na próxima geração. Leva tempo.

O que esperar dos políticos no poder que têm o dever de ouvir o clamor da sociedade, propor e aprovar mudanças necessárias ? Salvo raras exceções, estamos diante de profissionais que defendem interesses diversos que esporadicamente podem coincidir com o interesse dos brasileiros. Podem ser substituídos, com a conscientização mencionada e em consequência pelos votos, daqui a vinte anos.

E o player do momento, o odiado Supremo Tribunal Federal ? Citando os mais "queridos": Toffoli, deixará o STF (ao atingir a idade de 75 anos) em 2043. Gilmar Mendes, em 2031. Lewandowski em 2023 (ufa!) e MarcoAurélio em 2021. 

Possível, que pela lei da vida, muitos dos leitores não verão as possíveis mudanças. Quem escreve, com certeza. 

Um movimento de força, nos moldes antigos, para acelerar o processo é totalmente descartado nos dias de hoje. 

Utopicamente, poderia-se sonhar com uma intervenção planejada via emendas constitucionais, com prazo definido e objetivos precisos...quem sabe ?  Sérias reformas política, tributária, fiscal e uma mexida profunda no judiciário. 

Viver é Perigoso

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