terça-feira, 27 de agosto de 2019

SOBRE SOBERANIA


Citando o inesquecível Professor de História, Júlio dos Santos em dois momentos marcantes.

Sempre me revoltou, talvez influenciado pelo grande mestre, o famoso Tratado de Tordesilhas, assinado por Portugal e Coroa de Castela (Espanha) em 1494. Como o nome diz, foi assinado em Tordesilhas, uma povoação castelhana, por D. João II de Portugal e D. Fernando II de Aragão. Os originais de cada idioma encontram-se depositados no Arquivo General das Indias (na Espanha ) e no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (em Portugal). 

O tratado definia como linha de demarcação o meridiano de 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde para dividir as terras descobertas ou por descobrir. Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e a oeste, a Castela (Espanha).

Daí é que nós do Brasil ficamos com Portugal.

Ainda com o Professor Júlio dos Santos e avançando na história:

Até conhecer o história toda, me soava simpática a Doutrina Monroe, anunciada pelo Presidente americano James Monroe, em mensagem ao Congresso em 1823.

"Julgarmos propícia esta ocasião para afirmar, como um princípio que afeta os direitos e interesses dos Estados Unidos, que os continentes americanos, em virtude da condição livre e independente que adquiriram e conservam, não podem mais ser considerados, no futuro, como suscetíveis de colonização por nenhuma potência europeia "

A frase que resume a doutrina é: "América para os americanos"

O seu pensamento consistia em três pontos: a não criação de novas colônias nas Américas; a não intervenção nos assuntos internos dos países americanos; a não intervenção dos Estados Unidos em conflitos relacionados aos países europeus como guerras entre estes países e suas colônias.

A Doutrina reafirmava a posição dos Estados Unidos contra o colonialismo europeu.

Mais adiante, os Estados Unidos acabaram por meter os bedelhos na soberania dos países americanos, principalmente da América Central. 

Já sem o Professor e amigo Júlio dos Santos, que na certa seria um crítico feroz, acompanhamos a criação da organização Foro de São Paulo, criada pelos esquerdistas liderados por Fidel Castro, tendo sua primeira reunião na cidade de São Paulo em 1990. O encontro foi promovido pelo PT com a participação de representantes dos países da América Latina e do Caribe. Depois de um boom com a presença do PT no governo brasileiro, organização, tudo indica, que pelo fracasso de suas propostas, a maciça corrupção e quase falência dos Estados administrados pela esquerda, caminha para o fim. Buscava implantar o domínio da esquerda.
No último foro realizado este ano na Venezuela quase não apareceu ninguém.

Resumindo: O melhor, em termos de soberania, é que cada um cuide da sua vida.

Viver é Perigoso 

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