sexta-feira, 5 de julho de 2019

DOMINIQUE - NIQUE - NIQUE


Ainda no século passado fui numa festa junina no final da Boa Vista, é claro. Sim, a Boa Vista tem começo, meio e fim. 

Voltando para a festa: O Senhor Juvenal, funcionário da Rede Mineira de Viação (ferrovia), sanfoneiro nas horas vagas, puxava na sua Veronese de 80 baixos, numa sequência infinita, o forró de uma nota só. Desde que decorara o sucesso musical chamado "Dominique", só dava ele. 

A noite avançava e só saia o dominique-nique-nique. Diziam as más línguas que o Sr. Juvenal pegava no sono quando estava a tocar.

O pessoal não reclamava. Pastelzinho de milho, quentão e um arrasta-pé, bastavam para se sentir nas proximidades do paraíso. Tudo grátis então...nem se fala. E mais: a Eulália não dançava. Flutuava.

Caindo na real: Lembrei-me dos velhos tempos ao reparar que em todos os finais de semana, de uns tempos para cá, revistas semanais, sites e jornais festivos, voltam com a publicação e comentários sensacionalistas sobre as possíveis gravações das conversas do Juiz Sérgio Moro.

Mais ou menos como a dominique-nique-nique.

O importante é que parte da rataiada já está na cadeia e outra grande parte é questão de tempo.

Sobre o rombo absurdo no BNDES esclarecido pelo Palloci, pouco se comenta.  

E vamos que vamos.

Viver é Perigoso  

Um comentário:

Anônimo disse...

Meu Deus! Descobri através da imprensa brasileira que antes da eleição do Bolsonaro o País tinha padrões éticos na política semelhantes ao da Dinamarca, e após a eleição do Bolsonaro isso aqui virou uma cleptocracia. Tem que soltar imediatamente todos os políticos e empresários que destruíram o País, anular todos os processos, devolver os bilhões recuperados e voltar à estaca zero. Essa história que Cabral roubou é mentira. Eduardo Cunha? tudo mentira. Lula? Que isso? Super honesto.Avelino de Freitas Neto no espaço do leitor da Folha.
Achei apropriado enviar ao blog. observador contumaz