quinta-feira, 13 de junho de 2019

SANTO ANTONIO


Fernando Martins de Bulhões, nascido em 1195 em Portugal, tornou-se o venerado Santo Antonio. Tomou o barco em 1231 na Itália.

Hoje é comemorado o seu dia.

Em Portugal, o Santo era invocado, principalmente, em ocasiões de batalhas e guerras. Por essa razão foi nomeado soldado. 
Em Salvador - Bahia, foi promovido a Capitão pelo governador D. Rodrigo Costa. Promoção confirmada por D. João V, em carta régia de 7/4/1707.

Mais tarde, o príncipe regente, Dom João, futuro rei Dom João VI, por decreto de 13 de setembro de 1810 e carta patente de 4 de fevereiro de 1811 promove o santo ao posto de Sargento-mór

Finalmente, aos 25 de dezembro de 1814, Dom João, ainda Príncipe Regente, assinou no Palácio da Real Fazenda de Santa Cruz (Rio de Janeiro) um decreto promovendo o Sargento-mór Santo Antônio ao posto de Tenente-Coronel de Infantaria.

Em 22 de outubro de 1816 é expedida a carta patente da promoção do Santo a tenente-coronel já assinada pelo Rei Dom João VI. Ei-la:

"Faço Saber aos que esta Minha Carta Patente virem: Que tendo por Decreto de treze de setembro de mil oitocentos e dez concedido a patente de Sargento Mór ao Glorioso Santo António, que se venera na Cidade da Bahia, e a quem o Povo da mesma Cidade Consagra a mais viva Devoção: Sou ora servido elevá-lo ao Posto de Tenente Coronel de Infantaria, cujo soldo lhe será pago na mesma forma que até aqui o tem sido da anterior. Pelo Que mando ao Conde dos Arcos, Governador e Capitão General da dita Capitania, que assim o tenha entendido, e o soldo se lhe assentará nos Livros a que pertencer para lhe ser pago aos seus tempos devidos." 

Além das patentes militares conseguidas em Portugal, foi membro das forças armadas brasileiras, recebendo soldos (alguém recebia por ele). Na Bahia chegou a Tenente Coronel, em Goiás a Capitão e em São Paulo foi Coronel. Major em Santa Catarina, Tenente Coronel no Rio de Janeiro e Capitão em Minas Gerais.Na Paraíba ficou só como soldado.

As patentes foram cassadas com o advento da República.

Viver é Perigoso

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