quarta-feira, 19 de junho de 2019

CHICO 75



Francisco Buarque de Hollanda é carioca de 1944. Já lá vão 75 anos completados hoje, 19 de julho.

Seu primeiro sucesso, A Banda, é de 1966, pegando a nossa geração no auge dos 18 anos. Admiração e respeito pelo romantismo de Carolina, Rita e o ativismo político em Apesar de Você e Cálice.

Inesquecível a sua fase como o compositor do morro Julinho da Adelaide, pseudônimo para driblar a censura prévia. Os militares ficaram possessos com o "Apesar de Você", quando (estavam certos) achavam que o "você" era o Presidente Médici. 

Em "Jorge Maravilha", Chico cantava: “você não gosta de mim, mas sua filha gosta”, o que gerou a especulação de que Amália Lucy, fã declarada dele e filha de outro presidente militar, o general Geisel, tinha sido a homenageada da canção. Chico sempre negou. 

Em 1946 a família Buarque de Hollanda mudou-se para São Paulo. De 1953 a 1960 a família morou na Itália. A casa sempre foi frequentada por intelectuais e políticos, quase sempre de esquerda. 

Chico continuou ligado à esquerda como a maioria da classe artística e lá permaneceu mesmo com as falcatruas acontecendo no governo em "tenebrosas transações". Optou por longas temporadas em Paris.

As composições perderam-se no tempo, seguindo apenas nas paradas de sucesso de assovios dos românticos beirando os setenta. 

Escritor de sucesso e ganhador de três "Jabutis". Estorvo, Budapeste e Leite Derramado. (um dia ainda lerei um deles, assim como, pelo menos um do Paulo Coelho).

O Brasil brasileiro embirrou-se com o grande Chico, não por se manter alheio a situação do País nos últimos 20 anos, mas por defender e tornar-se apologista de um governo nefasto.

Como compositor merece toda a admiração.

Viver é Perigoso

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