domingo, 14 de abril de 2019

FALOU E DISSE :

Elena Landau - Economista e Advogada
"O governador João Doria, assessorado por Meirelles, não hesitou em usar o ICMS para manter a fábrica da GM em São Paulo. 
Mesmo se autointitulando a modernidade do PSDB, recorreu ao que há de mais velho na política industrial brasileira: incentivos fiscais para automóveis. Não há apelido que resolva, não existe inovação alguma. 
Continua sendo uma atividade que, apesar de todo apoio recebido do Estado, isto é, dos pagadores de impostos, não consegue produzir carros que tenham competitividade internacional.

O que já se gastou de dinheiro do contribuinte, nacional ou estadual, com apoio à indústria automobilística certamente seria melhor empregado em transportes públicos alternativos, menos poluentes. Mas vamos colocar mais carros nas ruas.

As razões para incentivos localizados feito esse são sempre as mesmas: salvar empregos que seriam perdidos com o fechamento da fábrica. Uma decisão de curto prazo para dar fôlego a uma atividade que não consegue sobreviver em ambiente competitivo. 
Evidente que a preservação de postos de trabalho é importante. Porém, mais relevante é a criação de empregos de alta produtividade, beneficiando os trabalhadores em geral. 

Em vez de dar benefícios fiscais à GM, por que não diminuir o ICMS sobre energia ou telecomunicações, por exemplo. Um corte de impostos horizontal que beneficiaria toda a economia paulista, além de reduzir o peso desses serviços no orçamento familiar.

Um dos grandes efeitos positivos da unificação em torno do IVA (Imposto Sobre o Valor Agregado) é acabar com a possibilidade de guerra fiscal que uma política como a de Doria pode gerar. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, em recente entrevista reclamou de forma veemente e deu seu recado.

A indústria automobilística em SP, se recusa a amadurecer. Pelo jeito, serão indústrias nascentes pelo resto da vida. Sofrem da síndrome de Peter Pan. É compreensível, crescer não é fácil."

Viver é Perigoso

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