segunda-feira, 15 de abril de 2019

CARTA QUE RECEBI


Itajubá, 15 de abril de 2019

Zelador, 

Já que foi citado quero comentar esse projeto do Escola sem Partido em Itajubá. 

É um absurdo tão grande e uma ofensa às profissionais de educação do município. 

No projeto, os vereadores afirmam que professores vêm-se utilizando de suas aulas para "tentar obter a adesão dos estudantes a determinadas correntes políticas e ideológicas". O projeto ainda permite que alunos e pais filmem professores. 

É interessante observar que o projeto se refere apenas a rede municipal (obviamente), onde estudam crianças até 10 anos. Se tratasse do ensino médio ou superior, eu poderia até entender (embora não concorde com tal projeto). 
Sabemos que quase a totalidade dos profissionais de ensino do município são mulheres que batalham muito e não tentam tornar crianças da primeira série comunistas. 

Afirmar que as professoras do ensino municipal doutrinam os bebês e crianças da rede municipal é de uma canalhice sem tamanho. É só para ganhar votos dos bolsonaristas mais entusiasmados. 

Abraços e que os vereadores tenham mais o que fazer.

Marco Antonio Gonçalves

Blog: Entendo( do pouco que entendo) que o Projeto Lei Nº 4364/2019, que institui, no âmbito do Sistema Municipal de Ensino o "Programa Escola Sem Partido", de autoria do Vereador Engenheiro Professor Molina, bate de frente com a Constituição, conforme há séculos vem sido discutido. Sinceramente, creio que os vereadores "não independentes" que o apoiam, Renato, Silvestre, Joel, José Maria, Vladimir, Kener, Zé Pequeno e Wilson, além do tucano Molina, não atentaram para o fato.
De mais para mais... como são maioria, por votação podem até diminuir a distância do Buraco Negro, recentemente fotografado, de 50 milhões de anos luz, para alguns quilômetros.

É a vida

Viver é Perigoso 

2 comentários:

Marco Antonio Gonçalves disse...

Zelador,

A vereadora Mônica, atuando como relatora da Comissão de Constituição, Legislação e Redação, fez um parecer desfavorável ao projeto Escola Sem Partido, justamente por alegar que é inconstitucional.
Em várias cidades, o projeto foi revogado, mesmo depois de aprovado, por este problema.
Aqui, o vereador Fabrício, atuando como presidente da mesma comissão, reprovou o parecer da vereadora e fez um outro parecer, favorável, que foi aprovado por ele (ele e Mônica eram os único membros da comissão aptos a votar. Ele, como presidente, tinha voto de minerva). Assim, o projeto seguiu.
Fabrício que é o autor do projeto já aprovado "Infância sem Pornografia", que dispõe sobre o respeito dos serviços públicos municipais à dignidade especial de crianças e adolescentes. Alguém precisa avisar a este vereador (talvez a irmã dele) que já existe o ECA, o Código Penal e a Constituição Federal, que versam sobre esta situação.

Abraço

Edson Riera disse...

Caro Marco Antonio -

Em princípio, não tem nada de NOVO nessas posições do Vereador Fabrício. Hoje ele, pelas votações, é aliado fiel do Executivo e segue, às vezes lidera os seus companheiros. Esse pessoal adora tentar municipalizar questões já exaustivamente debatidas no cenário nacional. Qualquer hora dessas vão pedir irão colocar em discussão/votação a revisão da Carta escrita pelo Pero Vaz Caminha.
Sobre o desenvolvimento da cidade, nem um pio.

Claro que a Leandra deverá ser candidata ao Executivo nas próximas eleições (uma boa candidata inclusive), mas não me assustarei se sair numa chapa apoiada pelo Prefeito.

É a vida...

Abraço

Zelador