terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

ATÉ QUE ENFIM !

Projeto original do Parque Ambiental de Itajubá
Ainda que de passagem e de forma rápida, conheci hoje o Parque Municipal de Itajubá.  Já está lá e pronto.

Bem diferente do que imaginávamos e discutido com a comunidade num passado remoto.
No mandato do Dr. Jorge Mouallen, a prefeitura estabeleceu uma parceria com a Helibras, que patrocinou o projeto, que proporcionaria um grande parque ambiental. 
Essa ação refletia uma tendência observada pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social: a de que cada vez mais empresas têm participado de iniciativas que visam ao respeito pela biodiversidade e preservação ambiental.

O Parque, como conheci hoje, não tem absolutamente nada do projeto e conceito anterior.

Sem nenhum sentido irônico: Pode ser que o pessoal envolvido com a ideia original, estivesse equivocado. O tempo são outros e os valores são diferentes.

O que se vê hoje é um local movimentado, embelezado pelo espelho d água, que harmoniza qualquer ambiente. Claro, eliminando pedalinhos. 

Bares, barracões fast-food, imagino. O projeto de parque ambiental, da tecnópolis sonhada, foi transformado em um parque de diversões, refinado pela vizinhança de cinema, teatro e colégio de alto-padrão.

Mudaram tudo e o que está lá também funciona, desde que, com outro espírito. Totalmente condizente com o momento e as prioridades que a cidade vive.

Intriga apenas a cessão para exploração da área por (25 + 25) anos, com o pagamento de R$ 1 mil/mês e com o aparente uso de recursos públicos na construção, conforme observado hoje. É só ir lá e ver o aterro de uma enorme área, possivelmente para palco de shows. Caminhões da PMI e Vina (prestadora de serviços para a PMI).

Como fui fotografado, confirmo que voltarei lá outras vezes, pelo menos, enquanto não cobrarem ingressos.

Viver é Perigoso    

6 comentários:

Anônimo disse...

A pergunta que não quer calar: visitou o banheiro?

Edson Riera disse...

Banheiro -

Esqueci e creio que nem poderia. Estava de chinelos. Alemão, Birkenstok, mas chinelo.

Zelador

Anônimo disse...

Ufa! Finalmente um post com viés positivo e sem ironia. Sorte que não estou aí em Itajubá. Gostaria de ver vc no Parque. Se estivesse aí, faria questão de também tirar uma foto sua só para registrar. Até imagino o tanto que vc, crítico ferrenho, deve ter ficado deslocado, acabrunhado e sem jeito. Só falta agora vc começar a fazer as caminhadas em volta do lago, com seu chinelinho alemão. Eu vou de Cartago, brasileiro, da Grendene. É simples, mas é confortável.

Edson Riera disse...

Bom -

Aqui na terrinha até quando dou "bom dia" para as pessoas na rua, pensam que tem algo irônico contido no cumprimento.

Para não faltar observação, a programação musical que imaginávamos para o Parque Ambiental (projeto original), constava de músicas clássicas (concertos aos domingos), MPB de alto nível, sertanejo raiz, rock e muito blues.

Funk, Axé, pagode, sertanejo universitário e outros ruídos, nem pensar. Seriam dirigidos, com todo o respeito, para o Campo do Smart.

Zelador

Zelador

Anônimo disse...

Pois é zelador, o pena paga aí de cima não toca nas questões das concessões nem no preço do banheiro, que não deve ser projeto brasileiro, mas alemão.

Anônimo disse...

Sem dívida que os conceitos dos dois parques são bem diferentes. O do dr.Jorge serviria essencialmente à comunidade e seria uma parque dentro de outro parque, o tecnológico. O atual, diga-se, bem estruturado e com massiva presença de cidadãos tem outro viés: puramente econômico e através de PPP, Parceria do Publico para o Prefeito.
Ali todos ganham e muito, só o publico que não.