sábado, 26 de janeiro de 2019

MUSICA NO PARAÍSO


Contam os mais antigos que no Céu, isso mesmo no Paraíso, existe um local maravilhoso, e mesmo não poderia deixar de ser, onde costumam se reunir todas as sextas-feiras, músicos itajubenses que já tomaram o barco.

Histórias são lembradas e músicas são ouvidas.

O organizador dos saraus seria o Senhor Licurgo Mineiro de Souza Nogueira, na verdade, nascido em Cristina e fundador da mais antiga Filarmônica que se tem notícia em Itajubá. Lá pelos idos de mil oitocentos e poucos. Senhor Licurgo é conhecido, por entre as nuvens, por sempre estar assobiando o dobrado de sua autoria, com o nome de Boa Vista, é claro.

Ontem, apareceu por lá, excepcionalmente, o Dr. Theodomiro Santiago, ligado ao pessoal, por ter ter introduzido em 1906, as aulas de música no Colégio de Itajubá, que ficaram sob responsabilidade do maestro Francisco Nisticó, que chegou acompanhando o futuro fundador da Unifei.

Numa rápida vistas de olhos, notava-se a presença do Maestro Luiz Melgaço, virtuose da clarineta, que ficou conhecido, entre outros méritos, por ter composto o "Hino de Brasília". Sempre simpático o Maestro Antonio Venturelli Ferrer, tratado pelos amigos de Juju Venturelli, criador da Banda de Música da Fábrica de Armas (Imbel), em 1934.

No grupo mais alegre, conversavam os fundadores da Lira São José (da Boa Vista, é claro), que lembravam o primeiro de maio de 1957, quando liderados pelo Padre Adão (ainda não tinha chegado), Luís Riera, Juca Rocha, Zé de Almeida, Carlos Galvão e Henrique Barbosa, oficializaram a criação da Lira.

Algumas senhoras presentes eram tratadas com carinho especial. A pianista Emília Sanches Coelho, Dona Salô Vianna e Dona Jandira Coelho, conhecida empresária que proveu muitos concertos na cidade.

A alegria corria solta no grupo, onde se via, Quim Miranda, Menino Miranda, Joubert Guimarães, Prótogenes Pinto de Almeida, Romeu Venturelli, Benedito Nascimento, Naildo Rezende, Pedro Feichas, José de Olivas, todos centralizando as atenções para as falas dos maestros Fructuoso Vianna e Luiz Ramos de Lima.

A conversa girava sobre as festividades do aniversário de 200 anos de  Itajubá. Todos buscavam informações sobre os artistas escolhidos pela prefeitura para abrilhantar tão importante ocasião. Quem seria esse músico chamado de Michel Teló ? e o outro Daniel ? e as Senhoras Maiara e Maraisa.

Alguma voz soprou lá do fundo: Parece que esse Daniel era companheiro musical daquele rapaz triste que passa sempre cantarolando pela praça, um tal de João Paulo. Moço triste, mas simpático. Quanto aos outros, ouvi falar que o Senhor Teló compôs uma peça de sucesso chamada "ai se eu te pego".

Viver é Perigoso

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