segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

FILME TRISTE


Suspensa a reunião da Câmara Municipal de Itajubá. Questionamentos sobre a formação das Comissões Parlamentares para o biênio 2019 e 2020.

Vereador Silvestre começando suas atividades na presidência da casa. De cara pega um pepinão. Meio que perdido.

Impressionante a lealdade política do Vereador Molina ao Executivo. Montou uma chapa claramente para evitar uma possível presença forte de vereadores independentes em qualquer comissão. Claro, nítido e inquestionável.

Em grupos fechados e comandados, nada mais anti-democrático que o voto.

Na volta pós - interrupção, na certa após o recebimento de alguns telefonemas, alguns vereadores ressurgiram valentes e cobrando a aprovação da chapa teleguiada.

O mais impressionante é o silêncio de alguns vereadores, até que bem preparados. A abstenção (mais uma) do Vereador Cleber David é incompreensível. Ou não, uma vez que foi indicado para dirigir uma comissão.

Tudo indica que o Ministério Público terá tarefas adicionais neste 2019. Em 2020, nem tanto, uma vez que em pré-novas eleições, muitos abandonarão o barco situacionista em busca de reeleição.

Estamos lascados. 

Viver é Perigoso

10 comentários:

Anônimo disse...

Sei que o Kleber lê o blog. Gostaria de lembrá-lo das promessas de campanha. Tá feio vereador!Não ter ou não querer dar opinião não dá. Seu comportamento tá me parecendo o uns exs vereadores que mudaram depois de eleitos e foram fragorosamente derrotados. Estamos de olho. 2019 vem aí! Quanto ao Molina seu comportamento choca por ser professor universitário. Isso mostra que só instrução não contribui para ser bom político. cidadão preocupado.

Edson Riera disse...

Cidadão Preocupado

Realmente, de alguns vereadores não podemos esperar muito. Já estão nos seus limites. Mas o Molina e o Cleber têm conciência plena que lá estão representando o povo. E o povo, entendam, está a exigir que os poderes sejam atuantes e independentes. Abster é tomar uma posição.
Zelador

Anônimo disse...

Senhor Zelador!
É bom começarmos a mapear esse Molina (Molinha).
A que veio?
É mais um representante religioso?
Seria uma opção (vice) na chapa que Tião Reira está montando (já montou) para 2020?
É o representante do Alfredo (homem que mais manda depois do Tião Riera?
Se é o homem de confiança do Alfredo, estariam preparando uma rasteira no Tião Reira?
Se for candidato teria dinheiro para campanha, para fazer altura ao Tião Riera?
O povo que saber!!

Edson Riera disse...

O povo quer saber -

O Professor Molina é um cidadão bem preparado, imagino eu, em todos os sentidos. Homem de bem e membro da Igreja Presbiteriana, o que ao meu ver, já é um bom começo, face os princípios.

Politicamente, deve ter julgado menos íngreme a escalada perto do poder. Os tempos mudaram e os mais preparados têm a obrigação de perceber isso. Não seria necessário ser contra ou a favor da Administração Municipal. Simplesmente ser independente, tal a força e deveres previstos na Constituição do Legislativo.

Não será tirando a força das comissões parlamentares que questionamentos não acontecerão. Continuaram com mais força e, lamentavelmente, em fóruns diferentes.

Sobre seu futuro político, como acontece há séculos, já deve ter ouvido o canto da sereia dos atuais donos do poder, assim como tantos de seus colegas.

Sempre me pareceu um homem de bem, apenas ao meu ver, sem perceber a importância do momento político brasileiro e conseguir captar a vontade do povo.

Zelador

Marco Antonio Gonçalves disse...

Molina é professor da Unifei, mas foi eleito principalmente pelos membros da Igreja Presbiteriana do Bairro Avenida. Ali é seu reduto eleitoral. Dizem que é uma excelente pessoa. Como político, se mostrou fiel e subserviente demais ao Executivo. Sem pisar um palmo fora do que o prefeito determina.
Na minha opinião, o prefeito enxerga Molina como o mais preparado (intelectualmente falando) entre os vereadores de sua base. O escolheu para ser o porta-voz extra-oficial de seu governo. É através dele que o prefeito fala na Câmara. Sempre polido e calmo, ele defende o prefeito com unhas e dentes, sem transparecer fazer isso. Soa dissimulado. É, na verdade, um cordeirinho na mão do prefeito.Lamentável para alguém que poderia ser muito mais útil se agisse com independência.

Edson Riera disse...

Marco Antonio -

O duro é que são 17. Exceto pelos quatro atuantes vereadores que cumprem o seu papel previsto na Constituição, e pelo preparado Molina que optou e deve se sentir confortável como porta-voz do Centro Administrativo, tem pesado um silêncio profundo sobre os demais.

Entendo a necessidade dos vereadores manter um bom relacionamento com o prefeito e seus secretários, possibilitando com rapidez a troca de lâmpada de um poste, a limpeza de uma praça, uma nomeaçãozinha, uma aceleração num pedido de exame médico, em atenção a pedidos que devem receber. Imaginam que estão cumprindo o seu papel.

Ficaria mais em conta se fosse criada Administrações Regionais com um responsável pago para atender esses pedidos.

Creio que o Molina não ficará chateado com o meu pedido seguinte:

Oremos.

Zelador

Anônimo disse...

Senhor Zelador!
Isso não vou entender nunca. Foi falado acima, que o Molina é religioso, pertence a uma entidade religiosa secular e séria, foi eleito por essa comunidade religiosa, etc, etc.
Qual a posição dessa entidade religiosa?
Concorda com o posicionamento dele?
As "coisinhas" que ele pede para o executivo são para atender os membros dessa igreja?
Cada dia ficar mais difícil aceitar o envolvimento de denominações religiosas com a politica.

Edson Riera disse...

Política -

Nasci e cresci na Igreja Presbiteriana e posso afirmar: a igreja não se envolve em política, muito menos, a partidária.

As ações do Vereador, com certeza, nada têm com Igreja. Ele é sério. A crítica vem da evidente ausência de independência, que teria de ser obrigatória, do legislativo.

Trata-se apenas de uma opção política pessoal.

A busca pela maioria, sempre em nome da governabilidade, sempre existiu por parte dos governos.
Como acontece na vida, sempre existe algo em troca. Maiores atenções, atendimentos prioritários nas reivindicações e principalmente estímulos e promessas para apoio em futuras eleições.
Isso prende e enfraquece a atuação do legislativo, cuja a principal função é fiscalizar.Claramente foram escanteados das Comissões os vereadores independentes. A ação exigia bom preparo do formulador, de onde surgiu o Professor Molina. Lutamos para que isso mude no Brasil. Como tudo começa nos municípios, estamos fazendo o nosso papel.

Os maiores absurdos acontecidos neste País, nos últimos 50 anos, foi em nome da tal "governabilidade".

Zelador


Anônimo disse...

Senhor Zelador!
Continuo sem entender.
Igreja não apoia, mas seus membros apoiam e votam fechado, foi o caso desse vereador.
E se a igreja é realmente séria, deveria vir a público, em nome de seus membros, que elegeram um vereador, e repreender esse vereador que está, no mínimo, sendo conivente com todos os desmando que esta administração municipal vem cometendo.

Edson Riera disse...

Cometendo -

A igreja é seríssima e não tem nada com as opções de apoio dadas pelos seus membros.

Tudo se resume a um estilo político ultrapassado.

Os alertas para as mudanças estão sendo dados.

Zelador