segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

BOM PARA ENTENDER


Há 60 anos, no dia 1º de janeiro de 1959, um grupo rebelde tomou Havana, derrubando a ditadura corrupta de Fulgêncio Batista. Foi implantado um governo nacional-democrático liderado por Fidel Castro.

Em 1961 foi proclamado o caráter socialista da revolução, cujos desdobramentos a impeliram para a reprodução do regime soviético, adaptando-o aos trópicos caribenhos:

Propriedade estatal dos meios de produção
Partido único
Abolição dos direitos civis e políticos
Coibição do dissenso
Estabelecimento de polícia política de monitoramento e coação político-ideológica e da sociabilidade.
Supressão dos resquícios de democracia.

Em 1965 foi fundado o Partido Comunista Cubano - Partido-Estado.

Ligação próxima com a URSS, com recebimento de préstimos econômicos, militares, políticos e culturais. Instalação de um tipo de socialismo dependente e subsidiado.

Em 1967, o Estado cubano, secundado pelo Partido Comunista da União Soviética, fundou a Olas - Organização Latino-Americana de Solidariedade, com o objetivo de ser um instrumento multiplicador de movimentos revolucionários no continente, ou seja, uma espécie de estado maior da revolução - apoio político, logístico, financeiro, bélico - disseminaria focos guerrilheiros na região, que teriam o dever de replicar o exemplo cubanos.

Daí, despontaram movimentos guerrilheiros de variadas espécies em países como a Guatemala, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Brasil, Uruguai, Argentina e outros.

Em 1990, já com o colapso do socialismo real e a dissolução da URSS, o regime cubano, consorciado com o PT -Partido dos Trabalhadores fundou órgão de articulação no continente sob sua orientação. Foi realizado o 1º Fórum de São Paulo, com a participação de dezenas de partidos e movimentos, grupos e seitas de procedências distintas da esquerda. Tratava-se de substituir a estratégia insurrecional pela luta política-institucional.

A iniciativa teve relativo sucesso, com ascensão do bolivarianismo na Venezuela e países andinos, do petismo no Brasil, da Frente Ampla no Uruguai, do peronismo na Argentina, do sandinismo na Nicarágua, etc.. Quase todos eles experimentaram a desventura do domínio e do mando em grande medida por não terem compromisso com os valores e procedimentos democráticos.

Extraído  do texto postado pelo Professor José Antonio Segatto no jornal "O Estado de São Paulo"

Blog: O seguimento e resultado da anarquia todos conhecem.

Viver é Perigoso    

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