domingo, 20 de maio de 2018

ESTIVEMOS PRÓXIMO DE SERMOS OBSERVADOS


Documentos americanos dão conta que a CIA usou satélites ´para  espionar o programa espacial brasileiro e o complexo industrial militar do País entre 1978 e 1988. Produzido pelo Centro Nacional de Interpretação Fotográfica, o relatório lista dez locais de interesse da espionagem americana. O primeiro a ser fotografado foi a Base Aérea de São José dos Campos. Na mesma cidade, os satélites registraram o CTA e a fábrica da Avibrás, que participava dos projetos de foguetes militares. Na vizinha Santa Branca, outra área da Avibrás foi vigiada.

A fábrica explosivos de Piquete também foi observada - os americanos pensavam que ali seria feito o combustível sólido do foguete meteorológico Sonda IV e do VLS - Veículo lançador de satélites.

Quem poderá afirmar que não observaram também a terrinha e em especial a Imbel ?

Viver é Perigoso

O HOMEM DO TERNO BRANCO


Todos devem ter lido, que na última segunda-feira, tomou o barco em Nova York o escritor e grande repórter, Thomas Kennerly Wolfe, simplesmente, Tom Wolfe, nascido em Richmond, na Virgínia.

Considerado o pioneiro do chamado novo jornalismo. Tom Wolfe estava com 88 anos. Era casado e tinha dois filhos.

Leitura obrigatória os seus livros "Os Eleitos" e "A fogueira das vaidades".

Ficou famosa a sua imagem, sempre usando um clássico terno branco e um bem dobrado lencinho no bolso.

Leio hoje, que Tom Wolfe adotou o terno branco por acaso. Recém-chegado a Nova York, em 1962, sem dinheiro para comprar roupa, escolheu o que era barato e se usava no verão em Richmond. "Era grosso o bastante para usar no frio também".

Wolfe usou o mesmo terno por meses, até ficar famoso e comprar um guarda-roupa igual. "O terno branco dava a impressão de que ele desempenhava um papel, quando na verdade observava. Nunca pensou em si como um personagem, mas como um cara normal num mundo anormal", disse Michel Lewis. 

Viver é Perigoso 

GAZA É AQUI !


O Blog www.aleivosiascomlimao.blogspot.com.br - editado com arte pelo Dr. Anselmo, publica uma fotografia atual sobre os nossos dias. Completa ausência de harmonia entre todos os setores, todas as classes. 

Um braço da minha família chegou em Itajubá em 1800 e alguma coisa.
Pereira Cabral.
Tem até nome de rua.
Pela genealogia dos Cabral (que está na internet), sou parente da cidade inteira.
Contudo isso não me conferiu o sentimento de pertencimento.
Sinto-me estrangeiro em Itajubá.
Sempre me senti.
Pertencer, pertencer mesmo, sou de Monte Belo, mas isso é outra história.
Voltando ao assunto...
Chegar primeiro não garantiu à minba família próxima patrimônio: são pessoas simples e dependentes do trabalho para viver.
De herança ficou um pedaço pequeno de terra no bairro Santa Cruz, que fica no começo da estrada da Estância.
Um pequeno pedaço de terra que vira e mexe se torna objeto de processo no fórum
(Ah... somos bons em brigar judicialmente por nada).
Pois bem...
Ontem estive lá na Santa Cruz para visitar um confrontante que queria falar comigo:
Toninho dos Santos.
82 anos.
Pessoa da mais alta estirpe.
Trabalhador rural aposentado.
Ele queria me vender 4 novilhas de qualidade e me recebeu contando causos do meu avô Zé Ansermo. Conta também histórias do Zé Cachoeira.
Ele não explicou: é notório pros lados da Estância e Pedra Preta conhecer o Zé Cachoeira, saudoso fazendeiro, inteligente e leal.
Salvo enganjo, Toninho dos Santos é genro do Zé Cachoeira.
Zé Ansermo, Zé Cachoeira e tantos outros que foram citados na conversa já morreram há décadas, mas eles contavam - no presente - que a amizade entre nós e nossas famílias era antiga e sólida.
Eu confio em Toninho dos Santos e - creio - ele confia em mim.
Onde quero chegar?
Esse tipo de sentimento nao existe mais em Itajubá.
Tenho a impressão que Itajubá inteira se odeia ou suporta.
Nenhum político (situação ou oposição) goza do mínimo de confiança.
Não existe o benefício da dúvida.
A pessoa diz "vou sair pra vereador" e já começa às pauladas.
Não que eles (políticos) mereçam aplausos incondicionais.
A questão é que é difícil escolher e ser governado por pessoas que a sociedade dúvida.
Se faz uma rua, o comentário não é "que bonito", mas "na certa comprou tudo antes em nome de um laranja".
Se o vereador quer trabalhar e fiscalizar o Executivo: "tá querendo candidatar a prefeito".
Se alguém demonstra admiração por outro, "puxa saco".
Nenhuma obra é elogiada.
Nenhuma crítica verdadeira é esclarecida.
Pois - para o itajubense normal - todos são indignos de confiança.
Difícil prosperar desunido deste tanto.
Itajubá se tornou parecida com a Faixa de Gaza: todos os lados são parentes, mas estão eternamente em briga por nada (ah... me lembrou a minha família de Itajubá).

Aleivosiascomlimão

Blog: Como escreveu certa vez, creio que o Millôr, "Os palestinos e os israelenses deveriam se reunir e resolver tudo como bons cristãos"

Viver é Perigoso