quarta-feira, 14 de novembro de 2018

OH ! MINAS GERAIS !


Como alguém disse, o governo Fernando Pimentel, com méritos, apenas contribuiu para aperfeiçoar o desequilíbrio das contas do Estado. Para um rombo dessas proporções o negócio vem de longe.

Em 2003 entrou o Aécio, que continuou até 2010, quando cedeu o lugar para o Anastasia. Portanto, 12 anos tucanos. Mas os números negativos exigem que se busque um pouco mais atrás, com Eduardo Azeredo e Itamar Franco, de 1995 a 2002.

Deu hoje no jornal o Estado de Minas: 

"Como se não bastassem o déficit de R$ 11,4 bilhões previsto para o ano que vem, uma dívida de R$ 9,4 bilhões com os municípios e outra de R$ 84,7 bilhões com a União, mais um índice negativo acende de vez a luz vermelha nas finanças de Minas Gerais: o custo da folha de pessoal chegou a 79,18% da Receita Corrente Líquida (RCL) – somatório das receitas tributárias e transferências, deduzidos os valores repassados aos municípios – no ano passado. 

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece um teto de 60% da RCL para gastos com contracheques, incluindo ativos e inativos.

Em números absolutos, segundo o boletim, foram consumidos do caixa estadual em 2017 exatos R$ 50.223.606.582,05 com os salários de servidores. 

A previsão do governador eleito Romeu Zema é de que serão necessários em torno de dois anos – metade de seu mandato – para colocar os salários em dia.

Romeu Zema tem a proposta de cortar o número de cargos comissionados: as atuais 3,9 mil cadeiras serão reduzidas para algo entre 700 e 800. A legislação possibilita ao governador demitir também servidores efetivos para que a Lei de Responsabilidade Fiscal seja cumprida. A medida está prevista no artigo 169 da Constituição Federal, mas só pode ser adotada depois da redução de pelo menos 20% das despesas com comissionados e demissão de servidores não-estáveis."

Viver é Perigoso

Um comentário:

Anônimo disse...

Minas e outros sempre estiveram no limiar da LRF. Verdade que a crise contribuiu para chegar aos 79%. Demitir servidores? Seria realmente uma revolução.Impensável pelo governo petista e levada com a barriga pelos tucanos Aécio/Anastasia. Por isso perderam a eleição.observador da cena