domingo, 14 de outubro de 2018

TOMOU O BARCO


Para nós da família, durante muitos anos foi o Minho. De Jaiminho, de Jayme Martins Riera Neto. Um moço além do seu tempo. Um pouco de solitário, caçador, pescador e muito de amigo. Dr. Jaime, também advogado.

Na juventude, já no Bairro da Avenida, depois de passar por Cristina e pela Boa Vista, marcou época com o seu violão, sua espingarda e seu Chevrolet Preto, do final dos anos 40, apelidado como Al Capone. Época boa de goleiro no Derminas.

Nos últimos tempos, encontrávamos nos sempre durante o almoço na Massas Meazzini, na Boa Vista, é claro.

Sempre reservadamente brincalhão. Nos últimos tempos, após indícios originados na Catalunha com comentários sobre a possível origem judaica do nosso sobrenome, discutia-se a abertura de uma sinagoga na Boa Vista, com ele, Jayme, atuando como rabino. Tudo dentro do maior respeito.

No nosso último encontro pessoal, no Supermercado Alvoradão, ele reclamou de certo mal estar físico. Adiantou que estava fazendo diversos exames e se mostrou muito preocupado.

Não nos falamos mais. Por aqui, é claro.

Viver é Perigoso     

2 comentários:

Anônimo disse...

Meus sentimentos!
É irmão do Tião?

Edson Riera disse...

Sentimentos -

Sim, irmão do Tião, do Antonio Marcio e da da Mariluz. Também dos que já partiram, Luzimar, Florinda e Marinho.

Zelador