quinta-feira, 30 de agosto de 2018

O LEÃO DA BOA VISTA


Time de coração do meu Pai. Smart F.C, conhecido como o " Leão da Boa Vista ", é claro. 
Em pé, a começar pela esquerda: Aylton, Delfino, Manoel, Redondo, Gilberto, Gato e Luizinho. Agachados na mesma ordem: Ziza, Gifoni, Pelegrino, Silvio Riera e Califa.

Foto de 1957, quando em um torneio realizado em Cruzeiro-SP, o Smart foi campeão. Também atuaram no torneio, Alcheste, Zé Américo e Ditinho Baiano.

O torneio foi disputado por times de Cruzeiro, Lorena e Cachoeira Paulista.  

O mais antigo clube de futebol da cidade. Foi fundado no dia 28 de junho de 1928.

O Smart nasceu dentro da Fábrica de Tecidos Codorna, após o desaparecimento do Codorna Esporte Clube.

A fundação do clube teve a participação direta do Senhor Manuel Pereira de Toledo, chefe de serviços de tinturaria da Fabrica Codorna. O Sr. Manuel achou o nome Esmalte, que é tinta, daria um bom nome. Assim sendo, foi o novo time batizado de Esmalte, mas como as pronúncias sempre são falhas, as mesmas se estabeleceram em Ismarte.

Mais tarde, sob a presidência do Sr. Didi Pereira, então gerente da fábrica Codorna, se oficializou o nome Smart, em 1933.

Esse nome criou muitas polêmicas, inclusive da própria Federação Mineira de Futebol, que pediu uma justificativa para a colocação do nome.
Os diretores então justificaram que Smart é vida, é gosto, força, vivacidade, na lingua inglesa."
O clube da camiseta e meias vermelhas e calção negro marcou época no futebol amador sul-mineiro.

O Smart foi dirigido e defendido por grandes nomes itajubenses. Era o time da família Mandolesi, do dentista Dr. Ademar, do João Camilo, dos Lamoglias, do Ambrósio Pinto, que inclusive deu o seu nome ao Estádio do clube.
Os meus primos Luzimar e Sylvio Riera atuaram com destaque na equipe, bem como o saudoso grande amigo José Luiz Chiaradia, o Califa.

Ficaram na história os craques Zezinho Mandolesi, Joãozinho Duarte e Delfino, entre outros grandes.

Talvez o seu maior craque de todos os tempos tenha sido o polivalente Pelegrino.

Viver é Perigoso

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