quinta-feira, 2 de agosto de 2018

NO ESCURINHO DO CINEMA


Há séculos não assisto TV aberta. Não me lembro quando. Em recentes andanças pelas casas dos meus filhos constatei que também não assistem. 
Vez por outra zapeava procurando um filme ou documentário. 
Noticiário: Globo news, com todo o cuidado para não ser levado no papo dirigido global.

Até que no inicio do ano entabulei um relacionamento com a Netflix. Os caras sabem o que fazem. Seriados inteligentes que prendem a atenção do expectador. Tem de tudo, em termos de documentários, sempre expostos crus e sem fazer proselitismo. Conforto total, com interrupções a critério do freguês e retornos imediatos nos pontos exatos das paradas.

Salas de cinema só em shopping e com a parceria de lanches e refeições e claro, a segurança dos estacionamentos.

Lembro-me das chamadas "séries" que antecediam ao filme principal nas matinês de domingo no Cine Paratodos, na Boa Vista, é claro. Era exibido um trecho curto de filme (normalmente bang-bang) interrompido num momento crítico da ação. O mocinho ou mocinha numa situação perigosa, de vida ou morte. A cena era repetida e a chamavam de "próxima". Sequência só no próximo domingo. A meninada comentava o assunto a semana toda.

Hoje acontece o mesmo no Netflix sem a necessidade de aguardar o próximo final de semana. O máximo que tem acontecido e adiar o café e outras atividades para matar a curiosidade.

Sinceramente, não sei como as salas de cinema conseguirão sobreviver comercialmente daqui a algum tempo. Aliás, nem para segurar nas mãos da namorada e arriscar um braço por sobre o ombro e trocar uns beijinhos, os cinemas não são mais necessários. 

Talvez, hoje em dia, só para comer pipocas, matar aula e fugas do serviço.

Viver é Perigoso   

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