segunda-feira, 30 de julho de 2018

NOSSA ESCOLA


Memória de uma diversificação fracassada em Itabira com recursos do público

Existe um aforismo de que minério não acaba, mas torna-se inviável a sua exploração por motivos diversos. É o que, certamente, irá acontecer com o minério de Itabira. A Vale não se cansa de repetir isso, o que já ocorre há muitas décadas. Portanto, não é novidade o formulário encaminhado à Bolsa de Nova Iorque informando que as reservas e os recursos medidos hoje nas minas de Itabira irão exaurir em 2028.

Foi, por exemplo, com base nos dados divulgados pela empresa que, no início da década de 1990, a Associação Comercial, Industrial, Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita) lançou o projeto Itabira 2025. 

Com o projeto Itabira 2025, esperava-se desenvolver várias ações para diversificar a economia local. Muito dinheiro do público foi investido nesse “objetivo”. Porém, os resultados foram pífios.

Até mesmo o projeto universitário, em curso desde a instituição da Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (Funcesi), e que ganhou nova dimensão com a instalação do campus avançado da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), tem capengado por não apresentar os resultados esperados.

A Unifei, cujo campus avançado de Itabira completou uma década, está longe de desempenhar uma de suas principais funções, que é a de contribuir para diversificar a economia por meio de um parque tecnológico, ainda inexistente. A comunidade acadêmica também não cresceu como se esperava. A projeção era de se ter 10 mil alunos em dez anos – hoje são pouco mais de 2 mil.

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