quinta-feira, 12 de julho de 2018

É A POLÍTICA, ESTÚPIDO !



Conforme já adiantado, o delegado Rodrigo Bossi, foi retirado do comando do Departamento de Investigação sobre Fraudes no Estado de Minas Gerais. 

Bossi, foi o responsável pela costura do acordo de delação premiada entre a Polícia Civil e o operador do mensalão Marcos Valério e também era o encarregado de investigações acerca de denúncias envolvendo administrações do PSDB e PMDB em Minas, estando à frente, inclusive, da Operação Soledade em Itajubá. 

Desde segunda-feira, o delegado foi remanejado para o Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa. 

Interlocutores ligados à Polícia Civil afirmam que a retirada de Bossi da delegacia de fraudes partiu de uma espécie de “acordão” entre a base do governo de Minas e a oposição na ALMG, que trancava a pauta de votação na Casa havia alguns meses.

O acordo foi confirmado por membros da base do governo na Casa, sob anonimato. De fato, aliás, na segunda-feira, iniciou-se um movimento de destrancamento de pauta na ALMG. 

Entre as propostas desejadas pela administração Fernando Pimentel está, principalmente, a venda de parte da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), tratada pelo governo como primordial para o ajuste financeiro do Estado.

Lembrando, o Delegado Bossi, acertou com o condenado pelo mensalão Marcos Valério, o acordo de delação premiada com a Polícia Civil em março deste ano. Na negociação, ele prometeu entregar esquemas de corrupção nas estatais mineiras entre os anos de 1998 e 2014, além de possíveis irregularidades na construção da Cidade Administrativa. 

Nos termos revelados, a delação citava políticos de Minas que, até então, não apareciam entre as principais figuras dos casos, como o ex-secretário de Estado de Governo Danilo de Castro (PSDB), o ex-deputado estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Mauri Torres (PSDB) e o ex-ministro dos Transportes e ex-deputado Anderson Adauto (sem partido). 

Rodrigo Bossi nasceu em Belo Horizonte em 1968. Aos 22 anos, viajou aos Estados Unidos e serviu nas Forças Armadas do país durante a Guerra do Golfo. Aos 33, se formou em direito e passou no concurso para atuar como delegado. 

Na década passada, chegou a atuar como assessor do então secretário de Estado de Defesa Social, Antonio Anastasia.

(extraído do jornal O Tempo)

Viver é Perigoso

4 comentários:

Anônimo disse...

Assim como temos a politização da justiça até nos tribunais superiores , o que vemos aqui e a politização da polícia civil. Sobre o acordão já tinha comentado em data passada. Valha-nos Deus!

Edson Riera disse...

Valha-nos -

Na política, no judiciário, se mantêm o troca-troca de agrados, acertos e o escambau a quatro.

Zelador

Anônimo disse...

E como vai ficar o caso da organização criminosa de itajuba ??

Edson Riera disse...

Anônimo -

Esqueça tudo. Todos vão começar vida nova.


Zelador