segunda-feira, 14 de maio de 2018

NADA A RECLAMAR

Quase todos aqueles que foram jovens e nem tão jovens durante os 20 anos da ditadura militar, ou como queiram, durante o regime forte, ou ainda melhor, durante o período de exceção, almejavam a volta da inteira liberdade de opinião, do direito de expressar ideias e de ir e vir sem constrangimentos.

A maioria optou por lutar pelo restabelecimento total da democracia através de manifestações pacíficas, firmes e constantes.

Uma pequena parcela foi levada pelo entusiasmo, acesso as ideologias de esquerda, doutrinamento soviético, via Cuba e Chinês e optou pela radical luta armada. No meio, muita gente bem intencionada.

De imediato, os optantes radicais se reuniram em grupos, auto-denominados de revolucionários. Às sombras da lei e cientes da aventura, receberam treinamento de guerrilha. Alguns, da linha chinesa, optando pelo movimento rural e os da linha soviética/russa, pela guerrilha urbana.

Recursos financeiros vieram do exterior e buscados através de sequestros, assaltos a bancos e empresas, justificados pelos seus membros, de "desapropriações". Armamentos foram também conseguidos através de desapropriações, na maioria delas com aplicação de violência.

Todos foram treinados sabendo que estavam entrando em uma guerra. E todos sabiam que em operações desse tipo, mata-se ou morre-se. Enfim, sofre-se.

Teve de tudo, com acontece com guerras. Heróis, covardes, traidores, torturas e absurdos. Se teve, foram poucos os inocentes.

O gesto dos grupos armados de extrema-esquerda provocou o recrudescimento do regime e  tentativas esdrúxulas da extrema-direita, como por exemplo, o atentado do Rio-Centro.

O período pode e deve ser analisado historicamente. Perdas, dramas e abusos e anistia ampla e irrestrita. Página virada e todo o cuidado para se evitar na direção do País milagreiros de todas as matizes.

Futuro com dificuldades, sem roubos e com equilíbrio.

Viver é Perigoso    

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