quinta-feira, 8 de março de 2018

EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO


Como sempre tranquilas e ponderadas as palavras do Eng. Fernando Bissacot, Secretário Municipal de Ciência, Tecnologia, Industria e Comércio de Itajubá, em entrevista ao jornal Itajubá Notícias.

De Botucatu e morando na terrinha há 43 anos.

Sobre o Parque Tecnológico : " Precisamos ter ações que deem sustentabilidade para essas iniciativas e muita coisa que colhemos hoje, não foi plantada e semeada por nós, e sim há 10, 15 ou 20 anos, às vezes até mais tempo.

Sobre a integração entre a Unifei e o Executivo Municipal e o Setor Privado : " Em 2017, a essa integração  foi fundamental para avançarmos. Efetivamente, aconteceu uma integração muito forte entre a Universidade e a Prefeitura.

Estreitamento entre a Universidade e Prefeitura : " Na Universidade, tenho ótima relação com o professor Edson Pamplona, pró-reitor de Expansão. Começamos então trabalhar juntos para essa união, em janeiro de 2017. Em abril, durante uma inauguração, criamos um momento de aproximação entre reitor e prefeito. Naquele momento fizemos o primeiro aperto de mão no sentido de vislumbrar um projeto consolidado para o desenvolvimento da cidade voltado para a Ciência, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo.

Blog: O primeiro passo para a conciliação foi dado. A cidade e micro-região só têm que lamentar muito os 13 anos reconhecidamente perdidos, uma vez que esse projeto, criado pelo Município, Universidade, Setor Privado, no final dos anos 90 e início dos anos 2.000, foi praticamente interrompido no início de 2005 e mais do que isso, negado e renegado até o final de 2016, pelas autoridades municipais.
Não existiria uma reaproximação formal se não tivesse ocorrido antes um distanciamento, uma separação.

Como foi deixado claro, esse projeto não pode ser de pessoas e de governo. É um projeto da Cidade, do povo itajubense e, obrigatoriamente, deve avançar sempre, independente de governos e pessoas.

Grato ao Secretario Bissacot e ao Professor Pamplona pelo difícil trabalho de aparar arestas. Muito ainda tem que ser feito nesse sentido. É continua incompreensível a ausência do Professor Renato Nunes desse processo, sendo ele comprovadamente reconhecido em todo o Brasil (tenho ouvido depoimentos a respeito), como dotado de extraordinário conhecimento e experiência na área.

Mais uma tarefa para os candidato ao Prêmio Nobel da Paz,  Fernando Bissacot e Edson Pamplona.

Sobre vinda de empresas, a experiência mostra que é melhor não dizer nada, não gerar expectativas e posteriormente ter que administrar o desgaste. Itajubá, desde há tempos, encontra-se fragilizada para disputar, em condições de igualdade com outros municípios, a implantação de empresas convencionais. Só a possível fartura de mão de obra, tornou-se pouco. Não temos mais os atrativos do passado recente e tão pouco, uma força política estadual e municipal caminhando na mesma direção, tão necessária para estimular e alavancar novos investimentos. 

Viver é Perigoso    

4 comentários:

Anônimo disse...

Sobre a integração entre a Unifei e o Executivo Municipal e o Setor Privado : " Em 2017, a essa integração foi fundamental para avançarmos. Efetivamente, aconteceu uma integração muito forte entre a Universidade e a Prefeitura.

De tempos em tempos a mesma ladainha, até parece que a cidade começou HOJE a trabalhar,
entra um sai outro e tudo volta a ZERO. Falta de visão, de grandeza, gente "pequena" que atrasa o desenvolvimento, realmente temos uma "cabeça de burro" enterrada e hoje acredito ser mesmo ali pelas bandas da praça. Deus me livre...pobre Itajuba com seus 199 aninhos....

Anônimo disse...

Grato ao Secretario Bissacot e ao Professor Pamplona pelo difícil trabalho de aparar arestas.

Desculpe meu grande ex Secretario de Ciências, mas isso realmente é uma vergonha, um absurdo, lamentável ter ainda que conviver com estas coisinhas ...Ahhh.

Edson Riera disse...

Ahhh -

Você me entende, claro.

Zelador

Edson Riera disse...

199 Aninhos -

Pensando bem, uma simples entrevista como essa concedida pelo bem intencionado Bissacot, já deve ter provocado beicinhos nas hostes desenvolvimentistas locais.

Por isso digo, o jornal IN, muitas vezes, discretamente,ou mesmo sem intenção, provoca tanta turbulência no andar de cima, quanto o O Sul de Minas, de forma direta e incisiva.

Zelador