terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

...MAIS DE MIL PALHAÇOS NO SALÃO


Cada um tem um gosto e somos levados a respeitá-los. Nunca gostei de carnaval, muito embora, tenha vivido alguns bons momentos durante. Alguns momentos...melhor esquecer, como no início dos anos 60, ainda dimenor, recolhido junto com grandes amigos (Chiquinho Valente, João Corrêa, Renato Carneiro, Evanir Alkimim, Giuseppe Rotella e Celso Franco, na cadeia de Brazópolis. Foi uma injustiça.

De repente, não mais que de repente, e razão para muita honra, assumi a presidência do Clube Itajubense, decorrente do afastamento do então Presidente, Luiz Fernando Werdine Salomon, por imposições profissionais. 

O Clube é muito mais do que carnaval. Mais os tempos eram outros, hábitos e costumes diferentes. Bailes com grandes orquestras e carnaval nos salões eram esperados.

Logo eu que não apreciava carnavais, estive na direção do nosso Clube por três anos.

Muita sorte contar com grandes e competentes amigos na diretoria e sob a gerência do extraordinário José Luís Chiaradia, o Califa.

Dalton Barbosa, Wanderlei do Xodó, Professor Roberval, João Mauro, Dr. Anderson, Zé Cláudio e outros companheiros, ajeitamos o terreno na parte de trás do Clube, montamos o circo azul e amarelo, fizemos parcerias com os melhores restaurantes da cidade, com a exigência de praticarem os preços normais do mercado e ter a disposição, pela madrugada afora, salgadinhos quentes e cerveja geladas.

Conjuntos musicais com pouquíssima eletrônica, tocando sem intervalos e a participação inesquecível do Xandi, conduzindo uma bateria com 100 instrumentos, adquirida pelo próprio Clube. Não era tríduo momesco. Eram quatro dias, com músicas da melhor qualidade (o repertório era selecionado pelo Clube), segurança, tranquilidade e muito rigor.

O Clube lotava. 

Hoje, Ces´t Fini para o carnaval de salões. Imperam hoje e a tendência é a adesão total aos blocos de rua, que virou um grande negócio para os empresários organizadores. Cabe ao poder público prover a estrutura básica, de sanitários, trânsito e segurança. Os blocos geram resultados e são sustentáveis.

Caí de paraquedas nos carnavais (3 anos). Sobrevivi e não voltei mais. Não assisto e não tenho interesse. Entendo perfeitamente os que gostam.

Viajar também nem pensar. Estradas cheias e dificuldade de acesso aos serviços.

Recolho-me com prazer aos livros, filmes e músicas. Claro que o inevitável passar dos anos acelerou a opção.

Viver é Perigoso   

   

2 comentários:

Antonio Thomas disse...

gostei muito .. hoje abomino, principalmente pelo funk, sertanejo e a violência que se tornou .. engraçado como ficamos mais velhos e nossos gostos vão mudando . . hoje ao invés de dividir halls com a namoradinha, divido meu dorflex com a patroa .. e olha que ainda estou em meus plenos 40 anos ..

Aproveito para indicar a belíssima série espanhola do Netflix chamada CASA DE PAPEL . maratonei nos 3 dias de carnaval e aguardando ansiosamente pelo retorno .

Edson Riera disse...

Thomas - Professor

Tudo melhorou para pior. Quanto a dica da Netflix, li a sua anotação no Facebook e de imediato procurei e comecei a assistir. Estou no capítulo 12.

Zelador (codinome Itajubá)