sábado, 24 de fevereiro de 2018

E O JORNAL DO BRASIL, HEIN ?


Depois de oito anos sem edição impressa, amanhã, domingo, o “Jornal do Brasil” volta a circular.
No primeiro dia a tiragem será de 50 mil exemplares e, ao longo do mês seguinte, para testar a recepção dos leitores, de 20 mil exemplares diários, sete dias por semana. Os cadernos estão divididos da seguinte maneira: cabeça, com dois cadernos de 24 e 12 páginas; Caderno de Esportes, com oito páginas; e Caderno B, com oito páginas.
O preço de capa será de R$ 5,00.

Fundado em 1891, o “JB” marcou a modernização do jornalismo brasileiro a partir de 1959, quando Janio de Freitas, hoje colunista da Folha, comandou sua reforma gráfica.

Diz Omar Peres, empreendedor conhecido mais como do ramo de restaurantes e que decidiu lançar-se no setor de comunicação:

Mais do que na produção de conteúdo, o jornal vai economizar com impressão e distribuição, que ficarão a cargo da Infoglobo no Rio e do “Jornal de Brasília” para a pequena tiragem na capital federal (2.000). Em São Paulo, só estará disponível nos aeroportos.

Publicidade e assinaturas não serão prioridade. “O plano de negócios foi todo realizado para a venda de bancas”, citando uma pesquisa que levantou “um potencial de 50 mil a 100 mil leitores por dia” no Rio.

Assinaturas, inclusive para a versão digital, podem ser implementadas no futuro. E o jornal já tem um departamento de publicidade, com seis profissionais, mas o eventual retorno “será lucro”.

O que vai viabilizar o projeto é seu baixo custo operacional. A estrutura “é muito pequena”, inclusive Redação. Serão cerca de 30 jornalistas. Contando colunistas e outros, o “time total” chega a 50, “jornalistas muito experientes. Eles vão responder por reportagens especiais, artigos e colunas, que se somarão à edição, “para dar a cara do ‘Jornal do Brasil’”, do material fornecido por agências como Estado e France Presse e o jornal esportivo “Lance”.

Saudade.

Viver é Perigoso

4 comentários:

Anselmo disse...

Ler um jornal de papel foi um hábito diário que durou 25 anos.
Qdo o Estadão parou de chegar (por um problema qualquer de assinatura), não senti falta. Não renovei.
Em tempos de internet, iniciar um jornal fisico (pior, apostando apenas em bancas), infelizmente parece similar a uma locadora de fitas betamax.
Tomara que o JB esteja certo e volte a circular.

Edson Riera disse...

Anselmo -

Alugar filmes e ainda em Betamax, ficou muito bom. Concordo quanto ao inexorável declínio dos jornais de papel. Mas, pensando bem, no Rio de Janeiro, tudo é possível, até dar certo a volta do JB. Um Estado com os seus políticos e outros figurões na cadeia, com sua segurança sob intervenção federal, garantia de caminhar pelas ruas igual a zero e dominado, praticamente, pelas Organizações Globo, pode até ser.
Carioca tinha o hábito (prejudicado pelo celular) de ler jornais nas salas de espera, na travessia da barca, nos ônibus, na praia, etc. Pode até dar certo. A nova distribuição prevê jornaleiros (as) vendendo pelas esquinas. Sei lá...é difícil. mas seria um case. Interessante é que será impresso nas oficinas de seu antigo maior concorrente, O Globo. Se o Zózimo andasse ainda por lá, confesso que compraria diariamente.

Abraço

Zelador

Anônimo disse...

Bom montar bancas para os jornaleiros!! Vira ponto logo logo ! Ah Zezinho, pare de sonhar ....

Edson Riera disse...

Sonhar -

Depois o Zelador é que é o pessimista.

Zelador