segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

SÃO DOIS PRÁ LÁ E DOIS PRÁ CÁ



As mulheres pensam que conquistaram espaço nos últimos 50 anos. Realmente aconteceu em alguns setores, mas nunca jamais nos relacionamentos.
Mandavam e desmandavam, mesmo sem saber, nos heroicos rapazes sobreviventes dos anos 50 e 60.
Existiam pouquíssimos telefones. A comunicação era feita por cartas e bilhetes levados por amigos. 
Um olhar e um furtivo sorriso era a glória. Uma cara fechada ou virada era o desespero. A fuga estava nos bares e no fundo musical. Barba por fazer, olhos vermelhos, roupas amassadas e cervejas. Cigarro apagado no canto da boca e perdendo aulas e até provas. Coisa para valente.

A saída ou a perdição estava no bolero.

Dizem que o bolero é uma dança de origem árabe. Pelo fato dos mouros terem ocupado a Espanha por vários séculos, para lá foi levado. O ritmo como conhecemos hoje teve a sua origem em Cuba, fazendo muito sucesso no México e depois por toda a América Latina. O ritmo foi se modificando, tornando-se mais lento e desenvolvendo especialmente temas mais românticos.

Historiadores afirmam que o primeiro bolero a ser composto, foi "Tristezas", composto pelo cubano José “Pepe” Sánchez, em Santiago de Cuba, no ano de 1886.

Tristezas me dan tus quejas, mujer, profundo dolor que dudes de mí no hay prueba de amor que deje entrever cuánto sufro y padezco por ti. La suerte es adversa conmigo, no deja ensanchar mi pasión, un beso me diste un día y lo guardo en el corazón. 

A temática do bolero é classificada pelos especialistas como, amor por alguém, exigência amorosa, desejo,carência dolorosa de amor, danos (ausência de correspondência, traição) e amor classista, como nos casos que envolve mulher rica e homem pobre.

Sempre manteve seu caráter de dança de galanteio, suave, terna e romântica, com movimentos caracterizando uma eterna busca da conquista da mulher amada, que por sua vez seduz o parceiro, num jogo que pode durar 3 minutos ou mesmo uma vida inteira.

No Rio de Janeiro, essa dança adquiriu uma estruturai complexa incorporando movimentos do Tango, como trocadilhos, esses, caminhadas, cruzados e giros.Mais enfeitada. No interior do País, restringia-se praticamente a base do “do dois para lá e dois para cá” ou maís ao “um pra lá e dois para cá”.

Sobrevivemos.

Viver é Perigoso

DATA VÊNIA


Vez por outra o governo cria medidas para incentivar o mercado. Reduz o imposto e facilita credito para aumentar a venda de automóveis, lança projetos de construção de casas para incentivar o mercado de materiais de construção e mão de obra. E assim vai.

Sem dúvida nenhuma, foi a Polícia Federal, o Ministério Público e destemidos e competentes Juízes, que alavancaram o mercado de trabalho para os advogados estrelados.

Recentemente a revista Veja trouxe uma reportagem sobre “Os novos ricos da Lava Jato – a história dos advogados que estão ganhando uma fortunas para defender empresários e políticos acusados de corrupção. 

São listados na reportagem valores supostamente cobrados por advogados renomados, como os criminalistas Alberto Zacharias Toron, Antônio Carlos de Almeida Castro – conhecido como Kakay -, José Luís Oliveira Lima e Antônio Claudio Mariz. A revista aponta alguns advogados do que chama de “Ordem dos Advogados Milionários do Brasil”, que chegariam a cobrar R$ 10 milhões de honorários, dentre eles Toron e Mariz.

Fico imaginando a euforia das bancas por ocasião das saudosas operações da Polícia Federal. Os telefones das empresas e de familiares dos recolhidos deveriam congestionar de tantos escritórios se colocando à disposição.

Acreditem: já existem bancas especializadas em delação premiada. Com o mercado de trabalho deu uma diminuída, algumas operações seriam bem-vindas.

Será que a Justiça e Receita Federal se preocuparam alguma vez em verificar a origem dos recursos para o pagamento de valores tão elevados ? 

Viver é Perigoso

MAIS UM

Viver é Perigoso

ÊPA !


"Bem-vindos à Carolina do Norte
Nossos cidadãos possuem porte de arma
Se você matar alguém, nós mataremos você
Nós temos zero cadeia e 513 cemitérios
Aproveite a estadia”

JLM

Viver é Perigoso

domingo, 18 de fevereiro de 2018

SOBRE O BLUES



Elizabeth Cotten, compositora e cantora de blues, nascida na Carolina do Norte em 1893. Como podem constatar ela era canhota. Seu estilo de tocar ficou conhecido como "cotten picking ". Com 11 anos, já trabalhando como ajudante doméstica, conseguiu comprar seu violão por US$ 3,75. Com essa idade, compôs "Freight Train", que já foi gravada por "Peter, Paul and Mary", Jerry Garcia, Bob Dylan, Joan Baez, Taj Mahal, entre outros.

Com 17 anos casou-se com Frank Cotten e tiveram a filha Lillie. Com o resultado do seu trabalho musical conseguiu comprar uma casa em Nova York. Em 1984, ganhou o Grammy. Em 1989, foi eleita uma das 75 influentes mulheres afro-americanas incluídas no documentário fotográfico I Dream a World.

Elizabeth Cotten, tomou o barco em 1987, em Nova York, aos 94 anos.

Viver é Perigoso

PORQUE HOJE É DOMINGO


Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos.

Coríntios 4 - 8 e 9

Viver é Perigoso

PERSON OF THE YEAR 2018


Serão homenageados no dia 15 de maio, em Nova York, com um jantar de gala no Museu de Arte Natural, o ex-prefeito de NY Michael Bloomberg e o juiz Sérgio Moro.

O sentido da tradicional homenagem feita pela Câmara de Comércio Brasil-EUA é o de prestar tributo a líderes transformadores. Segundo Alexandre Bettamio, presidente da Câmara e do Bank of América Merril Linch AL, as trajetórias de ambos são bem diferentes, mas guardam pontos em comum:

Coragem, determinação e capacidade de mudar a vida das pessoas. Elas mostram também que o Estado não diferencia seus cidadãos, seja na aplicação da Justiça, ou as políticas sociais.

O evento reunirá mais de 800 lideranças do universo empresarial, financeiro e diplomático.

Deu no Estadão.

É a vida...

Viver é Perigoso  

ELEIÇÕES 2018

Viver é Perigoso

sábado, 17 de fevereiro de 2018

ENQUANTO AGONIZO


Paulo Gabriel Godinho Delgado, simplesmente Paulo Delgado, é mineiro de Lima Duarte. Um destacado professor, sociólogo e político brasileiro.
Foi deputado federal por seis vezes, tendo sido o mais votado do PT de Minas Gerais em duas eleições. 
É formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora e mestre em Ciências Políticas pela Universidade Federal de Minas Gerais.

É fundador do Partido Partido dos Trabalhadores ao lado de Florestan Fernandes, Mario Pedrosa, Antonio Cândido, Sérgio Buarque de Holanda, Paulo Freire e outros.

Foi da primeira direção nacional do PT junto com Apolônio de Carvalho, Luiz Inácio Lula da Silva, Vladimir Palmeira, Plínio de Arruda Sampaio, Francisco Weffort, Lélia Abramo e Olívio Dutra.

Escreve a coluna de política internacional dos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas. Também é colunista regular dos jornais O Globo e o Estado de São Paulo.

Delgado escreveu e foi publicado nos jornais, sob o título "Enquanto Agonizo". Duríssimo depoimento. Tentei condensar numa linguagem internet e não consegui. Um quadro real  pintado por alguém que viveu próximo. Leia, nem que demore um pouco.

"Ele se amontoa sobre o país. Hiperrealiza seus desejos, usa aliados como escória. Sem álibi, mandou o genro do compadre desqualificar a acusação, e deu errado. Segue trabalhando mal o luto. Um voo tão alto, uma queda tão grande. Revelou-se político de comodidade, tirou vantagem da desonestidade e alega princípios para abafar inconveniências. Chegou ao limite de querer aproveitar da própria decadência.

Um grupo e ele saem do Fórum seguindo na direção do passeio. Embora vários do cortejo sejam mais altos e estejam à frente dele, qualquer pessoa que os observe do outro lado da rua pode ver a cabeça dele ultrapassando por uma cabeça a dos seus apoiadores. Não é perspectiva, é subalternidade. Lembra livro de Willian Faulkner, Enquanto Agonizo, onde um pai brutal impõe a todos um enterro sem fim, não deixando a vida de ninguém fluir sem ter de pensar no seu egoísmo doentio.

A calçada, esturricada pelos pisões do povo e pedras soltas, segue reta como um fio de prumo até o pé do avião emprestado onde ele os deixará, indiferente aos terrenos resvalantes que o levaram a escorregar. Antes de embarcar, mirando o dilúvio, determina: meu reino por minha vitimização, façam ferver o coração, vai ser longa a condolência. Preparem o caixão e, se der certo, enterrem, com a toga preta do Supremo, o princípio da igualdade de todos perante a lei.

Alguns aliados não aduladores sentiram que havia alguma coisa ruim. Nem em silêncio era razoável aquela insensatez de celebrar como triunfo uma calamidade. Nem apropriado apiedar-se de um político mais que do povo. Uns diziam que era anomalia necrológio de homem vivo; outros, que não se chama crime de perseguição; todos julgavam sinistro candidato cuja glória é ser condenado por mentir.

Ele estava se esvaziando rapidamente. Um tique nervoso, fruto de soberba banal, o levava a referir-se a si mesmo na terceira pessoa. “Não há qualquer rival de ‘o líder’ em todo o firmamento.” Era assim mesmo que se chamava, “o líder”, apelido privado que incorporou ao nome, marca da sua ambiguidade pública.

Como numa piada, arrumou advogado na ONU. Sentia-se um país. Não queria mais suar. Botaram na cabeça dele que se é vontade de Deus que as pessoas tenham opinião diferente sobre honestidade não cabe a ele discutir desígnios divinos. Suas proezas entardeceram e começaram a alimentar uma ordem política incapaz de produzir valores sociais. Vazio, deixou-se preencher pelo maior valor do mundo moderno, o ouro de tolo, que lambuza no presente a consequência do futuro.

Quando mais se encheu de medalhas, mas se esvaziou de ideias. “A abundância de diploma acaba com o diploma”, alguém alertou, e foi expulso da sala. E uma pessoa vazia na política não é mais um político. Enchendo-se de autoelogios e fúria, logo ele não sabe se é ou não é, ou que é que de fato é. Saiu do trilho, aumentou necessidades, até que as dádivas deram por conhecidos seus favores.

Enfraqueceu a autoridade por seu abuso e o hábito de confundir poder com relação e intimidade. No mundo das decisões apressadas, dissimulações, das interdições sobre as quais ninguém tem domínio, da liberdade irresponsável de ser o que você quiser ser, a transgressão percebeu a melhor das convergências. Com a autoridade participando, o erro ganha mais velocidade.

Seu talento para a evasão o tornou conhecido como aquele político “veloz estruturador de negócios e soluções”. Logo que recebeu a resposta da carta enviada aos brasileiros donos de banco, escrita em inglês, percebeu que pecado-salvação é mera questão de palavra. Harmonizou-se com a parceria de talentosos ocultadores de intenções para montar as ladainhas, a lenga-lenga a que deu o nome de política de governo.

Quando a Justiça abriu a porta dos seus transtornos desesperadores, ele já havia caído na mais sedutora armadilha da política atual, o dinheiro fácil, e não quis reconhecer o que fez. Saiu em desespero para pagar a promessa de 40 anos atrás. Mas sem dizer o que deveria ter dito ao juiz – o que o deteria na certeza de que alcançar seu objetivo primordial de ser respeitado, ser alguma coisa nova, é que compunha seu élan vital – pressupôs que a condição de vítima evitaria o caminho da desmoralização. Ele voltou a suar, como se estivesse espumando, feito um cavalo desembestado, convocou adoradores, dependentes, para a velha modalidade de ação heroica – camisa de partido, candidatura, comício, farisaísmo – na tentativa desesperada de incinerar a sentença e botar fogo na pavorosa jornada da Justiça de ousar apontar o dedo para quem sempre fez o que quis e nunca foi tão adequadamente contrariado.

Quando ouviu “estamos aqui e você tem de lidar conosco”, percebeu que escondera dos amigos o que os inimigos já sabiam. Falhou em grandeza, foi-se a profecia. Quem dera fosse capaz de suportar o sucesso com mais honestidade e a adversidade com mais autocontrole.

Um partido de esquerda moderno e com capacidade de diálogo deve parar de tratar de forma errada o erro. E reconhecer que um período de governo com um presidente deposto, três ex-presidentes da Câmara, senadores e inúmeros ministros de Estado presos ou processados, dirigentes partidários e governadores confinados ou envolvidos, a maior empresa do País dilapidada, a autoridade olímpica nacional presa, o bilionário do período encarcerado, a Copa investigada, fundos de pensão arruinados, o BNDES um clube de amigos, grandes empresários condenados, frugal intimidade com ditadores, etc., não foi um período virtuoso.

O que “o líder” quer é o refluxo da identidade perdida, fugir da responsabilidade confinado na condição de perseguido. Pelo alto, espalha simulacros de habeas corpus, certo de que a Justiça dos privilegiados prevalece e o ressuscita, como Lázaro. Por baixo, mantém agitada a agonia, seguro de que a manipulação do povo reabsorve a desordem que ele criou e a dissolve na sociedade até sumir sua autoria."

Paulo Delgado

Viver é Perigoso



CANTINHO DA SALA

Joan Miró - Women, Birds and a Star - 1949

A obra está exposta no Metropolitan Museum de Nova York.

Viver é Perigoso


BASE DE LANÇAMENTO


Notícias recentes dão conta de apreensão de enormes quantidades de drogas em Itajubá. Cumprimentos para as Polícias Civil e Militar, que se encontram atentas. Mas reconheçamos que os traficantes estão sempre um passo na frente. São organizados, armados, dinheiro fácil e têm informações.

Entendo zero do assunto, mas o grande volume de drogas apreendidas indicaria, possivelmente, que destinam ao mercado regional. Mais uma vez, poderíamos estar sediando base de lançamento.

A preocupação maior vem com a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro.

Essa ação, que se fez necessária, não converterá os bandidos em mocinhos. Os bandidos apenas serão deslocados do seu habitat conhecido e para um local mais próximo. 
Mais próximo do Estado do Rio é o Estado de Minas.

Oremos.

Viver é Perigoso   

DISSERAM :


"Não é ser uma pessoa que não tem nenhuma participação no processo político que vai significar que você é novo ou velho. Tem muita pessoa que está entrando na política pela primeira vez com práticas completamente ultrapassadas, estagnadas. Política não é repetição, é ressignificação. É nesse lugar que a política precisa se colocar."

Marina Silva

Viver é Perigoso

PERGUNTAR NÃO OFENDE


E se as Forças Armadas não conseguirem vencer o  crime organizado no Rio de Janeiro ?  Apelarão para os capacetes azuis da ONU ?

Clarin da Boa Vista

Viver é Perigoso

MOÇA BONITA

Sophia Loren
Viver é Perigoso

EXÉRCITO DA SALVAÇÃO



Viver é Perigoso

E POR FALAR EM PASSA QUATRO


Passa Quatro ficou conhecida em todo o Brasil quando da Revolução de 1932, por ter sido palco de duríssimos combates entre paulistas e mineiros,quando da Revolução de 32 Passou para a história a luta no túnel ferroviário na divisa de Minas e São Paulo.

Mais adiante, foi destaque por ter sido berço de jovens rebeldes. Todos já leram que o Oswaldo Orlando da Costa, conhecido como Oswaldão, que passou uma temporada estudando na Universidade Patrice Lumumba, em Moscou e que se tornou líder guerrilheiro marxista na Guerrilha do Araguaia, é de lá.

Sem ter lutado nada e com fama de revolucionário, também é do conhecimento geral que Passa Quatro é a terra do Zé Dirceu.

Conversando com o meu amigo Rev. Ephrain, fiquei sabendo que o Ivan Mota Dias, nasceu um Passa Quatro.Nasceu no dia 29 de outubro de 1942, filho de Lucas de Souza Dias e de Nair Mota Dias.

Estudante de História, na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, foi professor do cursinho pré-vestibular da própria Universidade e militante do movimento estudantil. Ivan não conseguiu concluir o seu curso de História na UFF. 
Em dezembro de 1968, por sua participação no Congresso da UNE em Ibiúna/São Paulo, teve sua prisão preventiva decretada, passando a viver na clandestinidade.

No período em que ficou clandestino no Rio de Janeiro, fazia traduções e morava num quarto alugado, numa rua perto da Central do Brasil. De 1968 a 1971, dava notícias, regularmente, para a família, através de cartas ou telefonemas, sem nunca deixar o endereço.

Sua prisão ocorreu no dia 15 de maio de 1971, provavelmente no bairro carioca de Laranjeiras, por agentes do CISA e, apesar de levado imediatamente para as câmaras de tortura do Aeroporto do Galeão, foi dado como foragido pelas forças da repressão.

A única notícia que a família recebeu sobre Ivan foi um telefonema anônimo que denunciava sua prisão. Inúmeros contatos foram feitos, buscando alguma notícia ou informações sobre seu paradeiro. Diversos habeas corpus foram impetrados e negados sob a alegação de que Ivan não se encontrava preso em nenhuma dependência militar.

Há relatos de que ele foi mandado para a Casa da Morte em Petrópolis.

Em sua homenagem, uma rua no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, foi batizada com seu nome: Rua Ivan Mota Dias.

De Passa Quatro, também são os meus amigos Dr. Aldo e o Eng. Antonio Carlos, da Musa.

Uma geração politizada.

Viver é Perigoso 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

MOMENTOS MÁGICOS



Viver é Perigoso

GRANDE CAMPEÃ DO CARNAVAL NA TERRINHA


Os esforçados blocos, Varada Nágua, Gafonhoto Verde e Domésticas Elegantes, ou nomes parecidos, perderam longe.

A grande campeã do carval itajubense foi a serie espanhola La Casa de Papel que desfilou invencível na Netflix.

Conta a história de um assalto com reféns na Casa da Moeda e Selos, a instituição que produz o dinheiro espanhol. Hoje, La Casa de Papel é um dos maiores sucessos não norte-americanos da Netflix.

Segundo o jornal El País, a série logo seduz com um começo muito potente. O golpe perfeito. Você não rouba ninguém. Entra, faz seu próprio dinheiro e sai. 

Mas o plano, como se pode imaginar, não demorará para fazer água. 

O primeiro capítulo apresenta a situação e os personagens com minutos iniciais marcantes. Pouco depois temos os ladrões e os reféns dentro da Casa da Moeda. E os policiais do lado de fora, rodeando o edifício. Agora é hora de jogar a partida.

No carnaval, uma das fantasias da moda foi o traje dos assaltantes da série, com macacão vermelho e máscara de Salvador Dalí. 

No país, há ansiedade pela estreia da segunda temporada, em abril, e não faltou quem compartilhasse maneiras para ver o restante no canal original espanhol.

“Quero as máquinas funcionando 24 horas. Chiki pun chiki pun", diz um personagem no início da série. Ele se referia às máquinas que imprimem dinheiro na série. Na vida real, são os servidores da Netflix que não param. 

La Casa de Papel já é o golpe perfeito.

Viver é Perigoso

E NÓS, Ó !!!


O Fundo Partidário, que deve distribuir R$780 milhões este ano, já rendeu aos partidos R$64,5 milhões apenas em janeiro. 

O PT de Lula continua a ser o maior beneficiado: faturou R$8,2 milhões em apenas um mês.

O PSDB do senador Aécio Neves: R$7,11 milhões.

O PMDB de Michel Temer e Renan Calheiros é o terceiro partido que mais dinheiro levou do Fundo Partidário, em janeiro: R$6,91 milhões.
 
Para piorar, o Congresso aprovou a reforma política, em 2017, criando o “fundo eleitoral” que vai dar aos partidos ao menos R$1,7 bilhão.

A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Viver é Perigoso

ENTERRADA A REFORMA NA PREVIDÊNCIA


Deu no Poder360

Consequência imediata da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro:

Segundo o artigo 60, parágrafo 1º da Constituição, enquanto vigorar o decreto de intervenção, o Congresso não pode aprovar qualquer mudança na Constituição:

Art. 60.
§ 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.

A consequência mais óbvia dessa determinação é que fica enterrada a proposta de emenda constitucional que pretendia fazer uma reforma da Previdência Social no país.

O texto que muda o sistema de aposentadorias está em discussão há mais de 1 ano no Congresso. O debate sobre o assunto seria formalmente aberto no plenário da Câmara na semana que vem, no dia 19 ou 20 de fevereiro. A ideia propagada pelo Planalto era de levar o projeto a voto ainda neste mês, possivelmente no dia 28. Essa estratégia agora está suspensa.

Os líderes do Congresso têm repetido que a reforma da Previdência só tinha chance de ser aprovada em fevereiro. Depois, a agenda política-eleitoral tomaria conta do país e propostas polêmicas não poderiam mais ser analisadas pelos deputados e pelos senadores.

O Poder360 apurou que a nova conjuntura, com a intervenção federal no Rio de Janeiro, será a deixa para o Palácio do Planalto abandonar de uma ver os esforços para aprovar a reforma da Previdência.

Blog:  Cansamos de ouvir que se a reforma da previdência não fosse aprovada, o País quebraria. Então, se for verdade, estamos lascados. Segundo, a segurança pública do Estado do Rio de Janeiro passará a ser bancada por todos os brasileiros.

Viver é Perigoso

INTERVENÇÃO FEDERAL NA SEGURANÇA DO RIO DE JANEIRO


Reflexões para o futuro - Publicada no Viver é Perigoso em 28 de novembro de 2010. O futuro chegou.

Em 1993 (há 25 anos), quando da comemoração dos seus 25 anos, a revista "Veja" presenteou os seus assinantes com um livreto contendo "reflexões para o futuro", com artigos de diversas personalidades. Ontem, dando uma geral na papelada, deparei com o livreto, dei uma olhada, e anotei trecho escrito pelo Zuenir Ventura. 

"...Correndo por fora, existe uma camada geográfica e socialmente periférica, desvalorizada pela mídia, preocupação apenas de antropólogos e sociólogos e sempre vista com suspeição pela polícia. Esses milhares de jovens habitam a periferia das grandes cidades, formando um grupo literalmente marginal. Só no Rio, por exemplo, são quase 2 milhões reunindo-se todos os fins de semana para, à sua maneira, se manifestar numa furiosa comunhão feita sem palavras, de sons e gestos: os bailes funks. São conhecidos como funkeiros por causa da preferência musical, mas possuem características que reforçam um perfil de geração: inconformismo, identidade grupal, capacidade de mobilização e até uma visão particular do mundo. Admiram como heróis líderes do crime organizado, mais por desapreço a todos os outros e menos por engajamento na violência, que cultuam sobretudo simbolicamente, através de liturgias catárticas e semanais. Vestem-se com grifes caras, gostam de copiar o uniforme dos surfistas, que odeiam, e calçam Nike tipo Air. Não chegam a considerar os "caras pintadas" como inimigos, mas têm por eles um grande desprezo. quando se perguntou a um deles porque seu grupo não tinha participado das passeatas pelo impeachment do presidente Collor, a resposta foi que isso era coisa de 'mauricinhos'.
Não se conhece dessas galeras nenhuma manifestação política do tipo convencional. nem assembleias, nem passeatas, nem protestos, apenas uma rebeldia vândala e anárquica, sem consciência política ou de classe. suas demonstrações ainda não foram codificadas. A mais importante ocorreu num domingo de 1992, quando o país se espantou com as imagens que viu na televisão. Era uma espécie de paródia de mau gosto das manifestações estudantis - uma anti-passeata: o arrastão. O grupo de adolescentes que invadiu as praias da zona sul, espalhando o pânico, formava um comando de vanguarda com a mensagem da periferia. A expedição, mais lúcida que bélica, não chegou a provocar saques ou vítimas, mas um medo apocalíptico. a paranoia, a visão de uma tão aguardada invasão bárbara, transformou em ritual selvagem o que ainda era apenas coreografia da violência, diagrama de uma conquista possível, mas não imediata. Era a tomada de um território "inimigo", feita de maneira virtual e provisória, meio simbólica. como disse um dos participantes, de 16 anos, "nós só queria arrepiar os bacanas, mostrar que a praia não é só deles."
A questão para o Brasil em fase de sucessão geracional é saber se vamos continuar temendo a periferia como filho bastardo. Ela tem força real."

Zuenir Ventura 

Viver é Perigoso

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

CANTINHO DA SALA

Apenas repetindo o que todo o mundo já sabe. Alfredo Volpi nasceu na Itália em 1896. Com um ano de idade veio para o Brasil com seus pais. Viveu em São Paulo até 1990, quando tomou o barco.

Sua primeira exposição individual foi acontecer somente em 1944, quando tinha 48 anos. Todas as suas obras foram vendidas.
 
Casou-se em 1942 com Benedita da Conceição, uma garçonete cujo apelido era Judite, seu amor da vida inteira.  Viveram juntos até a morte dela, em 1972, e tiveram uma filha, Eugênia Maria — e adotaram outros dezenove.

Na semana passada (8/2) foi aberta no Museu Nacional de Mônaco, pela princesa Caroline, a primeira retrospectiva de Volpi na Europa.

Sem estudos e tido por muitos como pintor de bandeirinhas de festas juninas, Volpi foi elevado com a retrospectiva de Mônaco, que irá seguir para outros países da Europa, ao mesmo patamar de suas grandes referências, Matisse e Morandi.

Ainda sobre Volpi, amanhã, dia 16/2, uma amostra comercial será aberta na Galeria S2 da Sotheby´s, em Londres.

Um dos pintores mais importantes do modernismo brasileiro

Viver é Perigoso

COM TANTOS TOMBOS


Sempre um enorme prazer conversar com o Reverendo Ephrain Santos Oliveira. Um pregador poeta que concedeu a honra de uma vista na tarde de hoje. Deixou-nos um poema de Fayad Jamis, poeta cubano, numa versão livre do amigo, e também homem de letras, Ephrain.

Com tantos tombos que a vida te deu

Com tantos tombos que deu a vida, e ainda segues dando à vida sonhos.
És um louco que jamais se cansa de abrir janelas e acender luzeiros.
Com tantos tombos que te deu a noite, tanta crueldade, frio e tanto medo, és um louco de mirada triste, que só sabe amar com todo o peito, fabricar papagaios e poemas e outra lorotas que se levam ao vento.
És um simples homem alucinado entre ruas, oficinas e lembranças.
És um pobre louco de esperanças que sente como nasce um mundo novo.
Com tantos tombos que te deu a vida e não te cansas de dizer: te quero.

Viver é Perigoso 

ZÉ MANÉ !

Viver é Perigoso

POIS É...


Deu no jornal O Estado de Minas :

Em meio às discussões que podem levar ao fim do pagamento do auxílio-moradia a autoridades do Judiciário, do Legislativo e do Ministério Público, juízes e desembargadores de Minas Gerais tentam receber o benefício retroativo a antes de agosto de 2014 – época em que a verba para morar começou a ser paga pelo Tribunal de Justiça mineiro – com juros e correção monetária. 

Um documento de seis páginas com vários argumentos jurídicos para justificar a cobrança do retroativo foi encaminhado pela Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) ao presidente do TJ de Minas, Herbert Carneiro, em 16 de janeiro. Três dias depois, o requerimento foi repassado ao ministro João Otávio de Noronha, corregedor nacional de Justiça. 

A justificativa da Amagis – referendada pelo Tribunal de Justiça – é de que a verba está prevista desde 1979, na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LC 35/79), e deveria ter sido paga independentemente de regulamentação estadual, o que só ocorreu em 2014.

Na ponta do lápis, cada um dos 1.038 magistrados teria direito a pelo menos R$ 83.176,87, um custo total de R$ 86,33 milhões para os cofres do TJ. 

Atualmente, o penduricalho equivale a R$ 4.377,73, e levando-se em conta que só podem ser cobrados os últimos cinco anos (pela regra da prescrição), cada magistrado teria direito a 19 parcelas retroativas (de janeiro de 2013 a julho de 2014).

Blog: Por que não reajustam os salários incorporando, de forma justificável e dentro dos índices oficiais, os penduricalhos ? Receberão salários bons, condizentes com o cargo, como todos os funcionários públicos brasileiros, sem anexos isentos de impostos.

Viver é Perigoso 

SEM CARA DE PRESIDENTE


A pessoa para almejar algum cargo tem que ter no mínimo, uma cara que combine com a posição. Até o Lula tinha cara de um líder de esquerda de uma República sul-americana. 
Já o Doutor Geraldo Alkmin que me desculpe. Não tem cara de presidente.

Viver é Perigoso

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

JÁ VEM DE LONGE


Segundo o historiador Armelim Guimarães, no dia 15 de fevereiro de 1862, isso mesmo, há 156 anos, a Câmara Municipal, em nome do povo de Itajubá, transmitia a Sua Majestade Imperador D. Pedro II, as condolências pelo falecimento de seu "augusto sobrinho" Pedro V, o esperançoso.

D.Pedro V, foi rei de Portugal com 16 anos de idade. Tomou o barco aos 24 anos.

Viver é Perigoso

SAINT VALENTINE´S DAY


Para quem gosta de história e cinema, hoje (14/2), dia dos namorados nos EUA, também é lembrado "O Massacre do Dia de São Valentim ou Massacre do Dia dos Namorados".

Como ficou conhecido o assassinato de sete pessoas ocorrido em 1929, durante a era da Lei Seca nos Estados Unidos da América, causado por um conflito entre duas poderosas quadrilhas de Chicago. 

As quadrilhas eram a Gangue do Lado Sul, liderada pelo ítalo-americano Al Capone e a Gangue do Lado Norte, cujo chefão era o polaco-irlandês Bugs Moran.

Hoje, um louco, assassinou 17 pessoas em uma escola da Flórida.

Viver é Perigoso

POUPA TEMPO


Vez por outra temos que elogiar alguma coisa neste País. Tive que renovar a Carteira de Motorista, que certa vez, há séculos, foi transferida para Manaus e de lá para São Paulo, onde ainda temos uma base.

Por lá ficou.

Pensei no tempo e na chateação que envolve o assunto.

Mas não. Entrei no site do Poupa Tempo, marquei o dia e a hora. Cheguei 10 minutos antes. Fui chamado de imediato, mostrei a identidade e a carteira por vencer. Após 5 minutos, seguindo uma linha pintada no piso, entrei, sem espera, em uma sala para os exames de situação física e olhos. Devidamente orientado, dirigi-me ao caixa do Banco ao lado, paguei R$ 139,00 e surpreso recebi a informação que receberei a  carta renovada, em casa, nos próximos dias.

Tudo aconteceu em 20 minutos.

Maravilha.

Viver é Perigoso  

NÃO ESCAPA UM !

Viver é Perigoso

MADURO TORTURA LÁ, SUPLICY CÁ

Viver é Perigoso

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

...MAIS DE MIL PALHAÇOS NO SALÃO


Cada um tem um gosto e somos levados a respeitá-los. Nunca gostei de carnaval, muito embora, tenha vivido alguns bons momentos durante. Alguns momentos...melhor esquecer, como no início dos anos 60, ainda dimenor, recolhido junto com grandes amigos (Chiquinho Valente, João Corrêa, Renato Carneiro, Evanir Alkimim, Giuseppe Rotella e Celso Franco, na cadeia de Brazópolis. Foi uma injustiça.

De repente, não mais que de repente, e razão para muita honra, assumi a presidência do Clube Itajubense, decorrente do afastamento do então Presidente, Luiz Fernando Werdine Salomon, por imposições profissionais. 

O Clube é muito mais do que carnaval. Mais os tempos eram outros, hábitos e costumes diferentes. Bailes com grandes orquestras e carnaval nos salões eram esperados.

Logo eu que não apreciava carnavais, estive na direção do nosso Clube por três anos.

Muita sorte contar com grandes e competentes amigos na diretoria e sob a gerência do extraordinário José Luís Chiaradia, o Califa.

Dalton Barbosa, Wanderlei do Xodó, Professor Roberval, João Mauro, Dr. Anderson, Zé Cláudio e outros companheiros, ajeitamos o terreno na parte de trás do Clube, montamos o circo azul e amarelo, fizemos parcerias com os melhores restaurantes da cidade, com a exigência de praticarem os preços normais do mercado e ter a disposição, pela madrugada afora, salgadinhos quentes e cerveja geladas.

Conjuntos musicais com pouquíssima eletrônica, tocando sem intervalos e a participação inesquecível do Xandi, conduzindo uma bateria com 100 instrumentos, adquirida pelo próprio Clube. Não era tríduo momesco. Eram quatro dias, com músicas da melhor qualidade (o repertório era selecionado pelo Clube), segurança, tranquilidade e muito rigor.

O Clube lotava. 

Hoje, Ces´t Fini para o carnaval de salões. Imperam hoje e a tendência é a adesão total aos blocos de rua, que virou um grande negócio para os empresários organizadores. Cabe ao poder público prover a estrutura básica, de sanitários, trânsito e segurança. Os blocos geram resultados e são sustentáveis.

Caí de paraquedas nos carnavais (3 anos). Sobrevivi e não voltei mais. Não assisto e não tenho interesse. Entendo perfeitamente os que gostam.

Viajar também nem pensar. Estradas cheias e dificuldade de acesso aos serviços.

Recolho-me com prazer aos livros, filmes e músicas. Claro que o inevitável passar dos anos acelerou a opção.

Viver é Perigoso   

   

CANTINHO DA SALA

James Ensor - Rooftops  of Ostend (1884)
James Sidney Edouard Ensor, Barão de Ensor, simplesmente James Ensor. Pintor e gravador belga que viveu em Oostende (maior cidade da costa belga), de 1860 até 1949. Influência importante sobre o expressionismo e o surrealismo. 

Em 1929, ele foi nomeado Barão pelo Rei Albert e  em 1933 recebeu a Legião de Honra.

James Ensor é considerado um inovador na arte do século XIX. 

As principais obras da Ensor também estão no Museu de Arte Moderna de Nova York, no Museu d´Orsay, em Paris, no Museu Paul Getty. em Los Angeles e no Museu Wallraf-Richartz em Colonia. 

Uma exposição de cerca de 120 obras de James Ensor foi exibida no Museu de Arte Moderna Nova York em 2009, e depois no Museu d´Òrsay, Paris, outubro de 2009 a fevereiro de 2010. O Getty montou uma exposição semelhante de junho a setembro 2014.

Viver é Perigoso

E O SEGOVIA, HEIN ?


Viver é Perigoso

MANUAL DE REDAÇÃO


"As pautas não estão dentro das redações. Ela gritam em cada esquina. É só por o pé na rua e a reportagem salta na nossa frente. Essa percepção, infelizmente, é a que mais falta aos jornais, que perderam o cheiro do asfalto, o fascínio da vida, o drama do cotidiano. Têm o gosto insosso de hambúrguer em série..."

Prosseguindo com o jornalista Carlos Alberto Di Franco, do Estado de São Paulo:

"Nós jornalistas, temos um papel importante. Devemos dar a notícia com toda a clareza. Precisamos fugir do jornalismo declaratório. Nossa missão é confrontar a declaração do governante com a realidade dos fatos. Não se pode permitir que as assessorias de comunicação dos políticos definam o que que deve ou não ser coberto. O jornalismo de registro, pobre e simplificador, repercute o Brasil oficial, mas oculta a verdadeira dimensão do país real. Precisamos fugir do espetáculo e fazer a opção pela informação. Só assim, com equilíbrio e didatismo, conseguiremos separar a notícia do lixo declaratório.
Transparência nos negócios públicos, ética, boa gestão e competência são as principais demandas da sociedade...
Jornalismo é a busca de essencial, sem adereços, qualificativos ou adornos. O jornalismo transformador é substantivo. Sua força não está na militância ideológica ou partidária, mas no vigor persuasivo da verdade factual e na integridade da sua opinião.
Informação é arma da cidadania."

Viver é Perigoso

TOMOU O BARCO



A velha guarda conheceu bem o Sr. Vito Rocco Farinola, simplesmente, Vic Damone. Cantor, ator e apresentador de programas de rádio e TV nos EUA.

Nasceu em Nova Yorque e tomou o barco na segunda-feira, dia 11, em Miami Beach, aos 90 anos. Voz bonita e estilo grandes cantores americanos.

Vic Damone foi convidado para fazer o papel do cantor Johnny Fontane (inspirado em Frank Sinatra) no filme "O Poderoso Chefão", considerados um dos melhores, o melhor, filme da história do cinema.

Foi casado por diversas vezes, uma delas, que mereceu grande destaque na época, foi com a atriz Pier Angeli, que tinha sido namorada do astro James Dean.

Viver é Perigoso

BASE DE LANÇAMENTO


Ouvido ontem à tarde na Sorveteria do Mauro, na Praça Theodomiro Santiago, claro, encarando um imbatível sorvete de queijo com goiabada:

Cara ! muito do bom vir passar esses dias aqui em Itajubá. Fica pertinho do carnaval de Santa Rita e Cristina. E a galera não precisa se preocupar com transporte. Tudo da hora. Ônibus especiais, vans... Dá hora !

Viver é Perigoso 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

ALGUMA COISA ACONTECE...


No meu primeiro emprego como engenheiro, trabalhei por quatro anos no centro antigo de São Paulo. Comecei ali em janeiro de 1974 e fui até o final de 1977. Bons tempos, bons amigos e muita aprendizagem. Perdi o medo natural que nós mineiros tínhamos da Capital Paulista.

Com um mês de São Paulo, mais exatamente no dia 01 de fevereiro, presenciei ao vivo, das janelas do prédio onde trabalhava, o incêndio do Joelma, na Praça das Bandeiras. Cerca de 200 pessoas tomaram o barco. Aconteceu numa sexta-feira, antes do almoço. Catei minha bolsa, fui caminhando para a rodoviária, que ficava também no centro, tomei o primeiro Transul para a terrinha, com o firme propósito de não voltar mais.

Não deu. Na segunda-feira já estava lá de volta.

Diariamente almoçava com os amigos do trabalho nos restaurantes das proximidades das Praças da Sé, João Mendes, Patriarca, em ruas periféricas. Batia ponto nas livrarias e sebos da João Mendes.

Era tranquilo. Vez por outra uma correria provocada por um rapa da polícia e fiscais e por, novidade na época, ação de um trombadinha.

Estive durante a semana passada, levado por obrigações, circulando pelo centro velho da cidade. Assustador e escreveria sobre isso, quando leio o que Carlos Alberto Di Franco escreveu no Estadão:

"Você, amigo leitor, tem ido ao centro antigo de São Paulo ? Faça o teste. É um convite à depressão. É uma cidade assustadora: edifícios pixados, prédios invadidos, gente sofrida e abandonada, prostituição a céu aberto, zumbis afundados no crack, uma cidade sem alma e desfigurada pelas cicatrizes da ausência criminosa do poder público."

Voltando: Não existe mais a presença da Bandinha do Exército da Salvação recolhendo donativos e mesmo, pregadores evangélicos com rápidos sermões e distribuição de conselhos impressos.

É a vida...Creio que desistiram.

Viver é Perigoso