quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

DEPOIS A GENTE VÊ COMO FICA


No início da primeira administração do atual governo, o homem forte era o experiente Engenheiro Adilson Primo, que dizia sobre recursos públicos: " Dinheiro tem. O que falta são projetos". Evidentemente os tempos eram outros.

Mas, tudo indica que a atual Administração continua estudando na mesma cartilha. Fica atenta aos cofres de Brasília.

Detetam recursos no Ministério X para infraestrutura urbana. Correm atrás do recurso e depois bolam alguma obra para conseguir a verba, normalmente através de empréstimos.

Idem, no Ministério dos Esportes, consultam sobre o montante disponível e discutem o que daria para fazer e adaptam um projeto em cima.

Aguardem um Ministério desses disponibilizar recursos (sempre empréstimos) para os municípios que se disponibilizarem para receber, alojar e integrar os irmãos venezuelanos em fuga do seu país ?

Na certa nos acostumaremos, em pouco tempo, a ouvir espanhol na Rua Nova.

Viver é Perigoso   

DEU BARRACO


Em entrevista à jornalista Andreia Sadi, o Ministro Gilmar Mendes, gratuitamente e dentro da sua conhecida educação, disse que o seu colega de STF, Luís Roberto Barroso "fala pelos cotovelos, que antecipa julgamento e que precisaria suspender a própria língua.

O ministro Barroso respondeu:

"Jamais antecipei julgamento. Nem falo sobre política. Eu vivo para o bem e para aprimorar as instituições. Sou um juiz independente, que quer ajudar a construir um país melhor e maior. Acho que o Direito deve ser igual para ricos e para pobres, e não é feito para proteger amigos e perseguir inimigos. Não frequento palácios, não troco mensagens amistosas com réus e não vivo para ofender as pessoas."

Viver é Perigoso

MOÇA BONITA

Andreia Sadi

Como disse o Marçal Aquino, "Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios"

Viver é Perigoso

CARTA BRANCA

Viver é Perigoso

O MAIOR EMPRÉSTIMO DA HISTÓRIA


Na realidade tomei conhecimento da notícia ontem à noite. Rascunhei a postagem, ia publicar, pensei bem, e deixei para publicar hoje. Essas notícias não são boas de ler antes de dormir. Tira o sono e quando ele vem, aparece cheio de pesadelos.

Mas enfim, vamos lá:

Estão na Câmara Municipal de Itajubá dois Projetos de Lei enviados pelo Senhor Prefeito. De números 4271/2018 e 4272/2018. Deverão ser aprovados com louvor pela ampla e fiel base aliada. Tudo tranquilo e dentro do previsto.

Trata-se da aprovação do empréstimo a ser feito pelo município, junto a Caixa Econômica Federal, da singela quantia de R$ 25 milhões. Não será necessário conferir. É isso mesmo.

O PL 4271/2018 busca R$ 5 milhões e o PL 4272/2018, R$ 20 milhões. O primeiro, mais modesto, é para aquisição de máquinas e equipamentos. O segundo é para obras de infraestrutura. Os prazos para pagamento são, respectivamente, de 120 e de 240 meses.

Como garantia estarão sendo oferecidos as receitas do município e a Carta Consulta feita junto ao Ministério das Cidades já foi aprovada.

As Comissões internas da Câmara já deram o "siga adiante", citando que hoje a dívida consolidada líquida do município é de apenas R$ 8.772.206,88.

Sei não, mas depois do almejado contrato com duração de 25 anos, de cerca de R$ 120 milhões a ser fechado com uma empresa de manutenção elétrica, a concessão para exploração do Parque Municipal por 25 anos, prorrogáveis por mais 25 anos, chego a pensar que a Moçada da Administração entendeu errado a ideia de visão de futuro, gestão a longo prazo, pensar longe, etc.

Devem estar mais focados na máxima " O futuro aos Céus pertence".

Resumindo, o quinto prefeito eleito, após a atual Administração, se tudo correr bem, ainda estará pagando o empréstimo e nossa esperança se concentra no sistema de aprovação de créditos da Caixa Econômica Federal.

Viver é Perigoso    

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

VALEU A PROVOCAÇÃO


Corra para lá ! O aleivosiascomlimao.blogspot.com.br voltou. E voltou com tudo. E o Zelador atuou de comentarista pela primeira vez.

Viver é Perigoso

ÊPA !


Viver é Perigoso

AS PESSOAS E SEUS LIVROS


Interessante a coluna da Ruth Manus no O Estado de São Paulo. Aliás, todos os seus escritos são interessantes.

"...Foi então que eu descobri que as pessoas têm relações absolutamente distintas com seus livros. O que parece normalíssimo para alguns, parece um verdadeiro sacrilégio para outros. Temas como emprestar ou não emprestar, doar ou não doar, anotar ou não anotar, dobrar ou não dobrar, tornam-se dilemas tão shakespearianos quanto ser ou não ser.

Eu confesso que realmente adoro anotar coisas nos meus livros. Puxar setas, grifar frases, colocar asteriscos. Eu não tenho qualquer problema em fazer isso a  caneta. Até com caneta vermelha, se for preciso. Meus livros frequentemente se parecem com a bandeira do orgulho gay. No entanto, tenho a mais profunda aversão a pessoas que dobram a pontinha da página para marcar algo que julguem relevante. Isso sim me tira do sério.

Minha mãe faz algumas anotações, mas sempre a lápis. Meu pai é absolutamente incapaz de interferir nas linhas. Quando muito coloca seu nome na primeira página. Minha tia compra o livro, lê e doa. Acho a coisa mais linda do mundo. E não tenho a menor capacidade de fazer o mesmo. Preferia doar dinheiro vivo para bibliotecas públicas do que doar os meus livros. Simplesmente não consigo evitar esse sentimento egoísta de amar prateleiras gorduchas.
Outro dia minha irmã me perguntou por que eu tinha um Kindle. Eu antes de lembrar daquele aparelho para ler livros digitais, confundi Kindle com Kinder e me perguntei por que minha irmã que eu deveria ter ovos de chocolate recheados com surpresas nessa fase da vida. Mas depois que entendi, respondi quase ofendida, "Ué Nina, porque eu gosto de livros!". Ela me olhou com aquela cara de administradora hi-tech e disse "os livros não deixam de ser livros por serem digitais". Até hoje não sei bem o que pensar, me mantendo no conservadorismo do papel.
Soma-se a isso a traumática experiência de emprestar livros. Quantos livros foram e não voltaram ? Quantos livros ficaram nas nossas prateleiras sem que saibamos exatamente quem nos emprestou? Trata-se de uma prática cujos índices de insucesso rondam os 98%.
Ninguém dá atenção para esse assunto, mas a relação das pessoas com seus livros é tão íntima quanto uma vida de casal. Há pormenores, traumas, manias. Há sutilezas, pânicos, bloqueios. Prefiro que mexam no meu queijo do mexam nos meus livros. Eu hein ? vai que dobram a pontinha da página. " 

Blog: Penso diferente no tocante a emprestar livros. Fico feliz com empresto livros. Às vezes voltam e outras não. Não me preocupo. Estou tentando avançar com o Kindle. É prático mas não é gostoso como o livro. Também tenho mania de fazer anotações e não me importo com o dobrar de pontinhas. Mas que me apego a eles, sem dúvida.

Viver é Perigoso

A DESGRAÇA CHAMADA REELEIÇÃO


Creio que todos concluíram que que uma das saídas, talvez a principal delas, é a renovação ampla e irrestrita do Congresso Nacional.

Difícil, ou melhor, quase impossível. 

Segundo os jornais, o PP e o PR decidiram dar, de R$ 2,5 e R$ 2,2 milhões para cada deputado da sigla que irá disputar a reeleição. O PSD, que pretendia dar R$ 1,0 milhão para cada um dos seus deputados disputar a eleição, corre o risco de perder parte substancial da sua bancada. O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, no entanto, confirmou que reservou para cada deputado do partido cerca de R$ 2 milhões da fatia do fundo eleitoral a que o seu partido terá direito. Para não ficar para trás, o MDB bateu o martelo esta semana e divulgou seus valores: vai repassar, para cada deputado com mandato, R$ 1,5 milhão para a campanha. Os senadores que disputarem a reeleição terão R$ 2 milhões".

Os deputados e senadores poderão negociar seus passes, trocando de camisa, sem risco de perder o mandato, com a abertura da temporada de compra e venda,também chamada de janela partidária, que deve durar 30 dias, iniciando-se no próximo dia 7 de março.

O clima em Brasília está para grandes negócios.

 A principal moeda de troca usada pelos partidos tem sido o dinheiro público que bancará as campanhas. Além do fundo eleitoral, estimado em R$ 1,7 bilhão, mais R$ 888 milhões do Fundo Partidário poderão ser distribuídos aos candidatos.

Como um candidato novo pode concorrer ? Jamais.

A campanha funciona mais ou menos assim: O deputado buscando a sua reeleição, "contrata" um cabo eleitoral da cidade, normalmente, um político exercendo cargo e com avaliação razoavelmente positiva na praça. Acerta com ele o apoio, com a distribuição de propaganda no município, o que inclui entrevistas, citações, bolas, medalhas para torneios de futebol, remédios, adiantamento de exames médicos, pagamentos de contas de água e luz e pessoas balançando bandeiras nos cruzamentos movimentados.
  
O mercado estima o custo de um voto entre R$ 20 e R$ 50 reais. A meta de 5.000 votos, custará ao candidato a bagatela de R$ 250 mil.

E quem pagará ?  Nós.

É a vida...

Viver é Perigoso 

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

MOMENTOS MÁGICOS



Viver é Perigoso

NETFLIX


Após as legendas de praxe começou a primeira temporada: Era feriado, mas não era. Deixou de ser feriado sem ser. Voltou a ser feriado sem ser. Deixou de ser feriado sem ser. 
Sucesso.
Segunda temporada: Voltou a ser feriado, desta vez sendo, com tempo limitado de vida de dois anos. Baixa audiência.

Publicada Portaria 109/2018 que, considerando a Lei 3232/2018, determinou ser feriado por dois anos (2018 e 2019) o dia 19 de março.

Só aqui, no canal municipal.   

Viver é Perigoso

SEQUÊNCIA LÓGICA


Primeiro afirmam não ter conhecimento de nada

Mais adiante dizem ser uma deslavada mentira.

Depois dizem se tratar de perseguição política.

Em seguida declaram ser doação oficial de campanha

Adiante afirmam ser sobras de campanha

Depois...se não têm foro privilegiado vão para a cadeia

Com foro privilegiado e com processos virando antiguidades no STF,

Seguem, livres, leves, soltos e...candidatando-se.

Viver é Perigoso 

EM OUTROS TEMPOS

Bilbao, como todos sabem, está no País Basco. É costume de lá, alguns amigos se reunirem e montar um pequeno local para encontros de negócios e conversar. Uma cozinha e um bar. Os cozinheiros e garçons são os próprios. Um tipo Clube dos 20 que já existiu em Itajubá.

Numa tarde/noite em Bilbao, um dos amigos me convidou para encarar um bacalhau Pil-Pil. Lá fui, assisti a elaboração do espetacular prato, tomando um vinho Altar, da vinícola de um deles. Éramos, se me lembro bem, em oito pessoas.

Sentado em um sofá, conversei longa e agradavelmente com o convidado especial para o jantar.  Nada mais, nada menos, que o então embaixador do Brasil na Espanha, de passagem por Bilbao.

Embaixador José Viegas Filho. Um cavalheiro e com uma vivência extraordinária. Um homem, por toda a sua vida, de esquerda. Formado pelo Instituto Rio Branco. Foi embaixador na Dinamarca, na Russia, no Chile, no Peru e Ministro da Defesa no governo Lula, entre 2003 e 2004, quando pediu demissão.

Foi nomeado embaixador na Espanha em 2005.

Como curioso, acompanhava de perto seus pronunciamentos e admirava. Era um esquerdista lúcido, gentil e educado.

Era casado (não sei se ainda o é), com uma bonita peruana, Sra. Erika Stockholm. Registrei isso na conversa, ele sorriu e agradeceu. Falou sobre o PT, sobre o Brasil, sobre a Rússia e sobre Cuba. Os amigos todos atentos.

Tudo muito simples. O prato pronto e todos se serviam diretamente na enorme e funda frigideira. Aprendi um bocado sobre a esquerda e sobre os bascos.

Porque abordar o tema ? Ouviremos falar do Ministro Viegas dentro de pouco tempo. 

1 kg de bacalhau dessalgado, sem espinhas e cortado em pedaços / 500ml de azeite de oliva / 3 dentes de alho ou a gosto / 1 pimenta dedo-de-moça ou a gosto / Salsa fresca a gosto

1 – Seque bem os pedaços. Em panela ou frigideira larga e de fundo grosso, que mantenha o calor, aqueça 300ml de azeite com o alho laminado e a pimenta cortada, sem sementes, até quase dourar. Desligue o fogo e reserve alho e pimenta.

2 – Assim que o azeite estiver morno (você tem que conseguir colocar o dedo nele), coloque os pedaços da bacalhau com a pele para cima, sem empilhar. Ligue o fogo no mínimo e comece a girar a panela agitando o azeite com o bacalhau.

3 – Com cuidado para o azeite não esquentar demais (tire a panela da boca do fogão), mantenha o movimento. Começarão a aparecer bolinhas brancas flutuando no azeite, que aumentarão até deixar o líquido embranquecido.

4 – Continue o processo até perceber que um molho opaco está se formando. Retire o bacalhau.

5 – Com o verso de um coador, garfo, ou ‘fuet’, bata suavemente de modo constante, fora do fogo, como se estivesse fazendo um vinagrete ou maionese, acabando de emulsionar e engrossar o molho.

6 – Sirva o bacalhau com o molho, o alho e a pimenta reservados. Enfeite com salsa.

Viver é Perigoso

ALEIVOSIAS COM LIMÃO


Um blog com textos inteligentes, creio que da terrinha, e que, para nós leitores, teve vida curtíssima, sabemos lá por qual razão. Talento e presença de espírito foram marcas registradas do:
http://aleivosiascomlimao.blogspot.com.br/
Existiu no período de 19 aa 25 de setembro de 2010, com o registro de apenas 8 posts publicados. Leiam esse sobre um imortal ex-presidente:

ANIMAIS DE BIGODE

SARNEY (tudopelosocialis)

Habitat: locais com pouca presença do estado, baixa educação, pouca democracia.
Hábitos políticos: na fase inicial se alia a ditaduras para se reproduzir, mas pode se aliar a partido de trabalhadores (se for necessário).
Com ótimo faro, nunca afunda; mas muda e se alia a antigos predadores (como os tancredos, os ulisses, os lulas e os collores).
Se tiver chance, vira presidente do Brasil por sorte dele (ou azar dos outros).
Como presidente, faz um governo pfio, mas pode conseguir também grandes catastrofes.
Adora um cargo federal.
Todos na família tem uma boquinha.
Quando presidente, comandou alguns trem da alegria, que deu um cargo para cada morador da região norte 
Imortal da academia e da política.
Não reproduz em cativeiro.
Aliás, nunca foi para cativeiro.

Anselmo

Blog: O Zelador do Viver é Perigoso está sempre "entrando" no aleivosiascomlimao, na esperança que tenha novidades. Debalde.

Viver é Perigoso

É A VIDA...


Insistem em comparar a física com a vida. Na física, pólos diferentes se atraem e iguais se repelem. Estamos vendo na vida, pessoas de pólos iguais e ruins se atraindo. Pessoa de pólos iguais e bons, não se atraindo e nem se repelindo, acomodadas, indiferentes. 

John Chair

Viver é Perigoso

SOBRE PASSA QUATRO


"A revolução de 1776 (Guerra da Independência) nos deu a liberdade. Quem nos deu a igualdade foi Samuel Colt"

Um americano

Viver é Perigoso

ENQUANTO ISSO...

Viver é Perigoso

domingo, 25 de fevereiro de 2018

DISSERAM:


"Eu também não sou um homem livre. Mas muito poucos estiveram tão perto."

Millôr

Viver é Perigoso

PORQUE HOJE É DOMINGO



Ponte sobre águas revoltas

Quando você estiver exausta
Sentindo-se insignificante
Quando as lágrimas estiverem em seus olhos
Eu enxugarei todas elas

Eu estou ao seu lado
Oh, quando os tempos ficarem difíceis
E os amigos não mais puderem ser encontrados
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente

Quando você estiver chateada
Quando você estiver na rua
Quando a noite descer pesadamente
Eu a confortarei

Eu a ajudarei
Oh, quando a escuridão vier
E a dor estiver por perto
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente

Continue a viver em brilho
Continue vivendo
Sua hora chegou para brilhar
Todos os seus sonhos estão a caminho

Veja como eles brilham
E se você precisar de um amigo
Eu estarei logo atrás
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente

Blog:
A inspiração inicial para Bridge Over Troubled Water veio de uma canção gospel, Oh, Mary, Don’t You Weep, do grupo Swan Silvertones, mais precisamente da frase “I’ll be a bridge over deep water if you trust my name”, e a letra de Simon segue a mesma linha: o amigo pronto a ser “uma ponte sobre águas turbulentas” a qualquer hora que seja necessário. 

A canção me foi apresentada pelo amigo, colega de turma e primeiro da classe, Carlos Ribeiro, o nosso Carlão, do Morro Chic, no início de 1970.

Viver é Perigoso

EM OUTROS TEMPOS


O Blog, por razões óbvias, se distanciou do Face, onde vez por outra aparecia nas linhas do Edson Riera. Passando hoje por lá, deparei com as lembranças publicadas há 6 anos, dia 25/02/2011. Realmente os tempos eram outros e fica comprovado, que burramente, algumas pessoas não mudam.

Viver é Perigoso no Rádio

O zelador foi convidado para falar do "viver é perigoso" e também sobre outros assuntos, amanhã, às 11:30, no Programa Itajubá Notícias da Futura FM, sob a direção do Rodrigo Marques.
O zelador não foi convidado oficialmente e por escrito. Bastou um simples telefonema e a sua presença na terrinha.
Dê um chapéu no seu chefe e sintonize no www.futurafm.com.br
Mande seu respeitoso questionamento, conforme já combinado, pelo email roma@futurafm.com.br
Os anônimos poderão participar, mantendo a condição.
Até lá 

Comentários publicados, na ocasião, no Blog: 

1 - Anônimo disse...

Êêêê!
Anônimos agora terão voz literalmente, vamo lá cumpanherada!
24 de fevereiro de 2011 23:26
 
2 - Anônimo disse...

Edson,
A Radio Futura é um Show de democracia.
Esse é o caminho para resolver todas as questões.
Felicidades na entrevista que não perderei por nada.
24 de fevereiro de 2011 23:55

3 -  Wartão disse...

Zé, veja uma pergunta feita ao criador do Wikileaks, Julian Assange e a sua resposta:

Pergunta: Na sua opinião, o que é mais perigoso para a democracia: a manipulação de informações por governos ou a manipulação de informações pela mídia?
Resposta: A manipulação das informações pela mídia é mais perigosa, porque quando um governo as manipula em detrimento do público e a mídia é forte, essa manipulação não se segura por muito tempo. Mas se a própria mídia se afasta do seu papel crítico, não somente os governos deixam de prestar contas como também os interesses ou afiliações perniciosas da mídia e de seus donos permitem abusos por parte dos governos.
Moral da história: A midia, desde que isenta de paixões politicas é imprescindível para a democracia e para uma governabilidade boa.
Estaremos atentos à sua entrevista na FM Futura.
25 de fevereiro de 2011 09:43

4 -  Anônimo disse...

Lealdade a verdade é muito perigoso.
Boa entrevista,,,,gostei.
25 de fevereiro de 2011 14:55 

5 -  Anônimo disse...

Agora que o Ulisses arranjou um mandatozinho aí (que me diz minha experiência de vida deve ser o primeiro e último porque ninguém se equilibra tanto tempo na aba do chapeu de um federal assim)Mas bom, agora que o Ulisses tá em evidência, todo mundo gosta dele! Até o zelador, que disse isso na futura. Menos gente, menos...
25 de fevereiro de 2011 15:29

6 - Edson Riera disse...

Anônimo,
Tenho um relacionamento amigável com o Ulisses há uns 10 anos ou mais. Quase sempre divergindo nas ideias,mas sempre nos respitando. 
Se não tivesse o meu candidato a Dep. Estadual, poderia muito bem ter votado nele, como já votei no Laudelino no passado.
Edson
25 de fevereiro de 2011 15:39

 7 - Anônimo disse...

Parabéns pela entrevista a vc e ao RM.,
Chico
26 de fevereiro de 2011 13:50

É a vida...

Viver é Perigoso

IMPOSTO DE RENDA

Viver é Perigoso

sábado, 24 de fevereiro de 2018

FASCINAÇÃO



Viver é Perigoso

CANTINHO DA SALA

Rufino Tamayo - Perro de Luna 1973
Rufino del Carmen Arellanes Tamayo, simplesmente, Rufino Tamayo, pintor mexicano nascido em Oaxaca, em 1899.

Considerado um dos pintores mexicanos de maior importância do século XX, ao lado de Rivera, Siqueiros e Orozco.

Tomou o barco em 1991, na Cidade do México.

Viver é Perigoso

ELOQUÊNCIA SINGULAR


Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:

— Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...

O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular:

— Não sou daqueles que...

Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem — que recusa? — ele que tão facilmente caia nelas, e era logo massacrado com um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:

— ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades como representante do povo nesta Casa, não sou...

Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado em plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português: ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser.

— ...daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...

Safara-se porque nem se lembrava do verbo que pretendia usar:

— Não sou daqueles que...

Daqueles que o quê? Qualquer coisa, contanto que atravessasse de uma vez essa traiçoeira pinguela gramatical em que sua oratória lamentavelmente se havia metido de saída. Mas a concordância? Qualquer verbo servia, desde que conjugado corretamente, no singular. Ou no plural:

— Não sou daqueles que, dizia eu — e é bom que se repita sempre, senhor Presidente, para que possamos ser dignos da confiança em nós depositada...

Intercalava orações e mais orações, voltando sempre ao ponto de partida, incapaz de se definir por esta ou aquela concordância. Ambas com aparência castiça. Ambas legítimas. Ambas gramaticalmente lídimas, segundo o vernáculo:

— Neste momento tão grave para os destinos da nossa nacionalidade.

Ambas legítimas? Não, não podia ser. Sabia bem que a expressão "daqueles que" era coisa já estudada e decidida por tudo quanto é gramaticóide por aí, qualquer um sabia que levava sempre o verbo ao plural:

— ...não sou daqueles que, conforme afirmava...

Ou ao singular? Há exceções, e aquela bem podia ser uma delas. Daqueles que. Não sou UM daqueles que. Um que recusa, daqueles que recusam. Ah! o verbo era recusar:

— Senhor Presidente. Meus nobres colegas.

A concordância que fosse para o diabo. Intercalou mais uma oração e foi em frente com bravura, disposto a tudo, afirmando não ser daqueles que...

— Como?

Acolheu a interrupção com um suspiro de alívio:

— Não ouvi bem o aparte do nobre deputado.

Silêncio. Ninguém dera aparte nenhum.

— Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que não ouvi bem — e apontava, agoniado, um dos deputados mais próximos.

— Eu? Mas eu não disse nada...

— Terei o maior prazer em responder ao aparte do nobre colega. Qualquer aparte.

O silêncio continuava. Interessados, os demais deputados se agrupavam em torno do orador, aguardando o desfecho daquela agonia, que agora já era, como no verso de Bilac, a agonia do herói e a agonia da tarde.

— Que é que você acha? — cochichou um.

— Acho que vai para o singular.

— Pois eu não: para o plural, é lógico.

O orador seguia na sua luta:

— Como afirmava no começo de meu discurso, senhor Presidente...

Tirou o lenço do bolso e enxugou o suor da testa. Vontade de aproveitar-se do gesto e pedir ajuda ao próprio Presidente da mesa: por favor, apura aí pra mim, como é que é, me tira desta...

— Quero comunicar ao nobre orador que o seu tempo se acha esgotado.

— Apenas algumas palavras, senhor Presidente, para terminar o meu discurso: e antes de terminar, quero deixar bem claro que, a esta altura de minha existência, depois de mais de vinte anos de vida pública...

E entrava por novos desvios:

— Muito embora... sabendo perfeitamente... os imperativos de minha consciência cívica... senhor Presidente... e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...

O Presidente voltou a adverti-lo que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:

— Senhor Presidente, meus nobres colegas!

Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito de desfechou:

— Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.

Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem! Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.

Fernando Sabino

Viver é Perigoso

ANIVERSÁRIO DO PT

Viver é Perigoso

E O JORNAL DO BRASIL, HEIN ?


Depois de oito anos sem edição impressa, amanhã, domingo, o “Jornal do Brasil” volta a circular.
No primeiro dia a tiragem será de 50 mil exemplares e, ao longo do mês seguinte, para testar a recepção dos leitores, de 20 mil exemplares diários, sete dias por semana. Os cadernos estão divididos da seguinte maneira: cabeça, com dois cadernos de 24 e 12 páginas; Caderno de Esportes, com oito páginas; e Caderno B, com oito páginas.
O preço de capa será de R$ 5,00.

Fundado em 1891, o “JB” marcou a modernização do jornalismo brasileiro a partir de 1959, quando Janio de Freitas, hoje colunista da Folha, comandou sua reforma gráfica.

Diz Omar Peres, empreendedor conhecido mais como do ramo de restaurantes e que decidiu lançar-se no setor de comunicação:

Mais do que na produção de conteúdo, o jornal vai economizar com impressão e distribuição, que ficarão a cargo da Infoglobo no Rio e do “Jornal de Brasília” para a pequena tiragem na capital federal (2.000). Em São Paulo, só estará disponível nos aeroportos.

Publicidade e assinaturas não serão prioridade. “O plano de negócios foi todo realizado para a venda de bancas”, citando uma pesquisa que levantou “um potencial de 50 mil a 100 mil leitores por dia” no Rio.

Assinaturas, inclusive para a versão digital, podem ser implementadas no futuro. E o jornal já tem um departamento de publicidade, com seis profissionais, mas o eventual retorno “será lucro”.

O que vai viabilizar o projeto é seu baixo custo operacional. A estrutura “é muito pequena”, inclusive Redação. Serão cerca de 30 jornalistas. Contando colunistas e outros, o “time total” chega a 50, “jornalistas muito experientes. Eles vão responder por reportagens especiais, artigos e colunas, que se somarão à edição, “para dar a cara do ‘Jornal do Brasil’”, do material fornecido por agências como Estado e France Presse e o jornal esportivo “Lance”.

Saudade.

Viver é Perigoso

AJEITANDO A CARGA


O pau quebrou feio em Brasília. O PP do Deputado Federal Dimas Fabiano, puxou o tapete do presidente do partido em Minas, Alberto Pinto Coelho, ex-deputado e até ex-governador, quando substituiu o Anastasia.

Numa mudança articulada pela bancada federal (com Dimas Fabiano), o deputado federal Renzo Braz assumiu na quarta-feira a presidência do partido no lugar de Alberto Pinto Coelho, aproximando o partido da possível pré-candidatura  para governador do Rodrigo Pacheco, do PMDB, que estaria indo para o DEM.

Contrariados, Alberto Pinto Coelho e Dinis Pinheiro, se desligaram do PP. Sempre foram muito próximos do PSDB e ensaiavam apoio para a chapa (para governo do Estado), composta pelo Marcio Lacerda (PSB) e o próprio Dinis Pinheiro.

A turma afastada saiu dando tiros. Declarou Dinis Pinheiro: 
" o partido segue como um balcão de negócios submetido aos interesses de Brasília"

Revidando, respondeu Renzo Braz :
 "O PP vai ser protagonista, não vai ser um amador, um puxadinho". 

Por sempre estar próximo dos tucanos, causou surpresa o  Deputado Dimas Fabiano estar ao lado dos que assumiram o poder.

É a vida...

Viver é Perigoso 

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

HOJE É DIA DE ROCK



Foi o cara. Carl Lee Perkins, simplesmente, Carl Perkins, nasceu em 1932 no Tennesse. pioneiro do rockabilly e ídolo dos Beatles. Ele escreveu e gravou inúmeros clássicos, incluindo “Blue Suede Shoes”.

Carl Perkins foi, ao lado de Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Roy Orbison e Johnny Cash, uma das joias da coroa da Sun Records, gravadora de Memphis que foi fundamental para o surgimento do rock and roll. 

No final de 1955, o cantor e guitarrista lançou “Blue Suede Shoes”, tornando-se um dos fundadores do rock and roll. A canção estourou nas paradas pop, country e de rhythm and blues. 

Perkins era adorado pelos Beatles, que gravaram oficialmente três canções dele: “Honey Don’t”, “Everybody is Trying to Be My Baby” e “Matchbox”.  O guitarrista foi uma das maiores influências de George Harrison. 

Em 1987, ele entrou para a Hall da Fama do Rock and Roll. 

Em 1996, gravou o álbum Go Cat Go!, que teve duetos dele com os quatro Beatles – John Lennon apareceu através de uma gravação de arquivo de “Blue Suede Shoes”. Outros super astros presentes no trabalho foram Bono, Tom Petty & The Heartbreakers, Paul Simon, John Fogerty (Creedence Clearwater Revival) e Willie Nelson.

Perkins tomou o barco aos 65 anos, em janeiro de 1998, em Jackson, no Tennesse.

Sua versão de "Blue Suede Shoes" foi incluída pelo National Recording Preservation Board no National Recording Registry da Biblioteca do Congresso em 2006.

Viver é Perigoso

MOÇA BONITA

Candice Bergen
Viver é Perigoso

ÊPA !


O Lula, esperto como é, deve estar consciente que, legalmente, não conseguirá ser candidato nas próximas eleições. Deve temer e muito, ter que passar uma boa temporada na prisão. E sabe muito bem que o povo brasileiro é esquecido prá caramba. Em pouco tempo seu nome será pouco comentado.

O Juan Arias, do El País, entende um bocado da política brasileira e o melhor, sem a paixão que envolve todos nós. Quase sempre efêmera, mas existente. Arias escreveu para o seu jornal (resumo).

"Em seu partido existe o temor de que Lula possa fazer uma surpresa, pedindo aos brasileiros que apoiem alguém que, embora não sendo do PT, pareça o mais possível com ele.

Quem poderia ser? É verdade que Lula já decidiu? Seria esse o seu segredo mais bem guardado? Gostaria apenas de lembrar que, terminados seus dois primeiros mandatos, comentou-se que Lula estava indeciso entre Dilma Rousseff e Marina Silva, ambas ex-ministras suas, para sucedê-lo. Marina tinha militado 30 anos no PT de Lula e era vista então como um “Lula de saias”.

Ninguém sabe o que o ex-presidente está decidindo no momento mais crítico de sua vida política e existencial. No entanto, não há dúvida de que, se os seus eleitores procuram alguém parecido com ele, a biografia de Marina é mais próxima da sua, de suas origens humildes, de sua força de superação e de seu compromisso social.

Em muitos aspectos, Marina, que foi forjada na luta dos seringueiros por Chico Mendes, se parece mais com o Lula das origens do que muitos daqueles que militam hoje no PT, um partido que acabou contaminado pela velha política de compromisso e pela corrupção, desvanecendo tantas esperanças que haviam alimentado milhões de brasileiros, dos analfabetos aos intelectuais e artistas. 

Foi aquele partido, que estava começando a se desviar de sua essência, que Marina preferiu abandonar, mas com o qual lhe é mais fácil dialogar, do que, por exemplo, com a direita da caverna."

Viver é Perigoso