segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

NOVO COMPANHEIRO


Depois de muita relutância e aos 70 anos inicio a carreira de leitor de livros digitais. Ainda não me relaciono bem o Kindle (presente da Rachel no Natal). Como dizem os mais novos, estamos  ainda nos conhecendo.

Sempre e por toda uma vida me dei bem com os livros impressos. Nos damos maravilhosamente bem. Tenho-os sempre à vista e sempre carrego um na minha, cada vez mais leve, bagagem. Sempre encaro dois de cada vez. Uma leitura nova e uma releitura, sendo uma sempre mais densa e outra mais descontraída.

O ponta-pé inicial foi dado com a "Utopia" do Thomas Morus. Até aqui sem desencontros, embora com a consciência um pouco pesada por estar, mesmo por poucos momentos, os velhos e bons amigos impressos um pouco de lado.

Sobre livros, escreveu o Ruy Castro, mais especificamente, sobre os sebos:   
"Há um famoso sebo em Nova York, o Strand, na esquina de Broadway e Rua 12, que se anuncia como tendo "18 milhas de livros". Ou traduzindo, 28,96 km de prateleiras, do chão ao teto. 
Quando entrei nele pela primeira vez, em 1972, disse para mim mesmo a frase que nunca abandonei: "Quando morrer, não quero ir para o céu. Quero vir para este sebo". 
Com os anos, adaptei-a a muitos outros sebos, principalmente brasileiros, até que acabei por generalizar: não quero ir para este ou aquele sebo, mas para os sebos -todos.
Fred Bass, que herdou o Strand de seu pai nos anos 1950, quando a loja era uma portinha, e a transformou no maior sebo do mundo, morreu na semana passada, aos 89 anos. Depois de uma vida inteira entre estantes, Bass acabara de se aposentar. A morte é a aposentadoria, só que mais radical.
Pelo menos, Fred Bass já passara a vida no céu."

Viver é Perigoso

6 comentários:

marcos antonio de carvalho disse...

Zelador, amigo:

As duas opções convivem muito bem uma com a outra.
Uma pequena vantagem pro kindle: facilita a leitura daqueles tijolaços que quase provocam fratura exposta de dedos quando ficamo muito tempo com tijolos de papel nas mãos (lecture oblige...), principalmente pros que ficam meio deitados pro labor prazeroso-culto-intelectual.

Outra coisa: a possibilidade de escolher o tamanho da tipologia facilita a vida de idosos como nós, cuja visão de águia é hoje um retrato na parede, e como dói...

Meio a meio acho que dá jogo, no entanto...
Você vai gostar, tenho certeza (???).

Abração desde as fraldas da serra do curral

Edson Riera disse...

Caro Marcos,

Vamos insistir com o novo colega. Fraldas do curral ? O retorno não estava marcado para o dia 19 ? News amigo, news.

Zé lador

Anônimo disse...

Bem vindo ao grupo !

Já uso o Kindle há anos e não tenho o que reclamar. Atende perfeitamente a função mesmo que não tenha o cheirinho de papel é um bom companheiro.
Todos os título que procurei encontrei mesmo os mais antigos.

Saulo

Edson Riera disse...

Saulo,

Vamos adiante. Um abraço.

Zelador

Edson Riera disse...

Marcos,

Estaremos acompanhando o desenrolar à beira do gramado. Torcida organizada fiel.

Zé lador

wartão disse...

Somos mais um nessa fiel torcida organizada