terça-feira, 26 de dezembro de 2017

DISSERAM :


Tenho um lado irônico. Tenho um lado insuportável. Tenho um lado amável. E cada um tem o meu lado que merece.

Chorão

Viver é Perigoso

MOÇA BONITA



Viver é Perigoso

ORIGEM DO FOGUETÓRIO


Marcado pela Prefeitura um foguetório para a passagem do ano. Como tudo o que vem acontecendo na terrinha nos últimos tempos, acontecerá no Parque Municipal. 

Nada mais ultrapassado. Espantam os animais e apavorizam as crianças. Queima de dinheiro chata e não entendível.

Mas é um evento bastante comum na cidade. Impressiona a todos visitantes a quantidade de fogos de artifício que soltam na terrinha. Não tem hora, nem dia e nem local. Os moradores já estão acostumados mas os canarinhos nas gaiolas e cachorrinhos de estimação entram em pânico.

Os mais antigos devem lembrar: até quando da morte do Getúlio Vargas, em 1954, soltaram foguetes ali pelas bandas do Bairro Avenida. Foi preciso a polícia e o exército para proteger os fogueteiros da UDN.

Soltam foguetes em batizados, casamentos, quermesses, promoções comerciais, novenas, final de missas e cultos, carnaval, carreatas e comícios políticos, inaugurações (até de muros), sucesso nos vestibulares, etc.

Democraticamente, na terrinha, o foguete é apartidário. Disparam com gosto os peemedebistas, petistas e outros menos votados.

Muito embora ainda não confirmadas, explicações são apresentadas por alguns de nossos professores de história:
É do conhecimento geral que o bandeirante paulista Miguel Garcia Velho, primo distante do desbravador português Diogo Alvares Correia, que foi chamado pelos índios Tupinambás, de Caramuru (colocou fogo nas águas que na realidade era cachaça), esteve desbravando nossas terras.
Integrando a sua comitiva estavam alguns ricos portugueses moradores em Passa Quatro e outros heroicos imigrantes da 25 de março, que naquela altura, já estudavam o mercado mineiro.
Ao serem atacados pelos ferozes indios Puri-Coroados (onde hoje é o hotel), reagiram, disparando uma salva de tiros com seus modernos arcabuzes.
Os indios ficaram temerosos e maravilhados com os disparos. Se apaixonaram.

Essa tradição e amor pelos fogos vêm sendo transmitida de geração em geração.

Possivelmente não existe uma residência na terrinha que não tenha reservado em cima do guarda-roupa, uma caixa de foguetes caramuru (os únicos que não dão xabu), para qualquer emergência comemorativa, como por exemplo, a prisão de um barbudo, ex-líder sindical. 

Faz sentido.

Viver é Perigoso

ANO NOVO


Viver é Perigoso