sexta-feira, 20 de outubro de 2017

MOMENTOS MÁGICOS



Viver é Perigoso

CONVERSA PARA BOI DORMIR


Um país muito distante foi atingido por uma séria epidemia, que provocava uma persistente dor de cabeça nos seus habitantes. Atingia principalmente os adultos, independente do sexo.

Análises profundas foram feitas. Seminários e reuniões foram realizadas em todas as regiões para discutir a causa. Em algumas localidades os cidadãos sofriam dores atrozes. Em outras nem tanto. Em raras, a aflição não se manifestava.

Num vilarejo assolado pelo mal, uma comissão de notáveis foi formada para consultar um famoso guru, que vivia no alto de uma quase inacessível montanha. Qual seria a origem do estranho mal ?

Após ouvir os detalhes, recolhendo-se aos seus aposentos, o centenário mestre consultou os seus anjos e depois de algum tempo, demonstrando sério cansaço, voltou-se aos aos visitantes apresentando o seu sábio parecer.

Essa estranha dor de cabeça que aflige a população advém das preocupações provocadas pelo desemprego, pelo complicado atendimento da saúde dos seus familiares, a insegurança, falta de esperança e desânimo pela quantidade de denúncias de corrupção dos seus dirigentes.

Óhhhh ! exclamaram surpresos os membros da comissão.

Qual é a solução imediata, amadíssimo mestre, pergunta-lhe o chefe da comissão visitante.

- Bom, murmurou quase sem forças, o velho guru:

A dor de cabeça vem a ser o efeito e uma solução imediata para estancá-la seria possível, mas o correto seria tratar da causa, que vem a exigir um tratamento demorado, de médio a longo prazo.

Mestre, disse o Vice-Chefe, estamos em apuros e não sei se o Senhor sabe, teremos eleições no ano vem. Precisamos de solução imediata. Mais para frente a gente combate a causa, que demandará muito esforço e pior, não apareceria para os olhos dos cidadãos. Optamos por uma terapia para atacar o efeito. Abordar a causa fica para depois.

Caros ouvintes, disse o mestre, não é a solução mais indicada, mas a epidemia de dor de cabeça pode ser amenizada com a disponibilização de divertimento, de distração para o povo, tais como locais agradáveis para passeios, lazer para as sua crianças, projeção de filmes, pequenos shows e muito foguetório.  Funcionará como um potente analgésico.

Mestre, perguntou um dos visitantes, o Senhor acha que seria possível levar adiante as soluções, imediata e a definitiva, juntas ?

Seria o ideal, respondeu o Mestre.

Se retirando apressado, o Chefe agradeceu o Guru, declarando: 

Continuaremos investindo na solução imediata. Quem vier depois que cuide da definitiva.

Viver é Perigoso      


SÓ SE FOR QUADRILHA

Viver é Perigoso

AGORA VAI !


Decreto em preparação no Palácio do Planalto (o Estadão obteve cópia) regularizará a participação de órgãos da administração pública como universidades federais, como sócios minoritários de empresas de tecnologia, principalmente aquelas incubadas na própria instituição. Assim terão uma nova fonte de recursos próprios para investir mais em pesquisas.
O relacionamento universidade/empresa será tomado como um acordo e não um convênio, dispensando a obrigatoriedade de prestação de contas e de licitações.

Blog: Um avanço, desde que, seja feito com muito cuidado. Afinal, estamos no Brasil.

Viver é Perigoso

O INJUSTIÇADO


É uma foto que todos já devem ter visto milhares de vezes, porque tornou-se um símbolo.

Foi tirada em 16 de outubro de 1968, nos Jogos Olímpicos na Cidade do México, quando da premiação dos vencedores dos 200m. 

Nela aparecem o vencedor, o americano Tommie Smith, o terceiro colocado, o também americano John Carlos e o segundo colocado, o branco australiano Peter Norman.

Os americanos levantaram os seus punhos cerrados, sinal de protesto dos "black Power", contra a segregação racial. Na foto, o atleta australiano parece estar alheio ao que está se passando.

Porém, não.

Agora, o escritor negro Khaya Dlanga compartilhou na internet a verdadeira história do velocista Peter Norman, esclarecendo que poucos conhecem a história de valentia e tragédia do corredor australiano.

Na realidade, Norman não estava alheio ao protesto. Não levantou o punho, porém usou no peito uma insígnia para a justiça e igualdade. OPHR - Projeto Olímpico para os Direitos Humanos.

Seu gesto de solidariedade lhe custou muito desgosto. Direto, não pode participar dos jogos olímpicos seguintes, em Munique, em 1972. Deixou o atletismo. 

A ideia para que Norman usasse o escudo foi do atleta americano John Carlos, que confirmou e sabia que poderia ser um problema para ele.

E isso foi o que se sucedeu. Também, como castigo, não lhe permitiram participar da cerimônia dos jogos olímpicos de 2000, realizados em Sidney - Austrália.

Peter Norman tomou o barco em 2006 e o seu ataúde foi carregado pelos companheiros de pódio no México, os americanos, Tommie Smith e John Carlos.

Seia anos depois, em 2012, a Austrália pediu perdão pelo tratamento que lhe foi dado, declarando, que o País não tinha sido correto com ele e não foi reconhecido alguém que tanto fez pela igualdade racial. 

A história do esquecido da foto.

HuffingtonPost

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