terça-feira, 3 de outubro de 2017

FIM DE FEIRA


Sobre a Helibrás, foi publicado no Blog Viver é Perigoso no dia 18 de agosto de 2017: 

Terminou ontem em São Paulo a Labace. A maior feira de aviação executiva da América Latina. 
Em entrevista, disse o presidente da Helibrás, Sr. Richard Marelli:

" O recuo ocorrido nas vendas chegou a 90%, mas há sinais de recuperação. A companhia fechou contrato de venda de cinco unidades neste ano. Em 2016, haviam sido duas, enquanto nos tempos de euforia do setor, a média ficava entre 25 e 30. Os modelos negociados agora são de nível intermediário (de US$ 5 milhões a US$ 7 milhões). Os mais baratos (de cercade US$ 3 milhões) estão quase sem demanda, pois quem os procurava eram clientes novos, que ainda não tinham nenhuma aeronave. Agora, quase não temos mais entrada de clientes novos. O segmento de helicópteros tem sofrido por ter focado muito na venda de equipamentos que atendiam plataformas de petróleo offshore. As industrias de construção civil e de óleo e gás praticamente deixaram de ser clientes. Os patamares de venda só atingirão níveis mais saudáveis depois de 2019."

Blog: Que turbulência ! Bons tempos aqueles das palestras do Lula.

Viver é Perigoso

AU REVOIR MINAS



Escreveu Raquel Faria - O Tempo

A economia mineira corre risco de sofrer mais um duro golpe. Executivos da Airbus Group Brasil revelaram na semana passada, durante uma reunião empresarial fechada, que o grupo estaria cogitando fechar a sua fábrica de helicópteros Helibras, sediada há 37 anos em Itajubá, por falta de demanda. Isso deverá ocorrer, segundo disseram, se os atuais contratos da empresa com as Forças Armadas não forem renovados.

Se os mineiros não ligarem para a Helibras, os franceses se importam. E muito. A indústria de helicópteros é estratégica para eles. Em abril deste ano, durante viagem ao Brasil, o ministro da Economia da França, Michel Sapin, incluiu uma visita a Itajubá em sua agenda para conhecer a linha de montagem e o centro de engenharia da empresa.

A Helibras nasceu de uma parceria do governo de Minas com a francesa Aerospatiale e depois passou ao controle da Airbus Helicopters, uma divisão da também francesa Airbus. Em 2014, a Helibras tinha 820 funcionários. O plano era chegar a mil empregados com um programa de desenvolvimento de aeronaves militares. Mas a crise veio e gorou o plano. A empresa passou a demitir. Hoje, tem cerca de 500 funcionários.

Raquel Faria 

Blog: Imagino que a empresa irá desmentir, meio que deixando no ar a necessidade de receber uma atenção maior do Governo Federal. 
Não se encerra uma atividade industrial tão sofisticada e com tanta técnica, de uma hora para outra. Não se trata de apenas maquinas/equipamentos de testes. Envolve gente, muito treinamento e conhecimento. 
Agora, se o custo da produção/montagem ficar menos interessante do que os de outra unidade instalada em outro lugar do mundo, Adeus. 
É o capitalismo selvagem e sem sentimentos. 
As autoridades federais poderiam ajudar com pedidos de aeronaves militares. Difícil com a falta de grana. O leilão de novas áreas para exploração do petróleo podem ajudar a médio e longo prazo. Ajuda de políticos ? Zero. Só de não encherem o saco será uma boa contribuição.

Viver é Perigoso

FAZ SENTIDO !


Agora deu para entender a última pesquisa Datafolha, que deu Lula na dianteira com 35%. A mesma pesquisa indicou que 54% querem que ele seja recolhido à prisão.

O Sr. André Pedreschi Aluisi, leitor da Folha, analisou a pesquisa: 

"Uma parcela considerável dos brasileiros que eleger o Sr. Lula da Silva em 2018, mas quer que ele despache de dentro de uma prisão."

Faz sentido.

Viver é Perigoso

APENAS UM EMPURRÃO

Viver é Perigoso

CANTINHO DA SALA

Edward Hopper
“O grande homem é aquele que, no meio da multidão, mantém com perfeita doçura a independência da solidão” 

Ralph Waldo Emerson

Um café na esquina, uma rua vazia, olhares distantes, espaços, sombras, frio e silêncio. Uma barbearia, o escritório, um restaurante, um café. Uma mulher, um homem, talvez eles estejam brigando. Talvez estejam apenas sozinhos.

Tudo isso, incluindo objetos, personagens e milhares de perguntas, estão presentes na pintura de Edwar Hopper

Seus personagens estão sempre sós, entretidos consigo mesmos. Talvez em uma solidão urbana quase inevitável, mas não parecem necessariamente tristes. Eles não têm nome, não fazem qualquer coisa extraordinária. Não são diferentes ou especiais. São apenas comuns.

Eles estão ali, trabalhando em um posto de gasolina, estão até mais tarde no escritório, tomam café e compartilham o balcão com desconhecidos, eles leem uma revista ou jornal. E fazem isso enquanto o tempo corre, enquanto alguém está indo de um lugar para o outro, enquanto algo é resolvido ao seu redor.

Hopper, nascido em 1882, é um contador de histórias. Viveu os anos da depressão, viu na cidade de Nova York um lugar para passar seus anos. E foi dela que veio a inspiração para muitos dos seus trabalhos.

Ele nos leva de volta a um espaço no qual a gente normalmente não quer estar. Um espaço de inquietude, por se ver em uma das posições mais incômodas que a cidade nos coloca: a de sermos observadores invisíveis.

Dizem que ele lia todos os dias a citação (grifada acima) do Ralph Waldo Emerson, no qual há uma definição de solidão que o inspirava.

A inquietude que surge por meio da pintura de Hopper pode ser mais fruto do nosso desconhecimento sobre as diferenças entre solidão e solitude, tristeza e melancolia, do que propriamente um fato inerente às obras. Ainda que haja alguma coisa de melancolia nos olhares, nas cores, nas composições, nos lugares, ela não é desesperada.

Hopper é para quem gosta de ler um livro, de ver um filme, de tomar um  café, de caminhar pelas ruas enquanto observa.

Não importa o quanto você olhe. Não importa o quanto você se esforce para ver mais, para entender o que está se passando além daquelas paredes. Não importa sob qual ângulo você tente atravessar seu olhar por aquelas janelas, elas vão continuar teimando em revelar apenas o suficiente para forçá-lo a tentar de novo.

Você nunca vai deixar de ser um observador invisível, condenado ao silêncio, à distância, à melancolia.

Pelas janelas de Edward Hopper, você sempre vai estar condenado à solidão.

Luciano Andolini

Viver é Perigoso

VEGAS

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