terça-feira, 27 de junho de 2017

ADAPTAÇÃO - O LÍDER REVOLUCIONÁRIO


Há muito tempo viveu um homem revolucionário, o  Comandante Inácio.  Era muito valente e jamais teve medo diante de um inimigo e das forças de repressão.
Certa vez, discursando num comício em São Bernado do Campo, em plena ditadura, um companheiro viu que se aproximava um comando do exército.
O comandante Inácio gritou:
- Tragam-me minha camisa vermelha!
E vestindo-a ordenou aos seus homens:
- Cerrem fileiras, vamos enfrentá-los !
Uns dias mais tarde, em uma manifestação no portão de uma fábrica, outro companheiro viu aproximando uma patrulha do exército e um pelotão da polícia militar.
O líder revolucionário Inácio pediu novamente sua camisa vermelha e a vitória voltou a ser sua.
Nesta mesma noite, seus homens perguntaram porque ele sempre pedia a camisa vermelha, antes de encarar as forças da repressão, e o grande líder respondeu:
- Se sou ferido em combate, a camisa vermelha não deixa ver meu sangue, e assim os meus camaradas continuam protestando sem medo.
Todos os homens, diante daquela declaração, ficaram em silêncio e maravilhados com a coragem de seu capitão.
Logo no amanhecer do dia seguinte, um companheiro viu que se aproximava um grupo de procuradores do ministério público tendo a frente um juiz conhecido por Moro e de quebra um policial federal japonês.
Toda os manifestantes dirigiram, em silêncio, os olhos para o comandante Inácio, que, com a conhecida voz rouca, sem demonstrar nenhum medo gritou:

- Tragam-me minha calça marrom !

Viver é Perigoso

CAPITÃO DO TITANIC


Reparem no público presente quando do contra-ataque do Michel Temer a Procuradoria Geral da República. Reconhece algum dos importantes cidadãos ?

Viver é Perigoso

DEPENDENTES

Viver é Perigoso

QUADRILHAS - BIG FIVE


Escreveu Erick Bretas - Tribuna da Internet

Se você analisa as delações da JBS, as da Odebrecht e as das demais empreiteiras, a conclusão é mais ou menos a seguinte: 

1 - A maior e mais perigosa, diferentemente do que diz o Joesley, era a quadrilha do PT. Era a mais estruturada, mais agressiva, mais eficiente e com planos de perpetuação no poder. Comandava a Petrobras, vários fundos de pensão e dividia o poder com as quadrilhas do PMDB nos bancos públicos. Sua maior aliada econômica foi a Odebrecht. O chefão supremo era o Lula. Palocci e Mantega, os operadores econômicos. Era o Comando Vermelho da política: pra se manter na presidência eram capazes de fazer o Diabo.

2 - A segunda maior era a do PMDB da Câmara. Seus principais chefões eram Temer e Eduardo Cunha. Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima, Moreira Franco e Henrique Eduardo Alves eram os subchefes. Lúcio Funaro era o operador financeiro. Mandava no FI-FGTS, em diretorias da Caixa Econômica, em fundos de pensão e no ministério da Agricultura. Por causa do controle desse último órgão, tinha tanta influência na JBS. Era o ADA dos políticos — ou seja, mais entranhada nos esquemas do poder tradicional e mais disposta a acordos e partilhas.

3 - A terceira era o PMDB do Senado. Seu chefão era Renan Calheiros. Seu guru e presidente honorário, José Sarney. Edison Lobão, Jader Barbalho e Eunício Oliveira eram outras figuras de proa. Mandava nas empresas da área de energia e tinha influência nos fundos de pensão e empreiteiras que atuavam no setor. Vivia às turras com a quadrilha do PMDB na Câmara, que era maior e mais organizada.

4 - A quarta era o PSDB paulista, cuja figura de maior expressão era o Serra. Tinha grande independência das quadrilhas de PT e PMDB porque o governo de São Paulo era terreno fértil em licitações e obras. A empresa mais próxima do grupo era a Andrade Gutierrez, mas também foi financiada por esquemas com Alstom e Odebrecht.

5 - A quinta e última era o PSDB de Minas — ou, para ser mas preciso, o PSDB do Aécio. Era uma quadrilha paroquial, com raio de ação mais restrito, mas ainda assim mandava em Furnas e usava a Cemig como operadora de esquemas nacionais, como o consórcio da hidrelétrica do Rio Madeira.

Bandos menores : 

Em torno dessas “big five” flutuavam bandos menores, mas nem por isso menos agressivos em sua rapinagem :
Como o PR, que dava as cartas no setor de Transportes
O PSD do Kassab, que influenciava ministérios poderosos como o das Cidades
O PP, que compartilhava a Petrobras com o PT
O consórcio PRB-Igreja Universal, que tinha interesses na área de Esportes.

Havia também os bandos estritamente regionais, que atuavam com maior ou menor grau de independência em relação aos nacionais. 

O PMDB do Rio e seu inacreditável comandante Sérgio Cabral.
Fernando Pimentel comandava uma subquadrilha petista em Minas. 
O PT baiano também tinha voo próprio. 

Por fim, vinham parlamentares e outros políticos do Centrão, que eram negociados de maneira transacional no varejo: uma emenda aqui, um caixa 2 ali, uma secretaria acolá…

E que ninguém superestime as rivalidades existentes entre esses cinco grandes grupos. Em nome da própria sobrevivência eles são capazes de qualquer tipo de acordo ou acomodação e farão de tudo para obstruir a Lava Jato.

Viver é Perigoso

MOÇA BONITA

Paula Echevarría
Viver é Perigoso