sexta-feira, 23 de junho de 2017

SÓ BLUES



Viver é Perigoso

SOLIDARIEDADE


Deu no Facebook que assaltaram agora à noite um bar em Piranguçu. Imagino, que como todas as noites de sexta, devia estar lotado. Os meliantes levaram carteiras e celulares.

Voltou à lembrança um fato semelhante, quase que de conhecimento geral, acontecido num bar da moda, em Ipanema, nos anos 60. Registre-se que celulares, por motivos óbvios, não foram levados.

Os vivaldinos terminavam a "limpeza", quando um assíduo cliente gritou lá do fundo, modificando um pouco a voz:

- Levem também o espeto de "pinduras" !

Os solidários bandidos voltaram até o caixa e surrupiaram as contas espetadas por clientes esquecidos, logicamente, elevando o prejuízo do proprietário.

Não sei se aconteceu o mesmo em Piranguçu.

Viver é Perigoso 

ESPORTE RADICAL


Descobri hoje, que o pessoal da terrinha, ou grande parte dele, aficionados ou não, praticam um tipo de esporte radical.
Emocionante, de arrepiar e assistido, quase sempre por uma autoridade no assunto.
Não, claro que não se trata de uma escalada na Pedra Vermelha da Dona Berta e tão pouco, de um voo de asa delta.
Algo mais acessível e menos romântico. Trata-se da travessia de pedestres na esquina da Rua Nova com a Francisco Masseli. Cinco segundos de pura emoção cronometrados pelo visor digital.
Afirmam os responsáveis pelo trânsito local, que tudo foi testado antes da implantação do tempo de travessia. Só não esclarecem, e seria oportuno e razão de significativo apelo turístico, se registrassem que o teste prático foi feito por um jamaicano razoavelmente conhecido como Usain Bolt.
Fui submetido ao teste no dia de hoje. Bem preparado e utilizando de uma boa arrancada, consegui. Tudo sob os olhares de um educado, simpático e bem postado policial militar.
Ao romper a fita, ou melhor, atingir a calçada oposto, comentei com a autoridade:
- Que sufoco !
Ao que ele respondeu:
- Agora está com 5 segundos. Antes eram 3. E complementou espirituosamente: - Queremos os cidadãos bem preparados fisicamente.
Concluindo, aqui vai uma sugestão: A Prefeitura poderia instalar nas calçadas, no local da "prova", alguns suportes para os pés para facilitar e proporcionar aos transeuntes um melhor largada. 

Viver é Perigoso
  

O PODER SOBE À CABEÇA


Nos últimos tempos quando, no Brasil e no mundo, tantos políticos se comportam de modo claramente ensandecido, volta à baila uma importante e muito antiga pergunta: o poder enlouquece as pessoas.

Para Dacher Keltner, psicólogo da Universidade da Califórnia-Berkley que há duas décadas pesquisa o tema, o poder pode exercer sobre o cérebro as mesmas consequências de uma lesão traumática: maior impulsividade, desprezo pelo perigo e incapacidade de se colocar na pele do outro. Keltner chama essa síndrome de “paradoxo do poder”: uma vez alcançado um alto posto, perdem-se as características que foram ativadas para conquistá-lo.

O fato que instintivamente tendamos a imitar as expressões dos nossos superiores não ajuda a resolver o dilema. Esse mecanismo, que ativamos inconscientemente, nos ajuda a nos metermos na pele dos outros e a entrar em sintonia com os seus sentimentos. Todavia, chegados a um certo grau de poder, corremos o risco de não termos mais ninguém acima de nós para imitar: isso pode levar a uma fatal ausência de empatia.

Sukhvinder Obhi, neuro-cientista da McMaster University, em Ontário (Canadá), pediu a alguns voluntários para que observassem um vídeo no qual uma pessoa apertava uma bolinha. Nos indivíduos não potentes, foram ativadas as mesmas áreas cerebrais indispensáveis para se executar a ação da pessoa no vídeo. Mas nos voluntários que desfrutavam de posições de poder, tais áreas apareceram praticamente anestesiadas. Esse efeito, geralmente, é reversível: mas quando se está cercado por conselheiros aduladores (ou em situações que sempre nos dão razão), podemos pensar que ele não seja.

Luis Pellegrini

Viver é Perigoso

PÂNICO !


Viver é Perigoso

FICOU UM VAZIO


Que me perdoem os que pensam diferente. Mas nunca fui com a cara de gatos. Talvez influenciado pelos livros e filmes infantis, quando eles se enrolavam nos colos magros de feiticeiras, bruxas e rainhas malvadas.
Meu Avô Jayme Riera já dizia: desconfie sempre desses bichos. Eles não gostam das pessoas. Eles gostam e se acostumam com o lugar. Diferentemente dos cães, pelos quais tenho estima e entendo as suas inteligências: Não gostam de gatos.
Há tempos, mesmo eu que não gosto de animais presos, peguei estima em dois canários belgas, dados com amor, pelo meu irmão, exímio criador, Paulinho Riera.
Batizei-os  de Waldick e Soriano. 
Um triste dia, um gato gordo e traiçoeiro, assassinou o Waldick. Não sou de vinganças, mas que elas passaram pela minha cabeça, ah! se passara,.
Ficou conosco o Soriano. Grande cantador solitário e pela convivência, já pousava na minha mão e respondia com doces silvos as minhas provocações.
Cantava diferenciado quando a Sonia acionava a máquina de costura. Se tornou amigo dos meus netos.
Hoje, mais precisamente entre às 13 e 14 horas, em pleno sol claro, o Soriano foi trucidado por um famigerado gato amarelado. Tristeza.
Não terei outro canário. Encerrou-se um ciclo.
O Soriano foi sepultado às 14:30 horas, na Boa Vista, é claro, debaixo do pé de goiabeira.
Reafirmo que não sou dado a vinganças, mas felinos vadios, se cuidem !

Viver é Perigoso



VIAGEM PRODUTIVA


- Presidente Temer, quais foram as maiores dificuldades enfrentadas nas viagem a Russia e a Noruega ?

- Primeiramente, foi a libração da bagagem no aeroporto e identificação na alfândega. Depois foi conseguir taxi para nos levar até o hotel. De resto foi tudo bem.

- E de positivo ?

- Na Noruega, achei o Rei da Suécia muito simpático.

Viver é Perigoso