domingo, 7 de maio de 2017

VIVE LE FRANCE !

Viver é Perigoso

PREMEDITANDO O BREQUE


Faço uma leitura diferente sobre o pronunciamento do Juiz Sérgio Moro recomendando que os favoráveis a Operação Lava-Jato não se desloquem até Curitiba, na próxima quarta-feira, dia 10, quando prestará depoimento, ao Ministério Público Federal, o Sr. Luis Inácio Lula da Silva.

Considerando a situação crítica do acusado, face as últimas delações e depoimentos e a possível existência de provas inquestionáveis.

Considerando a arrogância e o destempero verbal demonstrado em suas últimas declarações, pelo Sr. Luis Inácio da Silva e a sua verborragia natural.

Considerando a possível estratégia do depoente em transformar uma ação normal da justiça em um palanque político.

Considerando que se evitaria futuras e inevitáveis operações de condução coercitiva, prisões que causariam intranquilidade em São Paulo.  

Tenho que, o Sr. Lula não deixará Curitiba na próxima quarta-feira. Acontecendo qualquer manifestação sua em desrespeito ao Ministério Público, Polícia Federal e outras autoridades, receberá voz de prisão preventiva e ficará por lá mesmo, com a divulgação pelas autoridades das provas irrefutáveis já obtidas.

E tudo leva a crer que esse é o desejo de Lula e parte de sua estratégia, uma vez que ele não tem outra saída.

Atentem para o tamanho da malinha com mudas de roupas que deverá ser levada por um dos seus assessores.

É a vida...

Viver é Perigoso  

PORQUE HOJE É DOMINGO



Viver é Perigoso

EPIQUEIA

O magistrado do Supremo Gilmar Mendes e alguns de seus colegas parecem possuídos pela tirania da “letra” da lei, usada para livrar da cadeia os políticos, esquecendo-se do importante conceito clássico da epiqueia grega.

Não foi o homem moderno que inventou o direito. Para os gregos, e depois para os romanos, até nosso tempo, tão importante ou mais que a literalidade da lei é seu espírito. A epiqueia ensina os juízes, e há séculos, que em toda lei além da letra existe a sua alma.

De Platão a Aristóteles, passando por São Tomás, não existia a justiça sem o contrapeso da equidade. Hoje, o Dicionário da Real Academia Espanhola, em sua 22ª edição, define, por exemplo, epiqueia como “a interpretação moderada e prudente da lei, segundo as circunstâncias de tempo, de lugar e de pessoa”.

Se é assim, a interpretação moderna de epiqueia implica levar em conta o momento histórico e as vivências da sociedade. Não parece ser isso o que move alguns dos magistrados do Supremo quando usam a literalidade da lei para tirar da prisão certos personagens políticos do grande escândalo de corrupção investigado pela Lava Jato. Ou quando duvidam se um réu da Justiça pode ser candidato às presidenciais.

Parecem mais aprisionados pela letra que usam em um tom mais político que jurídico, sem se importar com o delicado momento que vive um Brasil em carne viva. Um Brasil que, uma vez mais, constata que a lei não é igual para todos.

Gilmar Mendes e outros colegas seus parecem sofrer vendo alguns políticos em prisão preventiva, acusados de crimes que ofendem e escandalizam a sociedade. Parecem, porém, interessar-se menos pelos milhares de presos pobres, sem advogados de luxo, que jazem durante anos, às vezes por pequenos delitos, amontoados em presídios desumanos, sem sequer terem sido ainda interrogados por um juiz.

Gilmar Mendes chegou a qualificar de “histórica” a decisão de tirar da prisão José Dirceu, que se arrasta pelos caminhos da corrupção política desde os tempos do mensalão e que segundo os juízes continuou perpetrando crimes mesmo estando preso.

Seria preciso perguntar à sociedade brasileira se para ela tal decisão, à qual podem se seguir outras iguais ou parecidas, é algo histórico ou está mais para uma decisão que ofende a sensibilidade de quem ainda acredita que a Justiça não pode ser somente um frio códice de leis, mas também, e sobretudo, a segurança de que existe para proteger a todos e não somente os poderosos.

Desde os pensadores antigos, passando pelos textos bíblicos, até os filósofos e magistrados de hoje mais bem conectados com a alma das pessoas, a lei mata, enquanto o espírito salva.

Quando em um país a letra da lei passa por cima dos anseios de justiça de toda uma sociedade é o direito que aparece comprometido e maltratado.

Juan Arias - El País

Viver é Perigoso


TERMO DE REVOGAÇÃO


Antes de sorrir e sentir-se feliz, leia até o final sobre a revogação do leilão de bens do município colocados á venda pela atual administração. Incluem imóveis situados à Rua Tiago Carneiro Santiago, Rua Cel. Francisco Braz e na Rua João Batista Ricci. 

Claro que não foi por cairem na real e em atendimento ao clamor dos munícipes. Simplesmente, como está escrito no Termo de Revogação de Concorrência Pública 001/2017 da Prefeitura Municipal de Itajubá, não conseguiram liquidar os bens.

"Tendo em vista às varias tentativas para abertura do processo e o mesmo se tornando deserto, faz-se necessário uma nova avaliação de preço dos imóveis e posteriormente a realização de um novo processo licitatório".

Resumindo o desatino, como definido na estranha linguagem administrativa, "deu deserto" na concorrência. Tudo indica que promoverão uma caprichada redução dos preços e realizarão um novo bota-fora.

Continuamos lascados.

Viver é Perigoso