sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

VENTOS DE GUERRA - NOSSA ESCOLA


Extraido do site www.viladeutopia.com.br - de Itabira

Finalmente, quase um mês após a deflagração da crise na Unifei, que culminou com as renúncias dos professores Dair José de Oliveira e Márcio Tsuyoshi Yasuda, respectivamente ex-diretor e ex-adjunto do campus de Itabira, a Câmara Municipal de Itabira decide que não deve permanecer alheia ao assunto que pode afetar o futuro do projeto universitário de Itabira.

Não é para menos, afinal só a Prefeitura já investiu R$ 63 milhões na construção de dois prédios – e terá de arcar com mais cerca de R$ 400 milhões até concluir as edificações necessárias para implantar o que está previsto no projeto original.

E a Vale, que participa da parceria público-privada instituída com a Prefeitura e Governo Federal, via Ministério da Educação para viabilizar a implantação do campus local, investiu R$ 38,5 milhões na aquisição de equipamentos para os laboratórios demandados para os cursos já instalados no campus local.

“Em conversa com o ex-diretor da Unifei, tomei conhecimento de uma situação muito ruim. Uma briga institucional está prejudicando a cidade de Itabira. 
De um lado, tem o reitor Dagoberto Almeida e de outro, o ex-diretor Dair, que esteve aqui nesta Casa recentemente tratando da questão da Unifei”, assim iniciou o vereador o seu pronunciamento na tribuna da Câmara, na sessão dessa terça-feira (19/12), última do ano. Segundo o vereador André Viana (Podemos), o legislativo itabirano não pode permanecer alheio à crise instalada na Unifei por interferir – e até prejudicar o projeto universitário de Itabira, que tem como objetivo atingir um número de 10 mil alunos (hoje não passam de dois mil), além de contribuir para implantar um parque tecnológico como uma das alternativas econômicas para a sustentabilidade do município após a mineração.

O vereador quer, assim que o legislativo retornar do recesso parlamentar em fevereiro, instalar uma comissão especial para acompanhar a crise na Unifei. “Não nos interessa a crise interna pela disputa do poder, mas temos a obrigação de saber como está o pacto firmado com a universidade e que diz respeito ao futuro de nossa cidade.”

Como se vê, há muito o que investigar sobre a crise na Unifei naquilo que afeta a implantação do projeto universitário de Itabira, no qual a Prefeitura já injetou R$ 63 milhões provenientes da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem). E que teria de investir mais cerca R$ 400 milhões para concluir o projeto original do campus de Itabira.

O tema deve ser pauta de mais discussões na Câmara – e é preciso que a Prefeitura também não se omita. O vereador Neidson de Freitas (PP), por exemplo, acha que a Vale não deve restringir a sua participação à aquisição dos laboratórios. “A empresa pode participar mais do empreendimento como parte do resgate de sua dívida histórica com Itabira”, discursou recentemente o presidente do legislativo itabirano.

“Vamos convidar o ex-diretor da Unifei e também o reitor para que venham a essa Casa explicar o que ocorreu para desistirem da faculdade de Medicina, assim como para esclarecer outras dificuldades que estão interferindo na implantação integral do projeto de nosso campus”, propõe o vereador André Viana.

“A Unifei não é de Itajubá, ela é federal, pertence ao povo brasileiro. Vamos à Brasília, no Ministério da Educação, solicitar que retornem com o projeto da faculdade de Medicina”, promete o vereador, que considera a crise na Unifei no mínimo muito estranha –e que precisa ser esclarecida, pelo menos naquilo que afeta a construção do projeto universitário de Itabira.

Extraido do site www.viladeutopia.com.br

Viver é Perigoso

3 comentários:

Anônimo disse...

A então direção de Itabira bateu de frente com a daqui. Além disso o conselho de lá depois de decisões, voltou atrás e subiu no muro. Aos 2 não restava outra alternativa. Saíram com dignidade.

Edson Riera disse...

Dignidade,

Dignidade é fundamental. A área de ensino não perdoaria jamais a falta de.

Tenho comigo, que é questão de tempo o caminhar separados.

Zelador

Anônimo disse...

Vejo uma Universidade Federal de Itabira no horizonte...