sábado, 9 de dezembro de 2017

A GRANDE PERNADA


Creio que a história começou no final dos "50" e terminou rapidinho no início dos "¨60". Claro, foi em Itajubá.
No primeiro ano foi um sucesso sem precedentes. Quem não participou se arrependeu e ficou "chupando o dedo".
Falo das famosas cestas de natal. Duas marcas concorriam no mercado local. Cestas Amaral e Cestas Columbus.
Eram vendidas no início do ano, com carnet para pagamentos mensais, com direito ainda a sorteios de prêmios diversos.
Normalmente tinham uns três modelos ou séries, como chamavam. Diamante, ouro e prata. Variava o sortimento, que ia de uísque Drurys, conhaque Dreher, compotas, uvas passas, panetone, etc, etc.
Itajubá inteira comprou se preparando para o natal. Eram entregues nas vésperas direto na casa do cliente. Eram bonitas e de vime. Depois do natal a utilizavam para guardar o enxoval da moçada.
Resumindo: As empresas sumiram e ninguém viu cesta nenhuma.
E a vergonha de fazer alguma queixa? Virou gozação na cidade.
Foi o segundo grande "chapéu coletivo" que assolou Itajubá. 
O primeiro, como a história conta, foi a coça levada pelos itajubenses dos Delfinenses, quando tentaram, em comitiva,  buscar a imagem da Padroeira em Delfim Moreira, na época, a cidade vizinha era chamada de Itajubá Velha.

Ninguém gosta de falar do assunto.

Viver é Perigoso

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