quinta-feira, 19 de outubro de 2017

POR OPORTUNO - TEORIA DA COMPARAÇÃO


A alegria em função da tristeza de alguém é um reflexo da permanente comparação em que muitas pessoas vivem, chegando ao ponto de se sentirem “aliviadas” quando ocorre uma queda na vida de alguém, em especial de pessoas que lhe são próximas.

Os psicólogos que investigam esta dimensão, orientam o seu trabalho para o que é conhecido como Social Comparison Theory (Teoria da Comparação Social). O termo foi concebido na década de 1950 por Leon Festinger e é baseado na premissa de que os humanos se avaliam não tanto por objetivos mas por comparação com os outros em seu redor.

Em termos gerais, a teoria refere-se ao Schandenfreude em que, os sucessos e os insucessos dependem da motivação que é dada pelos outros e não do próprio sujeito. 

Esta orientação dá espaço para a constante comparação e consequente sensação de felicidade perante as perdas alheias. Acredita-se que, a queda e as perdas dos outros “revertem a nosso favor” como uma oportunidade.

Nesta dimensão, o sofrimento de alguém é encarado como uma possibilidade e não como uma paragem para poder auxiliar, o que dá lugar a emoções negativas tais como aplaudir a desgraça alheia.

Os especialistas acreditam que, o sujeito pode ficar contente por uma lesão impedir o seu adversário de prosseguir um jogo, mas isso não fará dele um melhor atleta, apenas lhe retira um inimigo do caminho. É o valor disso que deve ser avaliado antes de concentrar todas as expectativas na queda do outro e não na nossa ascensão por mérito próprio.

No fundo, será que vale a pena desejar a desgraça de alguém para sentir que se fez “justiça” ou que se vai abrir uma oportunidade?

Será assim tão importante perder tempo com a vida alheia quando na maior parte dos casos, não damos resposta aos nossos desafios?

Já pensamos no desperdício de energia que é concentrar atenções do que o outro faz quando não nos dedicamos minimamente ao que temos?

Vale a pena pensar nisto antes de espreitar pela janela a vida do vizinho! 

Sim, quando se entra neste caminho de necessidade desenfreada de comparar os outros e de querer ver a sua queda para ascender, não se olha a meios, nem a laços familiares, tudo se concentra na necessidade de “celebrar” a desgraça como símbolo de oportunidade e tudo se perde num sentimento negativo e destrutivo; numa forma “pequena” de vida onde as recompensas são inúteis face a tanta negatividade.

Trechos extraídos do Algarve Primeiro

Viver é Perigoso

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