sábado, 16 de setembro de 2017

PMDB MINEIRO NA LAVA-JATO


Manchete do jornal Hoje Em Dia: " Pmdb mineiro no centro da escândalo das delações premiadas da Lava Jato ".

A bancada do PMDB mineiro ganhou protagonismo no escândalo de corrupção que levou o procurador-geral Rodrigo Janot a oferecer a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, do mesmo partido. O PMDB mineiro foi citado em delações premiadas de executivos da JBS e também na recente colaboração do doleiro Lúcio Funaro, acusado de operar propina para a legenda. 

Em todos os relatos, constam denúncias de que parlamentares do Estado filiados à sigla buscaram meios de auferir dinheiro público, seja atuando para nomear diretores corruptos para a Petrobras ou pedindo a empresários dinheiro para custear campanhas eleitorais.

Na denúncia de Janot, a bancada de Minas Gerais é acusada de atuar junto a Eduardo Cunha para nomear o diretor da área internacional da Petrobras, Jorge Luiz Zelada.  O ilícito está está na constituição e o uso de alianças políticas como ferramenta para arrecadar propina. Tem como base delações de executivos da JBS e de Funaro. Joesley Batista e Ricardo Saud, que relataram pagamento de propina ao vice-governador Antonio Andrade (PMDB). 
Eles falam no vice como uma pessoa próxima a Temer e ao centro do poder, por ter ocupado o cargo de ministro da Agricultura. Andrade teria recebido mais de R$ 20 milhões.

Na delação premiada, Lúcio Funaro conta que Antonio Andrade ajudou nos negócios da JBS em troca de propina. “Ainda, que no início de 2014, Joesley e Ricardo Saud solicitaram diretamente ao ex-ministro da Agricultura, Antonio Andrade, a liberação de certos frigoríficos, e proibição de outros, ao direito de exportarem carne para determinados países, para assim beneficiar a exportação da JBS. Que o então ministro Antonio Andrade, determinou que o Sr Rodrigo Figueiredo, funcionário do Ministério e indicado pelo colaborador e Cunha, tomasse as devidas providências, através de uma portaria do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), para atender tal demanda. Que em contrapartida, o ex-ministro solicitou propina no valor de R$ 25.000.000,00, alegando que precisava de tais recursos para a campanha de pré-candidato a vice-governador de Minas Gerais. Que esses recursos seriam divididos entre o PMDB nacional e PMDB de Minas Gerais, em forma de recursos para candidatos a Deputados Federais e Estadual do PMDB de Minas Gerais”.

Antonio Andrade nega as acusações. Por meio de nota, o vice-governador alegou que são falsas e inconsistentes as denúncias de que teria recebido qualquer benefício da JBS enquanto esteve à frente do Ministério da Agricultura, entre 2013 e 2014. 

Viver é Perigoso

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