sábado, 16 de setembro de 2017

CINEMA E SAQUINHOS DE PIPOCA


Sei não, mas creio que eu possa ter um pouco de misofonia. O fenômeno se manifesta especialmente ao assistir filmes de suspense tendo nas proximidades expectadores fuçando em saquinhos de pipocas ou salgadinhos.

Como a Prefeitura Municipal de Itajubá está promovendo a construção de quatro salas de cinema no Parque Municipal, seria bom o pessoal ir treinando.

Os momentos críticos são aqueles em que acontecem a separação da pipoca e piruá. Muito ruído, desconcentrando os expectadores. 

Deu na BBC:

Cientistas dizem ter descoberto por que algumas pessoas reagem de forma intensa - com emoções que podem beirar o "ódio" - ao som de mastigação de alimentos ou de respiração e o farfalhar de folhas ou sacos de papel ou plástico.

A explicação está na misofonia, uma condição marcada por reações intensas a alguns sons específicos, bem mais complexa do que o "não gostar" de alguns barulhos. 

Cientistas britânicos mostraram que os cérebros de algumas pessoas são programados para produzir uma resposta emocional excessiva nessas situações.

Cientistas britânicos escanearam o cérebro de 20 pessoas com misofonia - incluindo Olana - e 22 pessoas sem o problema. Os resultados, divulgados na publicação científica Current Biology, revelaram que a parte do cérebro que une nossas sensações com nossas emoções - o córtex insular anterior - estava excessivamente ativa em momentos de misofonia.

E que, nos voluntários que sofrem da condição, as conexões e interações com outras partes do cérebro se davam de forma diferente."Eles começam a ficar extenuados quando começam a ouvir esses sons, mas a atividade era específica sobre esses sons que ativam a doença, não os outros dois", disse o cientista Sukhbinder Kumar, da Universidade de Newcastle.

A reação é majoritariamente de raiva. Não é nojo, desgosto, a emoção dominante é raiva - parece uma resposta normal, mas de repente se torna uma resposta exagerada."

Não há tratamentos para o problema. Uma ideia é que passar uma corrente elétrica de baixa intensidade pelo crânio. Tim Griffiths, professor de neurologia cognitiva da Newcastle University e da University College London de Londres, disse esperar "que isso tranquilize um pouco os pacientes".

Viver é Perigoso

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